domingo, 30 de dezembro de 2012

2013

Baldes de tinta colorida espraiando bom humor.
Músicas melodiosas,ou nem tanto, enchendo os espaços.
Sorrisos debochados
Olhos acesos
Bocas úmidas
Corpos colados.
Pernas entrelaçadas
E muito, muito amor para dar e receber.
Tudo isso, junto e misturado
No ano que irá chegar!
Tin-tin!
FELIZ 2013!


MILHÕES DE BEIJOS
GISA

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

RECOMEÇO

No meio do redemoinho
Ela surge.
Cabelos em alvoroço
Pele fresca.
Pousa sob a terra
E começa, imediatamente, a cavar.
Bate em algo.
Sorri e desenterra aos poucos.
Surge o rosto, os braços, o corpo
Quentes como na primeira vez.
Exatamente onde havia deixado
Há tantos anos atrás
Para seguir sua missão.
Trabalho completo a contento
Mostra com alegria
Que a espera de ambos havia terminado.
Teria valido a pena?
Nada mais importa agora.
Seguem de mãos dadas
Do ponto em que haviam parado.
O horizonte veste-se de luz para recebê-los
E o mar os engole devagar
Com requintes de encantamento.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MEDO

A lava que sai dos meus olhos queima meu rosto.
Transfiguro-me à medida que o incandescente se condensa.
No espelho, meto medo em minha consciência.
Meu inconsciente ri diante da covardia da companheira de habitação.
Quem madou querer ocupar o solo? - pensou divertindo-se,
Enquanto abria a meia-água e saía para voar
Cortejando a lua cheia.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

NATAL

Que o Natal não seja somente hoje e amanhã!
O ideal é viver o Natal todos os dias!
Muitos beijos a todos e obrigada pela excelente companhia!
FELIZ NATAL
QUERIDOS AMIGOS!
Mais bejos
GISA

domingo, 23 de dezembro de 2012

DESABAFO

Vejo o rochedo cedendo à tempestuosidade do mar
Tenho medo.
Minha obra construída sobre ele já balança.
Ficarei até o último momento.
Se tudo afundar,
Terei que me acostumar com a nova paisagem,
Pois estará chegando a hora de abrir novos portões
E tentar recomeçar a caminhada.
Estou triste, mas em pé.
Irei chorar e seguirei.
Sem olhar para trás.

sábado, 22 de dezembro de 2012

CANTIGA

Se essa rua fosse minha
Encheria de flores coloridas de confeitos
Se essa rua fosse minha
Perfumaria com gotas de chocolate.

Eu mandava
Abrirem todas as janelas de par a par
Eu mandava
Todos virem para as ruas sorrindo.

Ladrilhar
Eu iria todo o espaço
Com pedrinhas
De estrelas carmim
Com pedrinhas
De faíscas pulsantes
De brilhante
Profundo.

Para o meu
Só para o meu
Para o meu
Amor
Paixão
Tudo de bom
Passar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

PURO

Subiu ao céu e se desfez em chuva.
Caiu em pingos tão leves
Que o fez parar de chorar.
Gostou ao vê-lo ali,
Estático,
De rosto erguido
Aproveitando cada gota sua
Rolando por todo 
Aquele corpo
Que gostava de lhe pertencer.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

IMPRESSÕES

Tenho teu sorriso impresso na minha retina.
Tenho teus olhos impressos no meu peito.
Tenho tuas mãos impressas na minha cintura.
Tenho tua boca impressa no meu ventre.
Tenho teu calor impresso no meu frio.
Tenho tua ausência impressa na minha solidão.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

FRAGMENTOS

A cada passante
Ofertava um pedaço de si.
Não sentia dor
Ao arrancar os pequenos fragmentos.
Ficava feliz.
Adorava vislumbrar a possibilidade
De um dia acabar como um todo,
Transmutando-se em vários uns.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

LADRILHOS

Mirava-se nos ladrilhos coloridos
E vivia.
Triste,
Procurava o reflexo vermelho
Da aventura e do prazer.
Quando a alegria lhe tomava conta,
Queria ver-se na cor negra
Para conter os impulsos em demasia.
Pensativa,
Recorria à força do amarelo
Refletindo-o nos mínimos detalhes planejados.
Desanimada,
Ia direto ao encontro do lilás
De onde conseguia construir a escadaria do retorno
Ao mundo da luta.
Mirava-se nos ladrilhos coloridos
E vivia
Na certeza de que nada
Nunca, iria lhe faltar.


domingo, 9 de dezembro de 2012

METAMORFOSE

Do fundo do poço
Dois braços saíram
A música hipnótica
Pensar não deixava.
Lutas vãs
Assustadas fugiram.
Atônita deixou-se
Para o breu ser levada.

De visco e nojo
Completamente coberta.
Olhou na volta
Procurando caminho.
Tombou no chão
Virtudes abertas.
Satisfez a lascívia
Daqueles sem ninho.

Ferida em tiras
Ergueu-se sem medos.
Cambaleou nos passos
Vazios e mutantes.
Transformou-se na erva
Maldita, estranhos bruxedos.
Floresceu no lodo
Infeliz dos degradantes.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

OLHAR

Meu olhar
Surfou nas ondas,
Escalou montanhas,
Cavalgou as nuvens,
Despencou nas cachoeiras,
Levantou o pó das estradas
Principais e alternativas.
Meu olhar buscou os lugares
Mais remotos e mais circundantes,
Mais escondidos e mais expostos,
Mais inusitados e mais óbvios.
Meu olhar fechou-se tentando.
E isso, é o que realmente importa.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

BEL-PRAZER

Ser encontrada,
Odiava.
Gostava da liberdade
De surgir do nada
E surpreender.
Era vento,
Nuvem,
Fumaça,
Gás...
Era onipresente
A seu bel-prazer.

sábado, 1 de dezembro de 2012

BRINCADEIRA

Borrifou o espelho
Com um pouco d'água.
Sorriu.
Agora tinha um universo
De estrelas cadentes,
Todo a sua disposição!