sexta-feira, 22 de abril de 2016

PLANO

Ao vê-lo,
Curiosa, escorregava 
Pelas entrelinhas.
Em meio a arabesques
Dançava por espaços vagos
Da sua respiração.
Queria que ele a notasse,
Assim, de mansinho.
E, sem perceber,
Se entregasse, sonolento,
Aos seus mais delicados 
E mundanos
Caprichos.

3 comentários:

Jaime Portela disse...

Às vezes não reparamos no outro... e vice-versa...
Magnífico poema, gostei imenso.
Bom fim de semana, querida amiga Gisa.
Beijo.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Mesmo sonolento
nada lhes escapa
fingindo
que lhe escapa mesmo

Delicados
são os caprichos
irresistíveis feitiços

Pedro Coimbra disse...

Com esta postura tão sexy será muito difícil que não repare.
Boa semana