sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

RETORNO

Ficava pensando o que teria acontecido.
O que fizera de tão certo para que ele se fosse
Tão rápido!
Deu-se conta que isso agora
Não tinha a menor importância.
Gargalhou e entrou rebolando
Novamente naquela que havia abandonado
Há tanto tempo.
Sua própria vida!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

PLANO

Serei breve
Como o raio
Intensa,
Como o sol.
Alegre,
Como a cachoeira.
Serei minha
Novamente.
Sem dúvidas.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

PRISÃO

A pedra não permitia
Divisar o mundo.
Tolhia-lhe os movimentos.
O peso fazia com que acreditasse
Não haver o voo.
O limo da superfície,
Afastava os demais
Devido a repulsa que causava.
Vivia sua soberba.
Era única, pensava.
A mais certa dentre as certas.
E o universo limitado
Comemorava a  inusitada prisão
Com nuances de eterna.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

PLATÔNICO

Com fios de prata
Desenhei tua imagem.
Preenchi o contorno
Usando as cores do amanhecer.
Idealizei a figura que imaginava seres.
Adorei cada detalhe
Em esmero cuidado.
Não te encaixastes no plano.
Desconfortável, foste,
Triste compreendi que nunca
Havias sido.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CICLO

No cinzento do dia
A noite se fez despretensiosa.
Enfeitou-se de raios
Incendiando os ventos.
Tempestade compacta
Precipitadamente lançada 
Sem dó sobre a terra.
Sedenta de força,
Sugada com pressa
Nas entranhas mergulha.
Quieta aguarda
As raízes curiosas
Descobrirem seus segredos.
Entrega-se pacífica
À nova batalha
Em breve sentida.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

FELIZES

Entrei na expectativa.
Sabia que o ambiente era mágico.
Percorri todos os cantos.
Nada.
Na saída, desencantada,
Olhei a escadaria.
Do mármore róseo surgiste.
Sob as luzes dos vitrais,
Foste colorido,
Pouco a pouco,
Na mais cuidadosa
Riqueza de tonalidades.
Passos atrás para mim.
Passos a frente para ti.
Começamos um jogo 
De fugas e assentimentos.
Preenchemos todos os vazios
Com nossa imagem
E todos os ecos
Com nossos risos.
Nada mais havia ao redor.
Nossas complexidades explodiram
Na êxtase dos fogos fátuos.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

CENA

Chego.
A sala em desordem,
A mesa posta.
O gato no canto azul
Mia sem parar.
O passado embala-se
Com força
Na velha cadeira
Ao ponto de fazer
Ranger o opaco assoalho.
A cena congela.
Sinto que é a minha deixa.
Saio.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

RETORNO

FÉRIAS ÓTIMAS,

MAS JÁ É TEMPO DE VOLTAR...


EM BREVE,

RECOMEÇO

BEIJOS

GISA

sábado, 28 de dezembro de 2013

2014

QUERIDOS AMIGOS

UM LINDO 2014 A TODOS!

OBRIGADA PELA COMPANHIA AO LONGO DESTE 2013

VOCÊS SÃO MUITO ESPECIAIS PARA MIM!

ESTOU ENTRANDO DE FÉRIAS,

ASSIM, VOLTO SÓ EM FEVEREIRO.

ATÉ LÁ! 

MUITOS BEIJOS



GISA

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL

É NATAL!

TEMPOS VÃO
TEMPOS VEM
E O NATAL SEGUE SENDO
UM TEMPO DE ACREDITAR.
ACREDITAR
NO AMOR
AINDA QUE O ÓDIO SE EXIBA NO MUNDO
NA PAZ
AINDA QUE A GUERRA SEMPRE VÁ EXISTIR
NA AMIZADE
AINDA QUE HAJAM PESSOAS QUE NOS COLOQUEM ISSO EM DÚVIDA
NA HARMONIA
AINDA QUE O DESCOMPASSO ESTEJA NA REGÊNCIA.

É NATAL!
SIGAMOS
ACREDITANDO
UM BEIJO
EM TODOS

FELIZ NATAL!


GISA

domingo, 15 de dezembro de 2013

UNIVERSITÁRIAS!

O QUE SINTO HOJE

 É MUITO ORGULHO!

MINHAS MENINAS


VALÉRIA

E


ISABEL

FORAM APROVADAS PARA O CURSO

DE DIREITO

DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS!

PARABÉNS MEUS AMORES

E UM LINDO FUTURO PELA FRENTE!

AMO VOCÊS!

BEIJOS

MÃE

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

FASES

Na manhã,
Resplandeço.
Na tarde,
Envaideço.
Na noite,
Aqueço.
Na madrugada,
Ah, na madrugada,
En-lou-que-ço!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FILHO

É por aqui que eu fico.
Trilhamos o caminho.
Foi bom e necessário.
O pior já passou.
Agora terás que seguir sozinho.
Não olhes para trás.
Vai firme.
Estarei sempre por aqui.
Não vou te abandonar, nunca.
Sabes que de meus olhos
Sairá o calor para animar
Os teus percursos mais árduos.
Da minha boca,
As palavras de incentivo
E do meu coração a crença
Que és capaz.
É por aqui que eu fico,
Meu filho.
A vida te chama.
Não a deixes esperar muito.
Eu te amo.

domingo, 1 de dezembro de 2013

ANORMAL

As flores transformavam-se em luz
Com a sua passagem.
No jardim de pontos brilhantes
Brincava de ser estrela
Adornando os cabelos
Com as faíscas
Colhidas no entorno perfumado.
Ria o riso dos anjos
Vivia a vida das fadas.
Pertencia ao encantado mundo secreto
Dos sentimentos puros.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

UNIÃO

Quando me vi refletida
No fundo dos teus olhos
Entendi a permissão.
Sem perda de tempo
Livrei-me da pele
Junto com a roupa
Que há tanto me resguardava
E, nas tuas costas, aderi.
Pouco a pouco
Senti me infiltrar 
Na tua corrente sanguínea
Com a alegria
De um balanço
Em uma tarde de sol
Fui te percorrendo, lentamente,
Em movimentos compassados,
Decididos.
Agora não tinha mais volta.
Sorriste com a sensação da minha presença
E, em um abraço apertado,
Envolveste teu corpo
Para me desejar boas-vindas.
Vibramos no mesmo tom.
Seguimos radiantes
Pela rua cinzenta
Ausente desta percepção.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

PRAZER

Das expectativas que me causas
Quero todas!
Coloco-as em fila
E exijo barulho.
Embalada pelos sons,
Roucos e estridentes,
Aproveito cada sensação
Que me presenteias.
Viajo no prazer do inacreditável
Em pleno sabor do impossível.
Gosto da surpresa dos teus olhos fechados
Sorvendo cada gota de mim
Em serena ebulição.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

VAMOS

Hoje estou leve
Vou voar um pouco.
Estou te esperando
Na terceira nuvem
À direita da aurora.
Não demora.
Vamos nos divertir.
Prometo.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

REGENERAÇÃO

Olhava por entre as árvores
E ainda podia ver a meia figura
Que se afastava altiva.
Deviou o foco
Procurando a si própria.
Sim, ainda estava ali
Grande parte do que fora.
Recomeçaria sem dúvida.
Encolheu-se para facilitar
O processo de regeneração.
Afinal, não é sempre que se tem
Uma metade arrancada.
Fez-se crisálida rapidamente.
Dormiu na espera
Da próxima primavera.

domingo, 17 de novembro de 2013

DERROTA

O chão fugiu.
Agarrou-se como pode
Nas lisas paredes.
Insuportáveis!
Divertiam-se ao perceber
A sua angustiante
Constatação do impossível.
Caiu depressa,
Caiu sem jeito,
Caiu chorando.
Foi engolida pelo nada,
Em poucos segundos,
Sem mastigar.
No breu completo,
Flutuando exausta,
Decidiu deixar-se ficar.
Um dia haveria de voltar
A vontade do recomeço...
Por ora, ali era seu lugar.
Tratou de dormir.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CANSAÇO

Surgias
Sumias
Surgias
Sumias
Surgias
Sumias
E eu?
Esperava
Esperava
Esperava

Não mais

terça-feira, 12 de novembro de 2013

NECESSIDADE

De mãos dadas
E corpos colados
Ultrapassamos a fina camada
Isolando-nos do ambiente.
Os tons furta-cor
Da superfície da bolha
Brincavam de montar
Quebra-cabeças prismáticos
em nossas peles.
Ao som da melodia,
Que tocava só para nós,
Transmutamos braços em pernas,
Rostos em cabelos,
Mãos em coxas.
Amalgamados, pelo calor do momento,
Fomos o que quisemos
E o que nunca havíamos imaginado.
Formas curvas, retas, oblíquas
Coloridas ou não
Afloraram com a energia
Redesenhando nossos contornos.
Exaustos demos o trabalho por findo.
Deslizamos rolando
Para o antigo espaço e voltamos à rotina.
Cada qual seguiu seu caminho
Até a próxima necessidade
De renascer.

sábado, 9 de novembro de 2013

EI!

Gosto do calor
Capaz de me derreter
Tal qual celofane 
Lançado ao fogo.
Tuas mãos tem.
Gosto do sabor
Que me faz salivar
Deixando-me insaciada
A cada prova.
Tua pele tem.
Gosto do som
Do atrito, do murmúrio 
E do grito
Suspensos no ar
Aguardando a explosão.
Teu corpo tem.
Assim, completados os requisitos,
Só posso te dizer uma coisa: 
VEM!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

GALEGO

Hoje, sonhei nossa realidade.
Não haviam palavras, mas músicas.
Olhares eram substituídos por toques
Cegos em todas direções,
Permitidas ou não.
O calor, desfeito em fios vermelhos,
Tricotava a trama perfeita,
Em que tu e eu éramos o adorno principal.
Havia muitas pessoas ao nosso redor.
Passavam, sem rosto, de um lado para outro
Compondo o compasso dos ritmos em mudança.
Hoje, sonhei nossa realidade.
Acordei decidida que ali não era mais o meu lugar.
Fiz as malas com pressa e parti sem volta.
Aguardavas ansioso em meio a neblina,
Mas certo que eu não iria te decepcionar.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

AMÉM

Extraio as raízes
De forma desordenada.
A pressa faz com que
Grandes pedaços
Sejam brutalmente arrancados
Do entorno.
Choro a dor do perdido,
Mas sigo a meta.
Não é hora de pensar,
Mas de agir.
Que assim seja,
Portanto,
Que assim seja.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

FESTA

Entro na sala pouco iluminada.
Percorro todos os cantos
Olhando cada um dos espelhos
Com muito cuidado.
Busco freneticamente
Minha imagem real.
Encontro fragmentos
Do que fui, do que sou
E, talvez, do que serei.
Nenhum no mesmo reflexo.
Grito o mais alto que posso.
O barulho de estilhaços,
Que se segue,
É ensurdecedor.
Respiro fundo e lanço-me
A procura dos cacos corretos.
Tenho até o final da tarde
Para compor o quebra-cabeças
Que me tornei.
A festa não tarda
E a música, não espera.
Haja o que houver,
O encantamento deve continuar
Nunca me esquecerei disso.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

ESTRATÉGIA

A palavra gritada ao ar
Açoitou o silêncio
Que se impunha.
Por que falar agora?
Nada mais havia
A ser dito.
O momento de ruminar
Assustou-se
E engoliu em seco...
Será que merecia
Tamanho desrespeito?
Ofendido, retirou-se
Dando lugar
A mais alta gargalhada de
Desprezo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

OSTOS

GOSTO
SUPOSTO
AGOSTO
RECOMPOSTO
DESGOSTO
EXPOSTO
CONTRAGOSTO
OPOSTO
ROSTO
JUSTAPOSTO

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MORTE

Sob o véu se percebia
Alguma beleza.
Voava de um canto ao outro
Como que quisesse dar um aviso.
Geralmente conseguia compreender
Os seus recados, mas hoje...
Havia algo de errado.
Aflita,
Começou a procurar
O porquê de tanta angústia.
Deparou-se com o fio dourado
Partido.
Entendeu de imediato.
Era o momento do adeus.
Fechou os olhos e abriu a janela
Caiu no chão no mesmo instante
Em que ela ganhou os céus.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ardo no estreito espaço
Da tua pupila.
Danço por entre as raias
Da tua íris,
Imprimindo minha imagem invertida
No fundo da tua retina.
Assim,
Olha-me fixo!
A experiência que vou te causar,
Será inesquecível!
A sensação que me causas
É desestabilizante!
Aproveitemos o êxtase juntos.
Vem...
Já estamos quase lá.
Que não nos esperem tão cedo...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

ELA?

Não gostasva de justificativas! Algo que tem que ser explicado causava-lhe sono! Gostava da transparência. Estava acostumada ir sempre além do finito. Detestava dúvidas, mas necessitava delas para romper barreiras. Descalça, percorria os arabescos do destino, escorregando ora em atos falhos, ora em dogmas embolorados. Prezava o livre arbítrio, o livre pensamento e o amor livre. Havia nascido para fazer diferenças e não apenas a diferença. Era multifacetada, multicolorida, multiarticulada, multiliberal, multiplural sem deixar de ser singular.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

PASSOS

Rastros indeléveis
Projetam fantasmas
Nas minhas paredes
De vidro fosco.
Aguardo, pacientemente,
A materialização.
Sei que virá.
Já ouço os passos...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

REFÚGIO

Do salto
Lançou-se ao voo
Livre, sem amarras.
Pousou na ponta
Mais alta
Do obtuso telhado
Em perfeito
Arabesque.
Ficou lá
Aproveitando o sol
E o vento da tarde
De primavera.
Intuiria a hora
Em que ele estaria
Pronto para ela.
Enquanto isso
Alimentava às famintas
Expectativas.

domingo, 20 de outubro de 2013

PAI?

Aos olhos da criança era contraditório. Havia amor, havia dúvida. Figura de ficção real ou de real ficção? Não se interessava em saber. Vivia o momento, o passo, a palavra. Cresceu. Questionou. Cansou. Acostumou-se. No andar da carroça as abóboras se acomodam. Acomodaram-se. Algumas podres, outras não. Certeza só uma: amou.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

REDE

Com várias linhas
Fez uma teia.
Esticou-a sobre
Os dois penhascos
Amarrando-a
Nos grandes blocos de gelo.
Deitou-se
Na improvisada rede
Para esperar o verão.
Até lá, ia aproveitando
A brisa da primavera
Que já se iniciava,
Insinuante,
Nas últimas tardes de inverno.