quarta-feira, 30 de outubro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MORTE

Sob o véu se percebia
Alguma beleza.
Voava de um canto ao outro
Como que quisesse dar um aviso.
Geralmente conseguia compreender
Os seus recados, mas hoje...
Havia algo de errado.
Aflita,
Começou a procurar
O porquê de tanta angústia.
Deparou-se com o fio dourado
Partido.
Entendeu de imediato.
Era o momento do adeus.
Fechou os olhos e abriu a janela
Caiu no chão no mesmo instante
Em que ela ganhou os céus.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ardo no estreito espaço
Da tua pupila.
Danço por entre as raias
Da tua íris,
Imprimindo minha imagem invertida
No fundo da tua retina.
Assim,
Olha-me fixo!
A experiência que vou te causar,
Será inesquecível!
A sensação que me causas
É desestabilizante!
Aproveitemos o êxtase juntos.
Vem...
Já estamos quase lá.
Que não nos esperem tão cedo...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

ELA?

Não gostasva de justificativas! Algo que tem que ser explicado causava-lhe sono! Gostava da transparência. Estava acostumada ir sempre além do finito. Detestava dúvidas, mas necessitava delas para romper barreiras. Descalça, percorria os arabescos do destino, escorregando ora em atos falhos, ora em dogmas embolorados. Prezava o livre arbítrio, o livre pensamento e o amor livre. Havia nascido para fazer diferenças e não apenas a diferença. Era multifacetada, multicolorida, multiarticulada, multiliberal, multiplural sem deixar de ser singular.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

PASSOS

Rastros indeléveis
Projetam fantasmas
Nas minhas paredes
De vidro fosco.
Aguardo, pacientemente,
A materialização.
Sei que virá.
Já ouço os passos...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

REFÚGIO

Do salto
Lançou-se ao voo
Livre, sem amarras.
Pousou na ponta
Mais alta
Do obtuso telhado
Em perfeito
Arabesque.
Ficou lá
Aproveitando o sol
E o vento da tarde
De primavera.
Intuiria a hora
Em que ele estaria
Pronto para ela.
Enquanto isso
Alimentava às famintas
Expectativas.

domingo, 20 de outubro de 2013

PAI?

Aos olhos da criança era contraditório. Havia amor, havia dúvida. Figura de ficção real ou de real ficção? Não se interessava em saber. Vivia o momento, o passo, a palavra. Cresceu. Questionou. Cansou. Acostumou-se. No andar da carroça as abóboras se acomodam. Acomodaram-se. Algumas podres, outras não. Certeza só uma: amou.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

REDE

Com várias linhas
Fez uma teia.
Esticou-a sobre
Os dois penhascos
Amarrando-a
Nos grandes blocos de gelo.
Deitou-se
Na improvisada rede
Para esperar o verão.
Até lá, ia aproveitando
A brisa da primavera
Que já se iniciava,
Insinuante,
Nas últimas tardes de inverno.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DESEJOS

Quero
Um sol de fios de ovos,
Uma lua de mashmellow,
Uma onda de merengue,
Árvores de chocolate,
Confeitadas com folhas
Açucaradas.
Quero
Um jardim de brigadeiros
E cocadinhas,
Uma estrada de balas coloridas
E estrelas de pingos doces.
Quero perder 4 quilos logo
Para sair deste maldito regime!
Desculpa aos homens, mas
Só as mulheres podem entender isso...

:)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ZELO

Conhecia os passos.
Admirava o silêncio da chegada
E a maneira,
De como quem não quer nada,
Que ia se alojar,
Sempre,
Ao fundo da cena,
Depois da última luz.
Dali cuidava-a com zelo.
Ela, protegida,
Encantava a todos
Na arriscada
Acrobacia.

domingo, 13 de outubro de 2013

Fica intranquila!
Nunca vais saber
O quão profundo foi.
Assim, sigo apreciando,
Sorrindo com desdém
E alguma provocação,
Em meio a um saboroso
Prazer mórbido,
De ver
Sufocares, pouco a pouco,
Nas brumas da dúvida.

sábado, 12 de outubro de 2013

VITRINE

Vejo teu rastro,
Não me enganas.
Passas em silêncio, olhando.
Nunca faltas, eu sei.
Posso te sentir próximo,
Muito próximo.
Como se nada soubesse,
Sigo mostrando-me na vitrine.
Um dia voltas a entrar na loja.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

AVISO

Éramos dois.
Distantes tão próximos...
Falávamos a mesma língua,
Entre percalços e fluidez.
Passeávamos entre letras e imagens
De mãos dadas.
Cúmplices,
Conhecíamos os detalhes invisíveis
Um do outro.
Desprezávamos os corriqueiros,
Vistos e comentados
Por todos aqueles que julgavam
Tudo saber...
Coitados!
Amávamo-nos nas entrelinhas
Debaixo dos narizes cegos de empáfia.
E, em mensagens subliminares,
Brincávamos de senso comum...
Éramos dois, somos dois, seremos dois,
Não se enganem!
Depois não digam que não avisei.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

DIA

O dia em que eu te ver
O mar irá petrificar
O sol não vai se esconder
E a lua quererá participar.

Estrelas, aos nossos cabelos,
Pontilharão de brilhos fugazes
E borboletas coloridas 
Nos vestirão com requintes, amáveis...

Bailaremos a valsa 
Do encantamento eterno
Dedilhada nas cítaras
Dos amigos grilos, tão ternos...

O dia em que eu te ver
Seremos finalmente completos
Encerraremos as buscas vãs e
Seguiremos unidos, repletos...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

GERÚNDIOS

Colares coloridos
Para brilhar.
Roupas claras
Para refletir.
Sapatos baixos
Para dançar.
Rosto lavado
Para sorrir.
Assim vou ando,
Assim vou endo,
Assim vou indo...
Feliz!

domingo, 6 de outubro de 2013

TRÊS ANOS



Este mês o blog comemora
TRÊS ANOS!

Três anos lendo,
Três anos escrevendo e
Três anos vivendo!

São 10.137 comentários
De 721 amigos
Em 833 postagens!

MUITO OBRIGADA
MEUS QUERIDOS!

Obrigada pela atenção, carinho
E incentivo
Ao longo desta caminhada!
Adoro todos e cada um de vocês!

Um grande beijo

GISA

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

DÚVIDAS?

O que vivemos?
Que nome poderemos dar a nós?
Por que seguimos?
Buscamos algo?
Objetivos, temos?
Sei lá!
Só sei que somos felizes!
Para que complicar com
Perguntas comezinhas?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

CONVERSA

Este não quero mais!
Devolve o meu rosto de antes!
Procura dentre os teus reflexos
Mais antigos.
Deves ter guardado em algum lugar.
Busca! É uma ordem!
Não me deixes com esta imagem
Rota, envelhecida,
Não condizente com meu interior.
Não existe equivalência, entende?
Traz de volta os olhos curiosos,
A boca do amplo sorriso,
Os cabelos iluminados...
Permite que a mágica aconteça,
Permite...
Sei que podes,
Pode ser devagar, tudo bem.
Ficarei na tua frente de olhos fechados.
Quando estiveres pronto, espelho,
Avisa-me,
Sou paciente.
Afinal, não me resta outra alternativa...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

INDIFERENÇA

Do último eco
Se fez o silêncio
Frio e quebradiço.
Caminhávamos
Com pés de lã,
Para opostas direções
Querendo,
Freneticamente,
Desatar o apertado nó
Que nos impedia
Impassível e
Indiferente a todo
Esforço
Por nós
Realizado.