quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

FÉRIAS!

Aproveitar o verão.
Descansar.
Refazer as energias.
Voltar.

Entrando de
Férias!
Um grande bj para todos!
Até fevereiro!
Gisa

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

LIVRO

Juntos desenharam o ponto final.
Olharam-se em meio a um constrangido sorriso
Sem qualquer significado.
De mãos dadas, depositaram o livro na estante.
Desviaram os olhos
Para horizontes opostos,
Vislumbrando o infinito que nascia
Daquela simples atitude.
Os dedos ainda tocaram-se pela última vez
Antes do primeiro passo.
Levariam aquela sensação
Pelo tempo finito necessário
À construção da nova trama.

domingo, 6 de janeiro de 2013

JULIANA

No dia 04 de janeiro de 1995, recebi um dos presentes mais lindos da minha vida: JULIANA.


De um lindo bebê fez-se esta linda mulher.



PARABÉNS MEU AMOR! 
Hoje o post é teu!
Parabéns pelos teus
18 anos!

Um beijo

Mãe


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PRAZERES

A inquietude era um bom sinal.
Cobriu-se com a tranparência da alma limpa
E pôs-se a vasculhar os caminhos,
Plenamente dissimulada.
O que iria encontrar, não importava.
Queria apenas o prazer da procura.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

PENSAMENTO

Ontem pensei muito a respeito de resoluções da Ano Novo e cheguei a conclusão que passada a meia noite esqueço de todas. Ainda bem! Não toleraria ter que perseguir metas por percursos previamente agendados. Adoro aproveitar o vento incerto, a chuva repentina e o sol inusitado dos caminhos sinuosos.

Bom início de 2013 e lindas surpresas a todos vocês!
Beijos
Gisa

domingo, 30 de dezembro de 2012

2013

Baldes de tinta colorida espraiando bom humor.
Músicas melodiosas,ou nem tanto, enchendo os espaços.
Sorrisos debochados
Olhos acesos
Bocas úmidas
Corpos colados.
Pernas entrelaçadas
E muito, muito amor para dar e receber.
Tudo isso, junto e misturado
No ano que irá chegar!
Tin-tin!
FELIZ 2013!


MILHÕES DE BEIJOS
GISA

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

RECOMEÇO

No meio do redemoinho
Ela surge.
Cabelos em alvoroço
Pele fresca.
Pousa sob a terra
E começa, imediatamente, a cavar.
Bate em algo.
Sorri e desenterra aos poucos.
Surge o rosto, os braços, o corpo
Quentes como na primeira vez.
Exatamente onde havia deixado
Há tantos anos atrás
Para seguir sua missão.
Trabalho completo a contento
Mostra com alegria
Que a espera de ambos havia terminado.
Teria valido a pena?
Nada mais importa agora.
Seguem de mãos dadas
Do ponto em que haviam parado.
O horizonte veste-se de luz para recebê-los
E o mar os engole devagar
Com requintes de encantamento.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MEDO

A lava que sai dos meus olhos queima meu rosto.
Transfiguro-me à medida que o incandescente se condensa.
No espelho, meto medo em minha consciência.
Meu inconsciente ri diante da covardia da companheira de habitação.
Quem madou querer ocupar o solo? - pensou divertindo-se,
Enquanto abria a meia-água e saía para voar
Cortejando a lua cheia.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

NATAL

Que o Natal não seja somente hoje e amanhã!
O ideal é viver o Natal todos os dias!
Muitos beijos a todos e obrigada pela excelente companhia!
FELIZ NATAL
QUERIDOS AMIGOS!
Mais bejos
GISA

domingo, 23 de dezembro de 2012

DESABAFO

Vejo o rochedo cedendo à tempestuosidade do mar
Tenho medo.
Minha obra construída sobre ele já balança.
Ficarei até o último momento.
Se tudo afundar,
Terei que me acostumar com a nova paisagem,
Pois estará chegando a hora de abrir novos portões
E tentar recomeçar a caminhada.
Estou triste, mas em pé.
Irei chorar e seguirei.
Sem olhar para trás.

sábado, 22 de dezembro de 2012

CANTIGA

Se essa rua fosse minha
Encheria de flores coloridas de confeitos
Se essa rua fosse minha
Perfumaria com gotas de chocolate.

Eu mandava
Abrirem todas as janelas de par a par
Eu mandava
Todos virem para as ruas sorrindo.

Ladrilhar
Eu iria todo o espaço
Com pedrinhas
De estrelas carmim
Com pedrinhas
De faíscas pulsantes
De brilhante
Profundo.

Para o meu
Só para o meu
Para o meu
Amor
Paixão
Tudo de bom
Passar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

PURO

Subiu ao céu e se desfez em chuva.
Caiu em pingos tão leves
Que o fez parar de chorar.
Gostou ao vê-lo ali,
Estático,
De rosto erguido
Aproveitando cada gota sua
Rolando por todo 
Aquele corpo
Que gostava de lhe pertencer.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

IMPRESSÕES

Tenho teu sorriso impresso na minha retina.
Tenho teus olhos impressos no meu peito.
Tenho tuas mãos impressas na minha cintura.
Tenho tua boca impressa no meu ventre.
Tenho teu calor impresso no meu frio.
Tenho tua ausência impressa na minha solidão.

sábado, 15 de dezembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

FRAGMENTOS

A cada passante
Ofertava um pedaço de si.
Não sentia dor
Ao arrancar os pequenos fragmentos.
Ficava feliz.
Adorava vislumbrar a possibilidade
De um dia acabar como um todo,
Transmutando-se em vários uns.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

LADRILHOS

Mirava-se nos ladrilhos coloridos
E vivia.
Triste,
Procurava o reflexo vermelho
Da aventura e do prazer.
Quando a alegria lhe tomava conta,
Queria ver-se na cor negra
Para conter os impulsos em demasia.
Pensativa,
Recorria à força do amarelo
Refletindo-o nos mínimos detalhes planejados.
Desanimada,
Ia direto ao encontro do lilás
De onde conseguia construir a escadaria do retorno
Ao mundo da luta.
Mirava-se nos ladrilhos coloridos
E vivia
Na certeza de que nada
Nunca, iria lhe faltar.


domingo, 9 de dezembro de 2012

METAMORFOSE

Do fundo do poço
Dois braços saíram
A música hipnótica
Pensar não deixava.
Lutas vãs
Assustadas fugiram.
Atônita deixou-se
Para o breu ser levada.

De visco e nojo
Completamente coberta.
Olhou na volta
Procurando caminho.
Tombou no chão
Virtudes abertas.
Satisfez a lascívia
Daqueles sem ninho.

Ferida em tiras
Ergueu-se sem medos.
Cambaleou nos passos
Vazios e mutantes.
Transformou-se na erva
Maldita, estranhos bruxedos.
Floresceu no lodo
Infeliz dos degradantes.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

OLHAR

Meu olhar
Surfou nas ondas,
Escalou montanhas,
Cavalgou as nuvens,
Despencou nas cachoeiras,
Levantou o pó das estradas
Principais e alternativas.
Meu olhar buscou os lugares
Mais remotos e mais circundantes,
Mais escondidos e mais expostos,
Mais inusitados e mais óbvios.
Meu olhar fechou-se tentando.
E isso, é o que realmente importa.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

BEL-PRAZER

Ser encontrada,
Odiava.
Gostava da liberdade
De surgir do nada
E surpreender.
Era vento,
Nuvem,
Fumaça,
Gás...
Era onipresente
A seu bel-prazer.

sábado, 1 de dezembro de 2012

BRINCADEIRA

Borrifou o espelho
Com um pouco d'água.
Sorriu.
Agora tinha um universo
De estrelas cadentes,
Todo a sua disposição!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PODRIDÃO

Dissolvi em pleno meio dia.
Escoei pelas frestas mal cheirosas
Do assoalho apodrecido.
Misturei-me aos vermes
Que lá habitavam.
Mendiguei comida às baratas.
Sobrevivi e sobrevivo assim,
Até o dia do retorno
Sem data,
Mas com garantia
De que ainda irá existir.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

TRISTE

Tela branca.
A ausência recortada
Sobre o cavalete
No meio do peito
Brilha.
O resto é sombra.
Sombra do que
Planejei ser.

domingo, 25 de novembro de 2012

TRABALHO

Entrou na sala
E desfez-se 
Entre as tintas da paleta.
Permaneceu silente
Enquanto o pintor
A matizava para alcançar
O tom ideal.
Apreciou as voltas
Que o pincel dava 
E como ele transitava
Desembaraçado pela tela.
Observava-se ora em um lado,
Ora em outro.
Sentiu-se múltipla e única
Em um único instante.
Ao final,
Apreciou-se no brilho 
Dos olhos do mestre
E sorriu para ele de volta.
Definitivamente,
Haviam feito 
Um excelente trabalho.

sábado, 24 de novembro de 2012

GRAVIDADE

Tudo flutuava a sua volta.
A força atrativa do seu umbigo
Cada dia estava maior!
Que bom era ser o centro do universo!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

HUMANA

Traçou os cinco planos
E saiu às pressas.
Executou o primeiro
Com desembaraço.
O segundo
Deu-lhe mais trabalho,
Mas concluiu rindo.
O terceiro e o quarto
Consequências dos demais
Pareceram bem mais simples,
Desinteressava-se por todos
Tão logo atingia o êxito.
Chegou ao quinto,
Com louros de vencedora.
Armou-se e falhou.
Insistiu e foi derrotada novamente.
Tentou outras tantas vezes
E o dissabor
Da frustração
Invadiu sua boca
Por completo.
Entregou-se cinza
À derrota inimaginada.
Era falível enfim.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

PEDRA E VENTO

Ela chorava enquanto ele ia.
Ele chorava enquanto ela ficava.
Ela sabia que deveria ficar.
Ele sabia que deveria ir.
Ela não entendia o porquê de ele ir.
Ele não entendia o porquê de ela ficar.
Ela queria poder ir.
Ele queria poder ficar.
Ela olhava o nada para onde ele ia.
Ele olhava o nada onde ela ficava.
Lágrimas selaram o sonho que
Acabava de se formar.

domingo, 18 de novembro de 2012

MOVIMENTO

Do seu olhar frívolo de estátua observava o movimento.
Guardas-chuvas,
Saltos altos,
Bonés,
Ônibus,
Risos,
Cachorros,
Beijos,
Bicicletas,
Jovens,
Carros,
Conversas entrecortadas,
Errantes,
Assobios,
Outdoors,
Velhos,
Futebol,
Gritos,
Algodões-doces,
Tiros,
Danças,
Cartazes,
Balões,
Ambulantes,
Bolas,
Carinhos,
Sorvetes,
Lágrimas,
Skates,
Música,
Vida,
Brincadeiras,
Protestos,
Sorrisos,
Morte.
Do seu olhar frívolo de estátua observava o movimento.
E estava certa que assim desejava continuar.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ILUSÃO

Sentiu-se inebriada
Pela magia do regresso.
Preparou sua rota
Para alcançar o passado
E fazê-lo florescer no presente.
Preparou cada detalhe
Tendo as lembranças
Como companheiras atuantes.
No dia esperado
Abriu a porta.
Já vislumbrava
Algo vindo ao longe.
Vibrou com a expectativa.
Em instantes
Foi tomada pela névoa amarelada
Das recordações.
Chorou ao perceber-se imóvel,
Transformada na imagem sépia,
Das antigas fotografias.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

BELEZA

Era linda
E de tanta beleza
Resolveu habitar o jardim.
Causou inveja ao passar.
Vou convidada para um lugar de destaque,
Em meio a tantas outras iguais.
Agradeceu e posicionou-se.
Consentiu que seus cabelos
Entrassem terra a dentro
Fixando-se ao solo
E prontas estavam as raízes.
Seu corpo alvo e esguio
Pintou-se do verde mais claro
Transformando-se em haste.
Suas pernas abriram
E folhas se tornaram.
Do meio das folhas
Nasceu a flor mais bela
Rubra, orvalhada.
Seu perfume atraía
A longas distâncias.
Ficou esperando
Até que alguém se atrevesse
A senti-lo de mais perto.
Seria rápida em seu bote.
Devoraria a presa
Sem que essa percebesse
Inebriada por sua magia
Tão característica
Das plantas carnívoras.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ATITUDES

DESISTO  ENTERRO    FUJO   VOU   CANSO   

VOO   ENCERRO  ESCAPO  FINALIZO    DESERTO

ESCOO  SUMO  AFASTO  EVITO  DESVIO

ESQUIVO   DESAPAREÇO  PERCO   OCULTO

SUBMERJO   ELIMINO  EXTINGO   DESTRUO

L I B E R T O - M E!


domingo, 11 de novembro de 2012

ALTOS

Do
Alto
Da
Altura
Alcançada 
Do
Alto
Do 
Seu
Salto
Mais 
Alto
Olhou
Além
Almejando
Com
Todas
Suas
Artérias
E
Veias
Se
Tornar
Alheia
Dos
Olhares
Diretos.
Conseguiu!
Vibrou 
No
Alto
Do
Seu
Salto
Alto
Mais
Alto
Brindando
Com
Sua
Mais
Alta
Auto
Estima.

sábado, 10 de novembro de 2012

BURRICE

No vácuo gritou todas as palavras insensatas
Que há muito trazia aprisionadas na garganta.
Imóveis e assustadas,
Sem conseguir a devida propagação,
Foram recolhidas com toda facilidade
E trancadas no roto baú dos sentimentos abandonados.
Foi embora aliviado.
Sorte que as palavras não entendem nada de física!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

REPRISES


Reprises não são permitidas.
Como irei fazer para me livrar
Da tua sombra em meus olhos?
Da tua boca em meu corpo?
Das tuas mãos em carícias?
Reprises não são permitidas.
A tela apagou.
A luz acendeu.
E o mundo me espera
Gargalhando por minha confusão
Repetindo ironicamente:
Reprises não são permitidas.
Reprises não são permitidas.
Reprises não são permitidas.
Reprises 
não 
são 
permitidas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

FARTO

Ela queria acreditar nele.
Entendia todas as questões,
Por mais absurdas que lhe parecessem.
Estava sempre pronta a recebê-lo.
Com a mesma flor úmida nos lábios
E o igual calor dos braços
Lembrando os dias de início.
Ele, farto de tanta solicitude, foi-se.
Não tolerava a mesmice dos atos.
Não poderia aceitar alguém
Que se recusava a evoluir no sentimento.