Digitou o código
A porta respondeu.
Entrou com cuidado.
Olhou todos os cantos,
Embaixo dos móveis,
Atrás das cortinas.
Nada.
Retirou-se.
Se ele desconfiasse do presente que o esperava
Já teria, há muito, solucionado o problema.
Mas enfim!
Sorriu, divertindo-se com a total ausência de percepção,
Esta não era a missão dela...
Seguiria aguardando.
Um dia, ele teria que decifrar o enigma.
domingo, 22 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
ESTADO
Sem muito acreditar,
O sonho invadiu a realidade
Colocando-a nas mãos dele.
Fechou os olhos.
Entregou todos os sentidos
Ao sabor das ondulações produzidas
Pelo sopro das estranhas palavras sussurradas.
Em pequenas doses, estas
Circundavam-lhe o pescoço,
Aqueciam-lhe o regaço
Ou dançavam atrevidas
Obedecendo as sinuosas linhas dos seus seios.
Foi acarinhada sem pressa,
Presenteada com os mais diversos arrepios e tremores.
Conduzida pelas mais variadas trilhas
De puro êxtase e prazer,
Derreteu-se.
Com muita cautela,
Foi guardada por ele na bonita garrafa de cristal azul.
No silêncio do novo ambiente,
Adormeceu sem pretensões de despertar.
Sabia que assim iria ficar por algum tempo
Ou ao menos até que
Novas vontades a acordassem sorrindo
Reacendendo o seu interesse em condensar.
O sonho invadiu a realidade
Colocando-a nas mãos dele.
Fechou os olhos.
Entregou todos os sentidos
Ao sabor das ondulações produzidas
Pelo sopro das estranhas palavras sussurradas.
Em pequenas doses, estas
Circundavam-lhe o pescoço,
Aqueciam-lhe o regaço
Ou dançavam atrevidas
Obedecendo as sinuosas linhas dos seus seios.
Foi acarinhada sem pressa,
Presenteada com os mais diversos arrepios e tremores.
Conduzida pelas mais variadas trilhas
De puro êxtase e prazer,
Derreteu-se.
Com muita cautela,
Foi guardada por ele na bonita garrafa de cristal azul.
No silêncio do novo ambiente,
Adormeceu sem pretensões de despertar.
Sabia que assim iria ficar por algum tempo
Ou ao menos até que
Novas vontades a acordassem sorrindo
Reacendendo o seu interesse em condensar.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
SINAIS
Vagando no mundo de espelhos
Das palavras dúbias,
Deparei-me com um ponto.
Sentei sobre ele
Com todo o desânimo
Daqueles que entendem o final imposto.
Quando iria iniciar a chorar,
Já com as mãos cobrindo a face,
Percebi que havia algo além.
Firmei os olhos e vi um novo ponto,
Ali, logo adiante.
Ergui a cabeça
E logo avistei mais um.
Os três sinais alinhados na horizontal
Trouxeram-me um frescor na alma.
Não era o fim.
Levantei-me e dancei sobre eles
Saltando de um para o outro.
No alto do terceiro
Verifiquei que mais algo havia
A barrar o meu caminho.
A uma certa distância da onde eu estava,
Logo o percebi.
Era curvo e parecia escorrer para baixo
De onde um pingo redondo caía.
Sendo impossível a conclusão,
Tendo em vista a forma gráfica
Plantada a minha frente,
Deitei-me na sua côncava sombra
E adormeci na espera.
Quando a situação mudasse
Certamente o sol, agora escondido pelo marco,
Voltaria a iluminar meu rosto
Anunciando-me com um clarão
Quando a decisão estivesse tomada.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
GOLPE
Enfeitou-se de estrelas e saiu para enfeitiçar a lua.
Logo mais tarde, à noite,
Quando ele saísse para olhar o céu,
Esta o hipnotizaria com sua aura cintilante
Tendo em vista o acordo recém firmado
Com a nova amiga e cúmplice.
A partir de então,
Deslizaria pela penumbra
E arrebataria,
Em um só golpe,
O seu mais oculto sentido.
Saíria sorrateira,
Sorrindo.
Depois, era só aguardar.
Ele logo notaria a falta
E viria em busca do que pensava
Ainda ser somente seu...
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
VERSÃO CUBISTA
O frio laminou todo seu corpo.
O vento encarregou-se de transportá-la até local seguro.
A muito custo,
Reconstruiu-se, pouco a pouco,
Costurando-se cada parte
No local que melhor entendia.
Fez-se nova e bela
Naquela sua nova versão.
Saiu despertando admiração e encanto,
Somente daqueles que realmente
A mereciam.
(Reedição)
O vento encarregou-se de transportá-la até local seguro.
A muito custo,
Reconstruiu-se, pouco a pouco,
Costurando-se cada parte
No local que melhor entendia.
Fez-se nova e bela
Naquela sua nova versão.
Saiu despertando admiração e encanto,
Somente daqueles que realmente
A mereciam.
(Reedição)
sábado, 14 de janeiro de 2012
ÂNCORA
Habitava dois mundos. Sempre achava fácil o transporte entre eles. Costumava ir e vir quando bem entendia. Aproveitava as benesses ora de um e ora de outro. Enfrentava os problemas sem se preocupar em qual chão pisava. Seguia sempre em frente até solucioná-los. Era feliz assim. Conhecia palmo a palmo as estações, os horários das partidas e das chegadas. Levava a vida tranquila nessa pressa inusitada a que se impunha. Com o passar do tempo, começou a perceber algo curioso estava se tornando cada vez mais frequente. Os trens das idas seguiam regulares. Sempre que os queria estavam a sua disposição. Embarcava e fazia a viagem sem maiores problemas, mas o mesmo não acontecia com os trens da volta. Passava horas na estação os esperando. Não obedeciam as escalas de partidas e estavam cada vez mais escassos. Sentada na mala, em uma dessas ocasiões, começou a desconfiar que a decisão estava prestes a ganhar a batalha contra a incerteza. A âncora deveria ser lançada e o itinerário encerrado.
O trem ao longe, quase translúcido, apitou triste, mas de forma afirmativa.
Sabia que estava percorrendo a acentuada curva pela última vez.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
PREPARAÇÃO
De um lado...
Luz em boa intensidade.
Música agradável.
Leito bem feito.
Macios lençóis.
Tapete felpudo.
Toalhas brancas
Champagne gelado.
Taças cristalinas.
Morangos maduros.
Almofadas bem distribuídas.
Ambiente arejado.
Lua cheia.
Estrelas brilhantes.
Noite de verão.
Luz em boa intensidade.
Música agradável.
Leito bem feito.
Macios lençóis.
Tapete felpudo.
Toalhas brancas
Champagne gelado.
Taças cristalinas.
Morangos maduros.
Almofadas bem distribuídas.
Ambiente arejado.
Lua cheia.
Estrelas brilhantes.
Noite de verão.
Do outro...
Excitação elevada.
Desejos flutuantes.
Imaginação solta.
Corpo quente.
Boca sedenta.
Coração aos pulos.
Lábios úmidos.
Pernas que não param.
Braços que balançam.
Cabelos esvoaçantes
Mãos ansiosas ao toque.
Libido à flor da pele.
TUDO PRONTO
VEM...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
DEVANEIO
Já faz um ano...
Pego a caixinha preciosa
Abro com todo cuidado
Não quero que escape.
Meus olhos brilham com seu interior.
Relembro cada detalhe
As texturas, os corpos, as bocas...
Os sorrisos e prazeres
Foram de um colorido sem igual.
Sensações, que ficaram congeladas naquele momento único,
Ainda pulsam, vivas com o simples toque da memória.
Jogo um beijo lá para dentro e fecho-as na clausura novamente.
Já faz um ano...
Tento dormir.
Pego a caixinha preciosa
Abro com todo cuidado
Não quero que escape.
Meus olhos brilham com seu interior.
Relembro cada detalhe
As texturas, os corpos, as bocas...
Os sorrisos e prazeres
Foram de um colorido sem igual.
Sensações, que ficaram congeladas naquele momento único,
Ainda pulsam, vivas com o simples toque da memória.
Jogo um beijo lá para dentro e fecho-as na clausura novamente.
Já faz um ano...
Tento dormir.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
DOR
Meus sonhos costumam não ter registros.
Não conseguiria conviver com a dor de mumificar sentimentos
Em um mero pedaço de papel.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
LEMBRANÇA
Em meio a explosão de ideias evaporou
Formando a fofa nuvem de merengue.
Singrou pelos ares distribuindo suspiros
Condensou-se em leite e escorreu
Para dentro da xícara de chocolate.
Ofereceu-se quente e doce a ele
Que a bebeu com sofreguidão.
Pego de surpresa,
Entendeu de pronto
Que essa seria a maneira mais prazerosa
De a possuir, para sempre, na curiosa lembrança
Do que deveria ter sido,
Sem nunca o ter...
Formando a fofa nuvem de merengue.
Singrou pelos ares distribuindo suspiros
Condensou-se em leite e escorreu
Para dentro da xícara de chocolate.
Ofereceu-se quente e doce a ele
Que a bebeu com sofreguidão.
Pego de surpresa,
Entendeu de pronto
Que essa seria a maneira mais prazerosa
De a possuir, para sempre, na curiosa lembrança
Do que deveria ter sido,
Sem nunca o ter...
domingo, 8 de janeiro de 2012
RETALHOS
Mais um retalho foi colocado com cuidado.
Terminado o trabalho olhou o resultado final.
Assustou-se ao perceber que muito pouco havia do pano original.
Deu de ombros.
Sabia que nada era eterno.
Duraria mais um tempo ou dois, com muito otimismo.
Resolveu que antecipar preocupações lhe faziam mal.
Tudo tem o seu momento de ocorrer.
E quando o roto tecido rompesse em definitivo,
Talvez nem mais lhe causasse a tristeza que agora sentia.
Fechou a caixa de costura, estampou o seu mais belo sorriso
E saiu para o sol.
Terminado o trabalho olhou o resultado final.
Assustou-se ao perceber que muito pouco havia do pano original.
Deu de ombros.
Sabia que nada era eterno.
Duraria mais um tempo ou dois, com muito otimismo.
Resolveu que antecipar preocupações lhe faziam mal.
Tudo tem o seu momento de ocorrer.
E quando o roto tecido rompesse em definitivo,
Talvez nem mais lhe causasse a tristeza que agora sentia.
Fechou a caixa de costura, estampou o seu mais belo sorriso
E saiu para o sol.
sábado, 7 de janeiro de 2012
CONCLUSÃO
Não queria mais iluminar o que era escuro
Convencendo-se que a luz natural não tardaria.
Desistiu de colorir a tela cinza
Pensando que as alegres cores se fixariam sob o pano.
Cansou de sorrir ao tédio
Acreditando que ele se comoveria mudando de opinião.
Entendeu que não tinha mais o que acrescentar àquela paisagem.
Foi-se embora tranquila.
Sua missão havia chegado ao final por aqueles ares.
Um dia teria que ser assim
E assim foi.
Convencendo-se que a luz natural não tardaria.
Desistiu de colorir a tela cinza
Pensando que as alegres cores se fixariam sob o pano.
Cansou de sorrir ao tédio
Acreditando que ele se comoveria mudando de opinião.
Entendeu que não tinha mais o que acrescentar àquela paisagem.
Foi-se embora tranquila.
Sua missão havia chegado ao final por aqueles ares.
Um dia teria que ser assim
E assim foi.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
CHUVA
De quatro corpos se fez um único.
Abraçados entraram em sintonia
A paz e o silêncio que se impuseram
Geraram o belo tornado
Visto à distância
Vinha arrebatando todas as esperanças perdidas,
Choros contidos e frustrações inevitáveis.
Quando atingiu sua capacidade máxima,
Desfez-se em uma inesperada explosão de estrelas verdes
Seguida da chuva lilás.
Finalmente, as amarguras tinham sido depuradas
Com as tão ansiadas gotas de sabedoria.
Abraçados entraram em sintonia
A paz e o silêncio que se impuseram
Geraram o belo tornado
Visto à distância
Vinha arrebatando todas as esperanças perdidas,
Choros contidos e frustrações inevitáveis.
Quando atingiu sua capacidade máxima,
Desfez-se em uma inesperada explosão de estrelas verdes
Seguida da chuva lilás.
Finalmente, as amarguras tinham sido depuradas
Com as tão ansiadas gotas de sabedoria.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
ÉBRIO
Não acordes te peço.
Fica assim no torpor do sonho
Iluminado por estrelas,
Embriagado de prazer e
Beijado por desejos.
Já, já, vou te encontrar
Falta pouco agora,
Prometo!
Fica assim no torpor do sonho
Iluminado por estrelas,
Embriagado de prazer e
Beijado por desejos.
Já, já, vou te encontrar
Falta pouco agora,
Prometo!
DEZESSETE
Hoje, há dezessete anos atrás, recebi o mais belo dos presentes que uma mulher pode receber!
Parabéns Juliana por esta idade tão bela!
Eu te amo muito minha filha!
Mãe
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
REMÉDIO
Voou alto.
Divertiu-se como tudo diminuía sob este ângulo.
Melhor assim, pensou.
Evitar realidades não é o remédio mais indicado,
Mas que ajuda a relaxar
Ah! Isso ajuda!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
CASCAS
Mais uma casca se foi.
A marca do coração
Feita a canivete no tronco
Está cada vez mais fraca
Muito longe da nitidez
Encerrada na sorridente fotografia.
A seiva continua a circular
Rica e forte dentro do caule.
As folhas seguem viçosas
E o ar puro reina absoluto no entorno.
A paisagem permanece impassível
Fingindo nem perceber
O curso que se reinicia
A cada instante.
A marca do coração
Feita a canivete no tronco
Está cada vez mais fraca
Muito longe da nitidez
Encerrada na sorridente fotografia.
A seiva continua a circular
Rica e forte dentro do caule.
As folhas seguem viçosas
E o ar puro reina absoluto no entorno.
A paisagem permanece impassível
Fingindo nem perceber
O curso que se reinicia
A cada instante.
domingo, 1 de janeiro de 2012
FRACASSO
O caminho longo já estava quase chegando ao fim. O corredor estreitava-se e escurecia a cada passo. Dor no peito e respiração difícil são os principais sinais do derradeiro estrangulamento. O teto, cada vez mais próximo da cabeça, não colaborava com as tentativas desesperadas de não perceber o que se avizinhava.Tudo acaba. A porta final está próxima. Resta saber se após dela haverá novamente alguma espécie de luz. Dá de ombros e segue em frente. Não há mais como voltar.
sábado, 31 de dezembro de 2011
FELIZ 2012!
Muito bem, retrospectiva 2011:
Janeiro: Delírio do improvável. Extrapolei. Verão forte e calores à solta, sem regras.
Fevereiro: Algumas decepções causadas por mim mesma. Sofri, mas achei que superei.
Março: Volta à responsabilidade e começo do mundo. Preocupações normais e mente leve.
Abril: Fantasmas, reis e castelos, novos horizontes, cheios de poesia e fogo.
Maio: Inverno chegando, chás e desfiles com companhia e plateia à altura, voei.
Junho: Trabalho, estudo e rotina rígida. Presentes de voz e alma entregues diretamente em mãos. Viagem e aniversário, feliz.
Julho: Embates de pura poesia, amigos, blog, conversas e trocas.
Agosto: Danças cheias de paixão, flores e mimos. Doçura incompreendida.
Setembro: Dúvidas e afastamentos. Tristezas por partidas abruptas e sem qualquer palavra de adeus.
Outubro: Um ano de vida nova, junto a pessoas que me fazem feliz. Aniversário do blog.
Novembro: Correrias e sorrisos. Encontros felizes e merecidos.
Dezembro: Amizades verdadeiras, distâncias próximas, encontros nas estrelas e música.
Assim tenho que em 2011, sorri, sofri, ardi, enlouqueci, melhorei, piorei, amei, chorei, dancei, brinquei, conclui, amadureci, estudei, defendi, apaixonei, morri para renascer...
Janeiro: Delírio do improvável. Extrapolei. Verão forte e calores à solta, sem regras.
Fevereiro: Algumas decepções causadas por mim mesma. Sofri, mas achei que superei.
Março: Volta à responsabilidade e começo do mundo. Preocupações normais e mente leve.
Abril: Fantasmas, reis e castelos, novos horizontes, cheios de poesia e fogo.
Maio: Inverno chegando, chás e desfiles com companhia e plateia à altura, voei.
Junho: Trabalho, estudo e rotina rígida. Presentes de voz e alma entregues diretamente em mãos. Viagem e aniversário, feliz.
Julho: Embates de pura poesia, amigos, blog, conversas e trocas.
Agosto: Danças cheias de paixão, flores e mimos. Doçura incompreendida.
Setembro: Dúvidas e afastamentos. Tristezas por partidas abruptas e sem qualquer palavra de adeus.
Outubro: Um ano de vida nova, junto a pessoas que me fazem feliz. Aniversário do blog.
Novembro: Correrias e sorrisos. Encontros felizes e merecidos.
Dezembro: Amizades verdadeiras, distâncias próximas, encontros nas estrelas e música.
Assim tenho que em 2011, sorri, sofri, ardi, enlouqueci, melhorei, piorei, amei, chorei, dancei, brinquei, conclui, amadureci, estudei, defendi, apaixonei, morri para renascer...
Desejo para 2012, tudo novamente
Para mim e todos vocês,
Por que o que realmente importa
É ler, escrever e viver, sonhando sempre!
Um grande bj queridos amigos, direto no coração!
FELIZ 2012!!!!
GISA
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
CHECK-LIST
Vejamos:
(x) amor (em dia)
(x) intensidade (força para dar e vender)
(x) paz (em todas hipóteses)
(x) sedução (com muito calor e vermelho)
(x) lágrimas (algumas)
(x) risos (toneladas)
(x) saúde (não pode faltar)
(x) luzes (as mais brilhantes)
(x) sexo (como viver sem?)
(x) amizade (24 horas em ebulição)
(x) esperanças (renovadas a cada minuto)
(x) sabedoria (correndo sempre atrás)
(x) dança (com música ou sem música, sempre!)
(x) liberdade (cabelos ao vento)
(x) respeito (gentileza e educação não tiram férias)
(x) vida (tudo isso valeria a pena sem ela?)
Tudo conferido!
Que venha 2012!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
ORDEM
Lembro.
Olhos perdidos,
Sussuros prazerosos,
Respiração ofegante,
Tarde chuvosa,
Calor tênue.
Lembro.
Mãos rápidas,
Corpos em contato,
Bocas quentes,
Sala na penumbra,
Taças de champagne.
Lembro.
Dúvidas circundantes,
Medos vencidos,
Preconceitos afastados,
Carro chegando
Ansiedade pelo começo.
Lembro.
Figuras no chuveiro.
Toalhas brancas.
Cabelo molhado.
Desejos saciados.
Olhares distantes.
Lembro.
Afastamento necessário.
Encerramento da cena.
Beijo de despedida.
Passos lentos.
Lágrima rolando sobre o sorriso vazio.
Lembro.
Esqueço.
Lembro.
Esqueço.
Lembro que é
Melhor esquecer.
Desobedeço.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
PERDA
O trem parou instantes na estação. Apressada, como sempre, queria seguir seu curso. Não se deu conta que era chegada a hora de descer. Percebeu, somente após a última curva, em cima da alta ponte, que havia perdido a oportunidade. Acometida de pura esperança saltou do vagão em movimenton lançando-se contra o espaço acolhedor. O tempo, indiferente ao seu esforço tardio, ignorou-a. Ficou vagando no infinito do nada até diluir-se por completo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
QUADRO
Na nuvem cintilante repleta de vontades encontraram-se.
Inicialmente assustados,
Não compreendiam de imediato a força que os trouxera ali.
Sem que percebessem,
O inevitável já conspirava há muito por aquele momento.
Tons previamente determinados,
Luz e sonoridade do ambiente ajustadas.
Eram protagonistas de uma tela antes mesmo de saberem disso.
Seus espaços estavam reservados no centro da cena.
Colocaram-se como deveria ser
Para preencher as silhuetas vazadas.
Surgiram plenos no foco principal,
Unidos, abraçados e envoltos no longo beijo ansiado.
A realidade cedeu ao choque do sonho e retirou-se.
Entendeu, finalmente, que naquele quadro
Jamais recuperaria o seu lugar.
Inicialmente assustados,
Não compreendiam de imediato a força que os trouxera ali.
Sem que percebessem,
O inevitável já conspirava há muito por aquele momento.
Tons previamente determinados,
Luz e sonoridade do ambiente ajustadas.
Eram protagonistas de uma tela antes mesmo de saberem disso.
Seus espaços estavam reservados no centro da cena.
Colocaram-se como deveria ser
Para preencher as silhuetas vazadas.
Surgiram plenos no foco principal,
Unidos, abraçados e envoltos no longo beijo ansiado.
A realidade cedeu ao choque do sonho e retirou-se.
Entendeu, finalmente, que naquele quadro
Jamais recuperaria o seu lugar.
domingo, 25 de dezembro de 2011
MÃE CORUJA (PARTE II)
Minha filha Isabel e sua Pantera Cor de Rosa!
Mãe coruja é fogo, parte dois!
Bjs.
Valéria e Isabel
Matheus, Isabel e Juliana
Eduardo, Isabel e eu
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
FELIZ NATAL
Noite estrelada.
Sorrisos fáceis.
Presenças muitas.
Cânticos sonoros.
Comida farta.
Bebida agradável.
Presentes enfeitados.
Aura de paz.
Fez-se linda e saiu à rua.
Procurou o ponto mais brilhante no firmamento
E o encontrou, apenas a observando.
Duvidara firmemente da promessa que ela lhe havia feito.
E, agora, lá estava ele, esperando encontrá-la.
Fecharam os olhos e permitiram que a magia se desse.
Ele foi arrancado das estrelas pela força luminosa
E ela subiu aos céus impulsionada pela mesma força.
Fundiram-se em pleno ar
Em uma nuvem cintilante
Repleta de vontades...
Meus queridos Amigos!
FELIZ NATAL!
Muitos beijos a todos e obrigada sempre pelo apoio e companhia!
Gisa
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
DIA A DIA
O segundo passou.
O minuto fugiu.
A hora incendiou.
O dia sumiu.
A noite chegou.
A pressa ruiu.
O sono ganhou.
E o sonho?
O sonho sonhou
Que o segundo passou.
O minuto fugiu.
A hora incendiou.
O dia sumiu.
A noite chegou.
A pressa ruiu.
E sono ganhou.
O minuto fugiu.
A hora incendiou.
O dia sumiu.
A noite chegou.
A pressa ruiu.
O sono ganhou.
E o sonho?
O sonho sonhou
Que o segundo passou.
O minuto fugiu.
A hora incendiou.
O dia sumiu.
A noite chegou.
A pressa ruiu.
E sono ganhou.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
RETORNO
Em um rompante de consciência,
Comeu as nuvens como se algodão-doce fossem.
O sol se fez, pleno e absoluto,
Mas contido.
Ela sorriu ao ver sua preocupação,
Pois o astro nunca poderia ter previsto
Tamanha ousadia de sua parte.
Sabia que seu desejo mais íntimo
Era tocá-la novamente,
Mas o medo era visível.
Na expectativa de ser aceito mais uma vez,
Permitiu, com muito vagar,
Que seus raios dourados iniciassem a viagem
Pousando um a um sobre aquela pele que tanta falta lhe fazia.
O calor ponto a ponto restabeleceu as conexões
Refazendo os laços rompidos há tanto.
Pronta, deixou-se içar aos ares
Pela mesma teia de energia
Que julgara extinta.
Desfez-se em gozo sincero
Quando chegando à superfície incandescente
Foi acolhida pela flamejante labareda
Em forma de abraço.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
PARABÉNS MINHA FILHA!
Juliana feliz no dia da sua formatura no Ensino Médio!
Aprovada no curso de Direito!
Mãe Coruja é isso!
Muitos beijos minha filha!
Aprovada no curso de Direito!
Mãe Coruja é isso!
Muitos beijos minha filha!
sábado, 17 de dezembro de 2011
CONSERTO
Tum-tum
Clanc!
Tum-tu
Crás!
Tum-t
Crash!
Tum
Pof!
Tu
Pam!
T
Ffffffff!
.
.
.
BUM!
Desfibrilador!
Rááááápidooooooo!
Tzi, tzi, tzi, tzi
Tziiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Aiiiiiiiiiiiii!
Tum-tum
Tum-tum
Tum-tum
Muito bem!
Voltou!
Pronto!
Agora atenção!
Agora atenção!
Prescrição para evitar novos problemas:
Amor, respeito, sexo, carinho, amizade, compreensão, alegria, risadas, companheirismo, conversas, prazer, solidariedade, viver intensamente,
Em doses diárias dissolvidos em uma solução feita de muito sonho, magia e encanto.
Alguém aí pode ir na farmácia para ela?
Alguém aí pode ir na farmácia para ela?
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
CIÚME
O chão nasceu espontaneamente sob seu corpo enquanto caia em queda livre.
Com alegria beijou-o com os pés na mais perfeita ponta que pode.
Dançou a graciosidade da sua alma, enquanto era elevada aos ares.
A superfície, sempre em ascensão, dava-lhe a plenitude da amplidão dos horizontes.
Não conseguiu compreender, no entanto, porque o teto azul celeste interrompeu o seu caminho, esmagando-a contra sua abóbada translúcida,
Jamais imaginara tamanha posse.
Não podia ele permitir a compartilhar com as estrelas?
Com alegria beijou-o com os pés na mais perfeita ponta que pode.
Dançou a graciosidade da sua alma, enquanto era elevada aos ares.
A superfície, sempre em ascensão, dava-lhe a plenitude da amplidão dos horizontes.
Não conseguiu compreender, no entanto, porque o teto azul celeste interrompeu o seu caminho, esmagando-a contra sua abóbada translúcida,
Jamais imaginara tamanha posse.
Não podia ele permitir a compartilhar com as estrelas?
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
PURIFICAÇÃO
É na luz dos raios
Que me ilumino.
No som dos trovões
Ensaio minha dança.
No vento forte
Solto meus cabelos.
Na fria chuva
Limpo o corpo e o espírito.
Tudo com muito cuidado.
Vou enfeitiçar o sol
Quando ele quiser retornar.
Que me ilumino.
No som dos trovões
Ensaio minha dança.
No vento forte
Solto meus cabelos.
Na fria chuva
Limpo o corpo e o espírito.
Tudo com muito cuidado.
Vou enfeitiçar o sol
Quando ele quiser retornar.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
REVANCHE
Ao abrir a janela,
Como fazia todas manhãs,
Foi invadida por uma rajada cinza.
Sabia que isso iria ocorrer um dia.
No entanto,
Não imaginava que fosse tão cedo...
O colorido, finalmente, havia desistido
De lhe encantar.
Como fazia todas manhãs,
Foi invadida por uma rajada cinza.
Sabia que isso iria ocorrer um dia.
No entanto,
Não imaginava que fosse tão cedo...
O colorido, finalmente, havia desistido
De lhe encantar.
sábado, 10 de dezembro de 2011
ROTINAS
Saiu e bateu a porta.
A porta fechou a vida.
A vida encerrou o sonho.
O sonho chorou a dor.
A dor desfez a lágrima e renovou o sonho.
O sonho inaugurou a vida.
A vida abriu a porta.
A porta deixou entrar
Batendo atrás dela
Para encerrar
Tudo
Mais uma vez.
Antes de recomeçar
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