Olhei para o tubo de ensaio.
Estavas lá dentro imóvel
Com as mãos espalmadas
Apertadas contra o vidro
Apenas observando.
Percebi que,
Apesar da tentativa em contrário,
Não conseguias conter o ar apreensivo.
Diverti-me por instantes pensando
Se queria realmente isso.
Fui à prateleira e peguei os compostos.
Dispus todos os frascos coloridos em fila.
Fechei os olhos e passei a recitar o mantra,
Enquanto pingava as gotas e medidas
Dentro do recipiente.
Após a explosão,
A fumaça dispersou-se pelo ambiente.
Em tons de transparência etérea das magias boas.
Já não estávamos mais lá.
Volatizados, corremos de mãos dadas
Buscando equilíbrio nos tênues raios de sol
Da última tarde de inverno
Das nossas vidas.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
REFLEXÃO
Deitou-se na praia
E permitiu que o mar
Brincasse com seu corpo
Lambendo-a com sua ávida língua feita de ondas.
A areia ciumenta,
Incomodada com sua intromissão,
Agredia-a com seus grãos e lascas de conchas
Tentando causar-lhe o máximo desconforto possível.
Não se importava
Havia se permitido ser feliz
Custasse o que custasse
Doesse a quem doesse.
De agora em diante,
Só faria o que lhe desse prazer.
E muito.
E permitiu que o mar
Brincasse com seu corpo
Lambendo-a com sua ávida língua feita de ondas.
A areia ciumenta,
Incomodada com sua intromissão,
Agredia-a com seus grãos e lascas de conchas
Tentando causar-lhe o máximo desconforto possível.
Não se importava
Havia se permitido ser feliz
Custasse o que custasse
Doesse a quem doesse.
De agora em diante,
Só faria o que lhe desse prazer.
E muito.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
ESCONDE-ESCONDE
Brinco com a luz e com a sombra.
Mostro-me até onde decido.
Na frente dos teus olhos
Engano sorrindo
E fujo.
Escondida aguardo
Que entendas o meu pedido:
"Vem te esconder comigo!"
Mostro-me até onde decido.
Na frente dos teus olhos
Engano sorrindo
E fujo.
Escondida aguardo
Que entendas o meu pedido:
"Vem te esconder comigo!"
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
ESFORÇO
Entrou resolvida no mar.
Enfrentou vitoriosa as agressões das ondas
Deixando-as para trás.
Nadou muitos dias e noites.
Brigou com correntezas e estranhos seres.
Não sucumbiu às ilusões causadas pela ciumenta lua.
Seguiria seu percurso até encontrá-lo.
Na outra margem,
O dono do sol nascente a esperava
Espreguiçando seus raios de ouro e diamantes
Por todo o horizonte.
Sentado na pedra mais alta mirava o vazio
Ainda em dúvida se ela viria ou não.
Afinal, poderia ele receber tanto empenho e dedicação?
Decidiu negativamente e retirou-se.
Ela haveria de encontrar alguém,
Que a merecesse,
Haveria...
Enfrentou vitoriosa as agressões das ondas
Deixando-as para trás.
Nadou muitos dias e noites.
Brigou com correntezas e estranhos seres.
Não sucumbiu às ilusões causadas pela ciumenta lua.
Seguiria seu percurso até encontrá-lo.
Na outra margem,
O dono do sol nascente a esperava
Espreguiçando seus raios de ouro e diamantes
Por todo o horizonte.
Sentado na pedra mais alta mirava o vazio
Ainda em dúvida se ela viria ou não.
Afinal, poderia ele receber tanto empenho e dedicação?
Decidiu negativamente e retirou-se.
Ela haveria de encontrar alguém,
Que a merecesse,
Haveria...
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
RETORNO
Assustado e arfando.
Lembrava muito menos do que desejava.
Ela vestia negro...
Sim, vestia negro.
O tecido era de bom toque, talvez ...
Veludo! Decididamente era veludo!
Cabelos castanhos, coque?
Não! Parcialmente soltos.
Parece que ainda os via descendo em cascata pelos ombros.
Mas alguma parte estava presa, sua face era clara.
Sua face...
Não distinguia mais com nitidez sua fisionomia..
Como pode? Tinha sido há poucos instantes.
Como não recordava?
Vasculhou os bolsos e encontrou a foto impressa
No papel de baixa qualidade.
Confirmou o vestido,de veludo negro;
Os cabelos castanhos e parcialmente presos;
Mas o alvo rosto permanecia nublado.
Por quê?
Desesperou-se em procurar mentalmente a memória perdida.
Viu o sorriso largo, o nariz reto, o queixo redondo.
E os olhos, como seriam os olhos?
Foi invadido aos poucos pela onda mágica do calor.
Labaredas escarlates vinham de longe, cada vez mais vivas
Dentro do seu cérebro.
Sorriu ao entender que ela estava o chamando novamente.
Fechou os olhos e tentou navegar para o momento anterior
Na esperança de reencontrá-la.
Tinha certeza que conseguiria.
Já podia sentir seus olhos de fogo a queimarem-lhe a pele.
Retrocedeu o tempo e a alcançou
No meio da dança que haviam interrompido
Antes daquela inoportuna mudança de sonhos
Ocorrer.
Lembrava muito menos do que desejava.
Ela vestia negro...
Sim, vestia negro.
O tecido era de bom toque, talvez ...
Veludo! Decididamente era veludo!
Cabelos castanhos, coque?
Não! Parcialmente soltos.
Parece que ainda os via descendo em cascata pelos ombros.
Mas alguma parte estava presa, sua face era clara.
Sua face...
Não distinguia mais com nitidez sua fisionomia..
Como pode? Tinha sido há poucos instantes.
Como não recordava?
Vasculhou os bolsos e encontrou a foto impressa
No papel de baixa qualidade.
Confirmou o vestido,de veludo negro;
Os cabelos castanhos e parcialmente presos;
Mas o alvo rosto permanecia nublado.
Por quê?
Desesperou-se em procurar mentalmente a memória perdida.
Viu o sorriso largo, o nariz reto, o queixo redondo.
E os olhos, como seriam os olhos?
Foi invadido aos poucos pela onda mágica do calor.
Labaredas escarlates vinham de longe, cada vez mais vivas
Dentro do seu cérebro.
Sorriu ao entender que ela estava o chamando novamente.
Fechou os olhos e tentou navegar para o momento anterior
Na esperança de reencontrá-la.
Tinha certeza que conseguiria.
Já podia sentir seus olhos de fogo a queimarem-lhe a pele.
Retrocedeu o tempo e a alcançou
No meio da dança que haviam interrompido
Antes daquela inoportuna mudança de sonhos
Ocorrer.
domingo, 4 de dezembro de 2011
COMPREENSÃO
Estavam mais agitadas do que o costume.
Faziam cócegas.
Debatiam-se com que quisessem lhe enlouquecer.
Não havia mais como resistir a tamanho desconforto.
Deitou-se no meio do estreito corredor do ônibus,
Não poderia aguardar mais.
Abriu a boca e as liberou em revoada.
Aliviada, levantou-se e ocupou novamente seu lugar.
Junto à janela.
Acompanhou suas coloridas coreografias no céu sem nuvens
Até se perderem no horizonte esfumaçado da cidade grande.
Chegou apressada em casa,
Elas não tardariam a regressar.
Depois da relaxante ducha vestiu-se com todo zelo.
Fez-se radiante e perfumadamente feminina.
Ouviu o bater de asas que se aproximava.
Entraram em turbilhão pela abertura da vidraça
Indo se aconchegar novamente no seu estômago.
A campainha soou o toque esperado.
Abriu a porta e o recebeu
Com seu mais belo sorriso de olhos.
Ainda confuso com a viagem atribulada pelo ares
Conduzido pelas frenéticas borboletas,
Rendeu-se a ela em todo seu vigor.
Somente agora tinha condições de entender
O real sentido da inexistência de limites
Do simples querer de uma mulher apaixonada.
Faziam cócegas.
Debatiam-se com que quisessem lhe enlouquecer.
Não havia mais como resistir a tamanho desconforto.
Deitou-se no meio do estreito corredor do ônibus,
Não poderia aguardar mais.
Abriu a boca e as liberou em revoada.
Aliviada, levantou-se e ocupou novamente seu lugar.
Junto à janela.
Acompanhou suas coloridas coreografias no céu sem nuvens
Até se perderem no horizonte esfumaçado da cidade grande.
Chegou apressada em casa,
Elas não tardariam a regressar.
Depois da relaxante ducha vestiu-se com todo zelo.
Fez-se radiante e perfumadamente feminina.
Ouviu o bater de asas que se aproximava.
Entraram em turbilhão pela abertura da vidraça
Indo se aconchegar novamente no seu estômago.
A campainha soou o toque esperado.
Abriu a porta e o recebeu
Com seu mais belo sorriso de olhos.
Ainda confuso com a viagem atribulada pelo ares
Conduzido pelas frenéticas borboletas,
Rendeu-se a ela em todo seu vigor.
Somente agora tinha condições de entender
O real sentido da inexistência de limites
Do simples querer de uma mulher apaixonada.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
GOURMET
É na penumbra que sinto todos teus contornos.
Deslizo minha língua explorando ao máximo tua geografia.
Planícies, montanhas, florestas, rochedos, penínsulas.
Detenho-me em cada ponto pelo tempo que cada um solicita.
Aproveito ao máximo os sabores variados que me ofereces.
Doces, amargos, ácidos, salgados.
Misturo todos em minha boca e engulo de uma só vez.
Pronto.
Totalmente saciada deito-me para repousar.
Podes ir agora,
Sempre que eu quiser estarás de volta.
Por que tenho tanta certeza?
Ora,
Nunca errei um feitiço.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
PRESENTE
Danço para os teus olhos,
Sabes que é para ti.
As ondas sinuosas
Que se desprendem do meu calor
Acariciam o teu corpo
Arrancam-te sorrisos
Inflamam-te de arrepios.
Gosto do sabor da tua loucura.
Lambuzo-me por inteiro dos teus desejos
E assim, impregnada da tua luxúria,
Entrego-me aos teus mais silentes devaneios
Sem luta, nem esforço.
Tenho convicção que não irei me arrepender.
Mas presta atenção:
Não me decepciona
Que eu volto.
Sabes que é para ti.
As ondas sinuosas
Que se desprendem do meu calor
Acariciam o teu corpo
Arrancam-te sorrisos
Inflamam-te de arrepios.
Gosto do sabor da tua loucura.
Lambuzo-me por inteiro dos teus desejos
E assim, impregnada da tua luxúria,
Entrego-me aos teus mais silentes devaneios
Sem luta, nem esforço.
Tenho convicção que não irei me arrepender.
Mas presta atenção:
Não me decepciona
Que eu volto.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
CONFIANÇA
Correu o mais intenso que pode
Lançou-se na direção do nada sem medo.
Tinha certezas absolutas
Que amorteceriam a queda.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
CASULO
Confuso,
Tentou dissipar as preocupações
Na fumaça do cigarro.
Não contava, no entanto,
O quão rápido
Poderiam as fitas cinzentas e,
Aparentemente, translúcidas,
Nascidas em espiral da brasa rubra
Tramar o inexpugnável casulo
Sufocando-o lentamente,
No mais apurado requinte de crueldade.
Demonstração de força
Do tédio, da dúvida e do medo
Sobre aqueles
Que não conseguem decidir.
domingo, 27 de novembro de 2011
TEIMOSA
Subiu no pêndulo e pôs-se a balançar
Cada vez ia mais alto,
A cada vinda ia mais longe.
Conseguiu a maior velocidade que podia.
Nem mesmo com esse frenético movimento de negação
Ele compreendeu que deveria ir embora.
Sentou-se para esperá-la.
Um dia, ela ainda teria que descer do brinquedo
E, talvez o perdoasse de tantos erros cometidos
Aceitando novamente todo o amor que lhe trazia
Em forma de lágrimas de arrependimento.
Cada vez ia mais alto,
A cada vinda ia mais longe.
Conseguiu a maior velocidade que podia.
Nem mesmo com esse frenético movimento de negação
Ele compreendeu que deveria ir embora.
Sentou-se para esperá-la.
Um dia, ela ainda teria que descer do brinquedo
E, talvez o perdoasse de tantos erros cometidos
Aceitando novamente todo o amor que lhe trazia
Em forma de lágrimas de arrependimento.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
SUPERAÇÃO
Um véu negro! Eu preciso de um véu negro! Rápido!
Estás vindo a passos largos! Tenho pressa!
Apesar de tudo ainda te quero bem
E não gostaria de te magoar.
Detestaria permitir que me visses, assim,
Nesses tons tão claros e iluminados
Estourando de prazer e alegria
Caminhando ereta por sobre as nuvens
Geradas a partir do escombros que despencaram
No precipício da nossa separação.
Estás vindo a passos largos! Tenho pressa!
Apesar de tudo ainda te quero bem
E não gostaria de te magoar.
Detestaria permitir que me visses, assim,
Nesses tons tão claros e iluminados
Estourando de prazer e alegria
Caminhando ereta por sobre as nuvens
Geradas a partir do escombros que despencaram
No precipício da nossa separação.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
CÍRCULOS
Hoje gostaria de falar
Falar alto, gritar
Gritar forte, sorrir
Sorrir calmo, descansar
Descansar em teu colo, sonhar
Sonhar que tu me
Ouviste,
Gritaste,
Sorriste,
Descansaste
E, sobretudo,
Que tu
Sonhaste comigo,
Descansando,
Sorrindo,
Gritando,
Falando
Falando
Falando
falando
faland
falan
fala
fal
fa
f
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
TRÊS MULHERES
Três mulheres
Três sorrisos
Três magias.
A primeira encarregada de falar.
Conhecia de tudo um pouco
Transitava com elegância entre os diversos temas.
Aconselhava, discutia, divergia e concordava.
Analisava a tudo e a todos com palavras certeiras
Plenas de conhecimento,
Mas, apesar de tanta fluência,
Sabia calar, ouvir e confortar.
Levava como marca o símbolo da terra
Representante que era da sensatez das decisões.
A segunda encarregada de amar.
De sorriso fácil e carícias amplas.
Queria encantar e ser encantada,
Seduzir e ser seduzida.
Gostava do jogo de palavras.
Sabia enlouquecer quando queria
E sabia enternecer quando o necessário se impunha.
Entristecida soube renascer na alegria
Surgida de terras muito distantes
Sobre as quais brilha na sua mais pura essência
De mulher absoluta.
Levava como marca o frescor do ar
Uma vez que preenchia o espaço entre o céu e a terra
Beijando sempre o horizonte.
A terceira encarregada de arder.
Gostava dos corpos colados,
Na avidez dos embates.
Deliciava-se com os aromas cálidos dos suores
Que banhavam os alvos lençóis
Ou confundiam-se com o orvalho
Depositado na relva fresca
Sob os primeiros raios de sol .
Sabia o valor de uma música bem escolhida
Para tocar a luz de velas, regada a um vinho de fina safra.
Dominava a arte sinuosa dos movimentos compassados
Premeditados como em uma dança
Milimetricamente coreografada.
Levava a marca do fogo
Transmitindo calor aos que se aproximavam.
Três mulheres.
Três sorrisos.
Três magias.
Encontraram-se no cenário
Que ostentava a marca das águas
Olharam-se e,
Imediatamente, compreenderam a completude da qual faziam parte.
Três mulheres.
Três sorrisos.
Três magias.
Foram vistas pela última vez,
Sob o primeiro clarão da lua cheia,
Segundos antes de desaparecerem
Uma a uma
Sob o véu líquido e claro que vertia das pedras
E se precipitava na direção do pequeno riacho
Ao som de todos os seres
Que comemoravam, com entusiasmo,
A tão esperada união daquelas
Que nunca poderiam ter sido,
Um dia,
Apartadas.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
PRAZER
Contemplava a rosa com atenção.
Cada pétala,
Suas curvas e reentrâncias.
Encantava-se com as diferenças de tonalidade
Que exibiam as várias gotas de orvalho
Depositadas sobre o rubro fundo.
Respirava avidamente
Toda a fragrância que dali exalava.
Absolutamente hipnotizado
Pela beleza da flor,
Despertou-a com um beijo
Convidando-a para dançar.
Valsando, manchava o salão de sangue
Que vertia do seu corpo em pingos largos.
Não ligava.
Jamais deixaria que espinhos ciumentos lhe roubassem
O extasiante prazer daquele momento.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
INTERSECÇÃO
Possuíam ângulos de visão diferentes.
Ela, já no meio do caminho,
Divertia-se com as luzes da amplidão
Cada qual incidindo,
De uma maneira peculiar,
Sobre a paisagem.
Dos seus ideais,
Tinha alguns como atingidos e findos,
Outros, inatingíveis e dispensáveis,
E mais outros, ainda dignos de busca,
Tudo na mais perfeita desordem.
Ele em franca ascensão,
Preocupava-se em adivinhar
Quais luzes deveria confiar como reais.
Exauria-se na subida
E não conseguia aproveitar a paisagem
Tentava alinhar seus ideais
Em compartimentos estanques,
Um após o outro,
Para serem buscados cada qual
Na sua vez,
Dentro de uma lógica rígida.
Apesar de trajetórias tão díspares
Encontraram o encaixe perfeito e
Aproveitaram intensamente a delícia
Do único ponto de intersecção que se propiciou.
Viveram, na força do sol e da chuva,
Instantes de puro prazer sem compromissos ou regras,
Pontos ou visões, ideais ou compartimentos.
Com o entardecer,
Cederam a urgência dos magnetismos opostos
E colocaram-se em marcha por seus caminhos antagônicos
Certos da existência de novos pontos de intersecção
Em breve, muito breve.
&X&X&X&X&X&X&X&X&X&X&X&X&X&
DESAFIO DA DJA TOCANDO EM FRENTE
5 coisas que eu quero fazer antes de morrer:
- saltar de pára-quedas e de asa delta;
- ir a Paris, Londres, Madrid, Roma e Lisboa;
- aprender a falar italiano e espanhol com fluência;
- ler mais de 1.000 livros;
- escrever 1 livro.
5 coisas que eu faço bem:
- doces;
- salgados, quando eu me dedico;
- pular corda;
- rir;
-ser feliz.
5 defeitos:
- teimosia
- teimosia
- teimosia
- teimosia
- teimosia
(o defeito é tão grande que nem dá chance para os outros)
5 coisas que eu adoro:
- minha família;
- meus livros e filmes;
- minha casa;
- silêncio;
- dançar, escrever, rir e cozinhar.
5 coisas que eu detesto:
- mosquito e barata;
- ir para o campo;
- gente falsa e esnobe;
- mentira;
- puxa-saco.
Bem acho que é isso. Agora teria que indicar outros blogs,mas sou péssima nisso, nunca sei se vão querer o não, assim, deixo livre, uma vez que é um desafio, para quem quiser sinta-se desafiado.
Um beijo
Gisa
&X&X&X&X&X&X&X&X&X&X&X&X&X&
DESAFIO DA DJA TOCANDO EM FRENTE
5 coisas que eu quero fazer antes de morrer:
- saltar de pára-quedas e de asa delta;
- ir a Paris, Londres, Madrid, Roma e Lisboa;
- aprender a falar italiano e espanhol com fluência;
- ler mais de 1.000 livros;
- escrever 1 livro.
5 coisas que eu faço bem:
- doces;
- salgados, quando eu me dedico;
- pular corda;
- rir;
-ser feliz.
5 defeitos:
- teimosia
- teimosia
- teimosia
- teimosia
- teimosia
(o defeito é tão grande que nem dá chance para os outros)
5 coisas que eu adoro:
- minha família;
- meus livros e filmes;
- minha casa;
- silêncio;
- dançar, escrever, rir e cozinhar.
5 coisas que eu detesto:
- mosquito e barata;
- ir para o campo;
- gente falsa e esnobe;
- mentira;
- puxa-saco.
Bem acho que é isso. Agora teria que indicar outros blogs,mas sou péssima nisso, nunca sei se vão querer o não, assim, deixo livre, uma vez que é um desafio, para quem quiser sinta-se desafiado.
Um beijo
Gisa
domingo, 20 de novembro de 2011
BOLSO
Do fundo do teu bolso,
Posso ouvir os batimentos do teu coração,
Posso debruçar-me na aba e sentir a brisa do mar,
Posso me aconchegar no teu peito e me aquecer nos teus pelos.
Do fundo do teu bolso,
Posso ir aos mais diversos locais,
Posso ouvir todos os teus segredos,
Posso viver a tua vida sem que me notem.
Do fundo do teu bolso,
Posso delimitar meu lugar na tua alma,
Cavar um côncavo
E enfeitá-lo com minhas bem tecidas teias
Os meus mais inebriantes perfumes
E as poderosas magias que escolhi com cautela para esse momento.
Assim, mesmo que eu me vá um dia,
Por vontade própria ou por ser banida,
Minha marca teimosa
Ficará em ti
Forçando-te a cada respiração
A lembrança de que
Um dia
Eu tentei te fazer feliz.
sábado, 19 de novembro de 2011
VISITA
O cheiro da chuva está repleto de ti.
Os pingos fortes trazem as tuas carícias.
O turbilhão de vento reproduz o teu corpo no meu.
Nos relâmpagos, vejo a clareza dos teus olhos
E nos trovões, a força das tuas palavras
Sempre sussurradas aos meus ouvidos.
Com pressa, deito-me na relva.
As nuvens negras já se aproximam
E a tua visita não tarda.
Os pingos fortes trazem as tuas carícias.
O turbilhão de vento reproduz o teu corpo no meu.
Nos relâmpagos, vejo a clareza dos teus olhos
E nos trovões, a força das tuas palavras
Sempre sussurradas aos meus ouvidos.
Com pressa, deito-me na relva.
As nuvens negras já se aproximam
E a tua visita não tarda.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
MIRAGENS
Queria um vestido de nuvens
Passaria por ti,
Em uma tarde de tempestade,
Sem ser notada.
Queria um perfume da grama úmida
Não me perceberias,
Pois teu olfato não me distinguiria
Do aroma que exala do jardim
Antes da chuva.
Queria uma máscara de gesso
Com um lindo sorriso pintado
Misturada entre os diversos rostos da multidão
Não me notarias tampouco,
Jamais poderias crer que eu havia conseguido sorrir novamente.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
VIRADA
No fundo do poço
Afundei no lodo pink
Com reflexos de purpurina.
Enchi os pulmões
Com o ar fétido-mentolado do ambiente.
Iniciei a escalada rumo à abertura
Apoiando-me nas viscosas paredes
Recobertas de musgos dourados e apodrecidos.
Atingi o topo
Em noite de tempestade
Movimentada por rajadas de incompreensão.
Gargalhei perante os olhos dos derrotados
Que não compreendiam
Como alguém poderia sair de uma depressão
Em tão alto estilo.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
ACALANTO
Deitei ao lado e afaguei-lhe os cabelos
Cantei as mais belas canções de ninar
Dormi embalada por seu sorriso tranquilo
Próprio daqueles
Que saem para encantar
Os sonhos do mundo.
Cantei as mais belas canções de ninar
Dormi embalada por seu sorriso tranquilo
Próprio daqueles
Que saem para encantar
Os sonhos do mundo.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
PISTAS
Olha-me.
Atravessa todas minhas carapaças.
Por que o espanto?
Presta atenção, é possível.
Segue o caminho das fitas iluminadas.
Escondi-as, de propósito
Somente para te indicar o trajeto
Quando sentisses que era o teu momento
De me redescobrir.
Atravessa todas minhas carapaças.
Por que o espanto?
Presta atenção, é possível.
Segue o caminho das fitas iluminadas.
Escondi-as, de propósito
Somente para te indicar o trajeto
Quando sentisses que era o teu momento
De me redescobrir.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
AUTORRETRATO
Peguei papel e lápis para fazer meu autorretrato.
Rabisquei, apaguei.
Tornei a tentar e novamente desisti.
Fui até o espelho conferir os traços.
Encontrei tantos que me atrapalhei.
Não sabia por onde começar.
Todos gritavam que deveriam vir primeiro.
Os olhos piscavam freneticamente na ânsia de seduzir.
A boca falava, murmurava, jogava beijos esperando ganhar no grito.
O nariz alongava-se, afinava-se e ameaçava trancar a respiração se não tivesse preferência.
Os cabelos voavam em rebeldia achando-se ser mais fundamental a moldura do que o conteúdo.
"- Chega!" - vociferei.
Afinal, como artista e modelo, deveria dar as ordens.
Calaram-se espantados com minha audácia.
Amassei o papel e guardei o lápis e a borracha.
Não quero mais.
Afinal, de que me serviria eu mesma
Congelada em um papel
No fundo de uma gaveta?
Rabisquei, apaguei.
Tornei a tentar e novamente desisti.
Fui até o espelho conferir os traços.
Encontrei tantos que me atrapalhei.
Não sabia por onde começar.
Todos gritavam que deveriam vir primeiro.
Os olhos piscavam freneticamente na ânsia de seduzir.
A boca falava, murmurava, jogava beijos esperando ganhar no grito.
O nariz alongava-se, afinava-se e ameaçava trancar a respiração se não tivesse preferência.
Os cabelos voavam em rebeldia achando-se ser mais fundamental a moldura do que o conteúdo.
"- Chega!" - vociferei.
Afinal, como artista e modelo, deveria dar as ordens.
Calaram-se espantados com minha audácia.
Amassei o papel e guardei o lápis e a borracha.
Não quero mais.
Afinal, de que me serviria eu mesma
Congelada em um papel
No fundo de uma gaveta?
domingo, 13 de novembro de 2011
GRITO
Que falta me fazes!
Levei muito tempo para entender isso.
Mas agora verbalizo, grito:
Que falta me fazes!
Feita a confissão,
Posso voar novamente.
Quem sabe não encontro
Um outro eu capaz de
Reescrever essa frase?
sábado, 12 de novembro de 2011
PARASITA
Apagou a luz do ambiente.
Girou a chave
Até a volta completa se fazer.
Ligou a ducha.
Sob a cálida água,
Tremeu ao ver a ansiedade
Escorrer por seu corpo,
Aos gritos de protesto,
Próprio dos parasitas que são arrancados do hospedeiro.
Sendo rapidamente engolida pelo escuro ralo.
Empurrou com o pé, ainda atônita,
Os últimos vestígios
Daquilo que, um dia,
Pensou que nunca mais iria se libertar.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
PACIÊNCIA
Vem me encantar
Sou suscetível aos galanteios
Derreto-me com os olhares
Sucumbo diante dos toques
Enlouqueço com sussurros
Agora chega!
Não te darei mais pistas!
Vem me encantar,
Logo.
Nunca fui paciente
Nem tenho a intenção
De assim me tornar
Um dia.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
FITAS
Frente a frente
Imagens reflexas
Olhos fixos que bebiam os últimos instantes
Um no outro.
Uniram as mãos espalmadas.
E, no susto, iniciaram a dança
Dos corpos colados.
Buscavam a fita e a encontraram
Muito bem escondida
No limiar dos seus infinitos.
Apoderaram-se, cada qual da sua extremidade
E, sem sorrisos,
Iniciaram o percurso rumo ao oposto.
O laço desfez-se sem qualquer encanto.
Livres, voaram acompanhando as piruetas
Da fumaça perfumada do incenso.
De saudade ficou apenas
A imagem do laço desfeito em pontas
Que insistia em acenar o mais patético
Adeus.
Imagens reflexas
Olhos fixos que bebiam os últimos instantes
Um no outro.
Uniram as mãos espalmadas.
E, no susto, iniciaram a dança
Dos corpos colados.
Buscavam a fita e a encontraram
Muito bem escondida
No limiar dos seus infinitos.
Apoderaram-se, cada qual da sua extremidade
E, sem sorrisos,
Iniciaram o percurso rumo ao oposto.
O laço desfez-se sem qualquer encanto.
Livres, voaram acompanhando as piruetas
Da fumaça perfumada do incenso.
De saudade ficou apenas
A imagem do laço desfeito em pontas
Que insistia em acenar o mais patético
Adeus.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
PRENÚNCIO
Ohou para a porta e viu o elegante homem que adentrava no salão. Impecável, com tulipas em forma de bouquet. Trocaram olhares, inicialmente de soslaio, após de forma mais aguda. Caçaram-se mutuamente pelo ambiente. O perfume das flores a entontecia fazendo com que levitasse da cadeira onde respeitosamente se encontrava. Uma mesa de jogo. Cartas rolando. Bebidas e cigarros. Ao fundo música de cítaras que apenas os dois ouviam e sorriam. O magnetismo dos olhos fez com que os corpos se procurassem mais de perto. Deslizaram pelo espaço lotado, sempre fixos um no outro. Passaram lado a lado, como se a dança do minueto se tratasse. Ela sentiu todo o calor que dele emanava quando ele, sem que ninguém percebesse, lançou uma tulipa no seu decote. Com a mão rápida, ela caçou o mimo e o guardou junto ao peito, sob o seio. Afastaram-se reproduzindo o leve bailado daqueles que se enamoram. No ar, no entanto, restava o ardor e desejo já materializado em véus que os uniram pela cintura, sem que os outros vissem. Eles sabiam que estavam presos, eles sabiam que aquela seria uma bela história, eles sabiam que tudo estava apenas começando.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
MOMENTO
Depois de tanta insistência, um dia acordou e percebeu tudo, com muita clareza: a magia é para ser feita uma única vez. O encantamento pleno que este momento oferece não tem par, por isso mesmo é que a cortina deve cair ao final do ato e todos irem embora saboreando cada lembrança fugaz como se fossem telas raras pintadas por algum gênio já falecido há muito.
domingo, 6 de novembro de 2011
AUTOCONFIANÇA
Parou e refletiu:
Existe alguém melhor do que eu?
Foi soterrada pelo turbilhão de lembranças,
Mas nenhuma grande o suficiente
Para responder satisfatoriamente a sua dúvida.
Sorriu, aprumou-se
E, confiante,
Em cima do seu salto mais alto
Entrou com todos os requebros,
A que tinha direito,
No lotado salão.
Existe alguém melhor do que eu?
Foi soterrada pelo turbilhão de lembranças,
Mas nenhuma grande o suficiente
Para responder satisfatoriamente a sua dúvida.
Sorriu, aprumou-se
E, confiante,
Em cima do seu salto mais alto
Entrou com todos os requebros,
A que tinha direito,
No lotado salão.
sábado, 5 de novembro de 2011
SOL
Estava quieta no meu canto.
Chorava minhas angústias e enganos.
Disse que me ia para sempre.
Saí em busca do sol,
Aquele que eu havia abandonado há algum tempo.
Andei por várias trilhas,
Apontaram-me várias direções.
Tropecei, cai e fui em frente,
Não podia estar tão distante assim.
Foi com muita dificuldade que acertei o caminho
Já podia sentir-lhe o calor, mas e o brilho?
Onde havia se ocultado o brilho?
Cheguei mais perto, mais perto e mais perto.
O ar extremamente quente denunciava o final da busca,
Mas a luz, onde estava a luz?
Parei confusa e cansada.
Extenuada, senti o fogo envolver-me com fúria.
Meu corpo, meus olhos, meus cabelos ardiam
Sem que eu pudesse entender de que forma.
Em êxtase, virei-me e pude ver-te
Claro, iluminado, brilhante na minha frente,
Com os braços abertos repletos de sol.
Entreguei-me a ti sem lutas.
Afinal, alguém que havia guardado
Tão poderoso astro
Só para, quando eu o procurasse novamente, me entregar
Merecia tudo o que eu possuía,
Tudo.
Chorava minhas angústias e enganos.
Disse que me ia para sempre.
Saí em busca do sol,
Aquele que eu havia abandonado há algum tempo.
Andei por várias trilhas,
Apontaram-me várias direções.
Tropecei, cai e fui em frente,
Não podia estar tão distante assim.
Foi com muita dificuldade que acertei o caminho
Já podia sentir-lhe o calor, mas e o brilho?
Onde havia se ocultado o brilho?
Cheguei mais perto, mais perto e mais perto.
O ar extremamente quente denunciava o final da busca,
Mas a luz, onde estava a luz?
Parei confusa e cansada.
Extenuada, senti o fogo envolver-me com fúria.
Meu corpo, meus olhos, meus cabelos ardiam
Sem que eu pudesse entender de que forma.
Em êxtase, virei-me e pude ver-te
Claro, iluminado, brilhante na minha frente,
Com os braços abertos repletos de sol.
Entreguei-me a ti sem lutas.
Afinal, alguém que havia guardado
Tão poderoso astro
Só para, quando eu o procurasse novamente, me entregar
Merecia tudo o que eu possuía,
Tudo.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
VONTADE
Hoje, gostaria de te servir.
Avental, bandeja
E todas as honrarias.
Uma almofada para colocares os pés.
Uma massagem para relaxares.
E uma linda música para encantar
Teus aguçados ouvidos.
No ar, incensos e aromas florais.
Hoje, quero-te entregue e imóvel,
Apenas aproveitando minhas
Mais rebuscadas carícias.
Hoje, e somente hoje,
Quero ser tua gueixa.
Aproveita.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
DESISTÊNCIA
"Acho estranho"
Após ouvir essas palavras
Sepultei para sempre
A esperança de voltar
Ao ponto onde nos tocamos e sentimos
Pela primeira, única e última vez.
Tornamo-nos estranhos
Demais para tanto.
Tornamo-nos estranhos
Demais para tanto.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
VISÕES
É definitivo agora, sei.
Partiste e não voltarás mais.
Sofro por que não me dissestes isso. Sofro por que esperaste que eu compreendesse a tua indiferença. Sofro por que acabou sem iniciar. Sofro por que nunca me desses a chance de te mostrar o quanto tudo poderia ser belo. Sofro por que tem que ser assim.
Sorrio por conseguir sair da bolha opaca em que fiquei te esperando por esse tempo todo. Sorrio em vê-la explodir e derreter-se em lodo negro escoando pelos vãos do assoalho. Sorrio ao constatar que o sol ainda está lá da maneira que eu deixei há tanto tempo.
É definitivo agora, sei.
Parti e não voltarei mais.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
CÁLICE
Destilo todo o veneno no cálice.
Verto o melhor vinho da adega sobre ele.
Lentamente misturo muito bem.
O aroma que se ergue é doce.
A cor rubra do líquido é hipnótica.
O sabor é irrecusável.
Bebo gole a gole
Desejando que o final seja rápido.
Detestaria que chegaste
Antes de eu ir definitivamente.
Como poderia carregar a visão
Dos teus olhos esbugalhados e culpados
Por toda a eternidade?
Verto o melhor vinho da adega sobre ele.
Lentamente misturo muito bem.
O aroma que se ergue é doce.
A cor rubra do líquido é hipnótica.
O sabor é irrecusável.
Bebo gole a gole
Desejando que o final seja rápido.
Detestaria que chegaste
Antes de eu ir definitivamente.
Como poderia carregar a visão
Dos teus olhos esbugalhados e culpados
Por toda a eternidade?
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