sábado, 28 de dezembro de 2013

2014

QUERIDOS AMIGOS

UM LINDO 2014 A TODOS!

OBRIGADA PELA COMPANHIA AO LONGO DESTE 2013

VOCÊS SÃO MUITO ESPECIAIS PARA MIM!

ESTOU ENTRANDO DE FÉRIAS,

ASSIM, VOLTO SÓ EM FEVEREIRO.

ATÉ LÁ! 

MUITOS BEIJOS



GISA

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL

É NATAL!

TEMPOS VÃO
TEMPOS VEM
E O NATAL SEGUE SENDO
UM TEMPO DE ACREDITAR.
ACREDITAR
NO AMOR
AINDA QUE O ÓDIO SE EXIBA NO MUNDO
NA PAZ
AINDA QUE A GUERRA SEMPRE VÁ EXISTIR
NA AMIZADE
AINDA QUE HAJAM PESSOAS QUE NOS COLOQUEM ISSO EM DÚVIDA
NA HARMONIA
AINDA QUE O DESCOMPASSO ESTEJA NA REGÊNCIA.

É NATAL!
SIGAMOS
ACREDITANDO
UM BEIJO
EM TODOS

FELIZ NATAL!


GISA

domingo, 15 de dezembro de 2013

UNIVERSITÁRIAS!

O QUE SINTO HOJE

 É MUITO ORGULHO!

MINHAS MENINAS


VALÉRIA

E


ISABEL

FORAM APROVADAS PARA O CURSO

DE DIREITO

DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS!

PARABÉNS MEUS AMORES

E UM LINDO FUTURO PELA FRENTE!

AMO VOCÊS!

BEIJOS

MÃE

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

FASES

Na manhã,
Resplandeço.
Na tarde,
Envaideço.
Na noite,
Aqueço.
Na madrugada,
Ah, na madrugada,
En-lou-que-ço!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FILHO

É por aqui que eu fico.
Trilhamos o caminho.
Foi bom e necessário.
O pior já passou.
Agora terás que seguir sozinho.
Não olhes para trás.
Vai firme.
Estarei sempre por aqui.
Não vou te abandonar, nunca.
Sabes que de meus olhos
Sairá o calor para animar
Os teus percursos mais árduos.
Da minha boca,
As palavras de incentivo
E do meu coração a crença
Que és capaz.
É por aqui que eu fico,
Meu filho.
A vida te chama.
Não a deixes esperar muito.
Eu te amo.

domingo, 1 de dezembro de 2013

ANORMAL

As flores transformavam-se em luz
Com a sua passagem.
No jardim de pontos brilhantes
Brincava de ser estrela
Adornando os cabelos
Com as faíscas
Colhidas no entorno perfumado.
Ria o riso dos anjos
Vivia a vida das fadas.
Pertencia ao encantado mundo secreto
Dos sentimentos puros.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

UNIÃO

Quando me vi refletida
No fundo dos teus olhos
Entendi a permissão.
Sem perda de tempo
Livrei-me da pele
Junto com a roupa
Que há tanto me resguardava
E, nas tuas costas, aderi.
Pouco a pouco
Senti me infiltrar 
Na tua corrente sanguínea
Com a alegria
De um balanço
Em uma tarde de sol
Fui te percorrendo, lentamente,
Em movimentos compassados,
Decididos.
Agora não tinha mais volta.
Sorriste com a sensação da minha presença
E, em um abraço apertado,
Envolveste teu corpo
Para me desejar boas-vindas.
Vibramos no mesmo tom.
Seguimos radiantes
Pela rua cinzenta
Ausente desta percepção.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

PRAZER

Das expectativas que me causas
Quero todas!
Coloco-as em fila
E exijo barulho.
Embalada pelos sons,
Roucos e estridentes,
Aproveito cada sensação
Que me presenteias.
Viajo no prazer do inacreditável
Em pleno sabor do impossível.
Gosto da surpresa dos teus olhos fechados
Sorvendo cada gota de mim
Em serena ebulição.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

VAMOS

Hoje estou leve
Vou voar um pouco.
Estou te esperando
Na terceira nuvem
À direita da aurora.
Não demora.
Vamos nos divertir.
Prometo.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

REGENERAÇÃO

Olhava por entre as árvores
E ainda podia ver a meia figura
Que se afastava altiva.
Deviou o foco
Procurando a si própria.
Sim, ainda estava ali
Grande parte do que fora.
Recomeçaria sem dúvida.
Encolheu-se para facilitar
O processo de regeneração.
Afinal, não é sempre que se tem
Uma metade arrancada.
Fez-se crisálida rapidamente.
Dormiu na espera
Da próxima primavera.

domingo, 17 de novembro de 2013

DERROTA

O chão fugiu.
Agarrou-se como pode
Nas lisas paredes.
Insuportáveis!
Divertiam-se ao perceber
A sua angustiante
Constatação do impossível.
Caiu depressa,
Caiu sem jeito,
Caiu chorando.
Foi engolida pelo nada,
Em poucos segundos,
Sem mastigar.
No breu completo,
Flutuando exausta,
Decidiu deixar-se ficar.
Um dia haveria de voltar
A vontade do recomeço...
Por ora, ali era seu lugar.
Tratou de dormir.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

NECESSIDADE

De mãos dadas
E corpos colados
Ultrapassamos a fina camada
Isolando-nos do ambiente.
Os tons furta-cor
Da superfície da bolha
Brincavam de montar
Quebra-cabeças prismáticos
em nossas peles.
Ao som da melodia,
Que tocava só para nós,
Transmutamos braços em pernas,
Rostos em cabelos,
Mãos em coxas.
Amalgamados, pelo calor do momento,
Fomos o que quisemos
E o que nunca havíamos imaginado.
Formas curvas, retas, oblíquas
Coloridas ou não
Afloraram com a energia
Redesenhando nossos contornos.
Exaustos demos o trabalho por findo.
Deslizamos rolando
Para o antigo espaço e voltamos à rotina.
Cada qual seguiu seu caminho
Até a próxima necessidade
De renascer.

sábado, 9 de novembro de 2013

EI!

Gosto do calor
Capaz de me derreter
Tal qual celofane 
Lançado ao fogo.
Tuas mãos tem.
Gosto do sabor
Que me faz salivar
Deixando-me insaciada
A cada prova.
Tua pele tem.
Gosto do som
Do atrito, do murmúrio 
E do grito
Suspensos no ar
Aguardando a explosão.
Teu corpo tem.
Assim, completados os requisitos,
Só posso te dizer uma coisa: 
VEM!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

GALEGO

Hoje, sonhei nossa realidade.
Não haviam palavras, mas músicas.
Olhares eram substituídos por toques
Cegos em todas direções,
Permitidas ou não.
O calor, desfeito em fios vermelhos,
Tricotava a trama perfeita,
Em que tu e eu éramos o adorno principal.
Havia muitas pessoas ao nosso redor.
Passavam, sem rosto, de um lado para outro
Compondo o compasso dos ritmos em mudança.
Hoje, sonhei nossa realidade.
Acordei decidida que ali não era mais o meu lugar.
Fiz as malas com pressa e parti sem volta.
Aguardavas ansioso em meio a neblina,
Mas certo que eu não iria te decepcionar.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

AMÉM

Extraio as raízes
De forma desordenada.
A pressa faz com que
Grandes pedaços
Sejam brutalmente arrancados
Do entorno.
Choro a dor do perdido,
Mas sigo a meta.
Não é hora de pensar,
Mas de agir.
Que assim seja,
Portanto,
Que assim seja.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

FESTA

Entro na sala pouco iluminada.
Percorro todos os cantos
Olhando cada um dos espelhos
Com muito cuidado.
Busco freneticamente
Minha imagem real.
Encontro fragmentos
Do que fui, do que sou
E, talvez, do que serei.
Nenhum no mesmo reflexo.
Grito o mais alto que posso.
O barulho de estilhaços,
Que se segue,
É ensurdecedor.
Respiro fundo e lanço-me
A procura dos cacos corretos.
Tenho até o final da tarde
Para compor o quebra-cabeças
Que me tornei.
A festa não tarda
E a música, não espera.
Haja o que houver,
O encantamento deve continuar
Nunca me esquecerei disso.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

ESTRATÉGIA

A palavra gritada ao ar
Açoitou o silêncio
Que se impunha.
Por que falar agora?
Nada mais havia
A ser dito.
O momento de ruminar
Assustou-se
E engoliu em seco...
Será que merecia
Tamanho desrespeito?
Ofendido, retirou-se
Dando lugar
A mais alta gargalhada de
Desprezo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MORTE

Sob o véu se percebia
Alguma beleza.
Voava de um canto ao outro
Como que quisesse dar um aviso.
Geralmente conseguia compreender
Os seus recados, mas hoje...
Havia algo de errado.
Aflita,
Começou a procurar
O porquê de tanta angústia.
Deparou-se com o fio dourado
Partido.
Entendeu de imediato.
Era o momento do adeus.
Fechou os olhos e abriu a janela
Caiu no chão no mesmo instante
Em que ela ganhou os céus.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ardo no estreito espaço
Da tua pupila.
Danço por entre as raias
Da tua íris,
Imprimindo minha imagem invertida
No fundo da tua retina.
Assim,
Olha-me fixo!
A experiência que vou te causar,
Será inesquecível!
A sensação que me causas
É desestabilizante!
Aproveitemos o êxtase juntos.
Vem...
Já estamos quase lá.
Que não nos esperem tão cedo...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

ELA?

Não gostasva de justificativas! Algo que tem que ser explicado causava-lhe sono! Gostava da transparência. Estava acostumada ir sempre além do finito. Detestava dúvidas, mas necessitava delas para romper barreiras. Descalça, percorria os arabescos do destino, escorregando ora em atos falhos, ora em dogmas embolorados. Prezava o livre arbítrio, o livre pensamento e o amor livre. Havia nascido para fazer diferenças e não apenas a diferença. Era multifacetada, multicolorida, multiarticulada, multiliberal, multiplural sem deixar de ser singular.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

PASSOS

Rastros indeléveis
Projetam fantasmas
Nas minhas paredes
De vidro fosco.
Aguardo, pacientemente,
A materialização.
Sei que virá.
Já ouço os passos...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

REFÚGIO

Do salto
Lançou-se ao voo
Livre, sem amarras.
Pousou na ponta
Mais alta
Do obtuso telhado
Em perfeito
Arabesque.
Ficou lá
Aproveitando o sol
E o vento da tarde
De primavera.
Intuiria a hora
Em que ele estaria
Pronto para ela.
Enquanto isso
Alimentava às famintas
Expectativas.

domingo, 20 de outubro de 2013

PAI?

Aos olhos da criança era contraditório. Havia amor, havia dúvida. Figura de ficção real ou de real ficção? Não se interessava em saber. Vivia o momento, o passo, a palavra. Cresceu. Questionou. Cansou. Acostumou-se. No andar da carroça as abóboras se acomodam. Acomodaram-se. Algumas podres, outras não. Certeza só uma: amou.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

REDE

Com várias linhas
Fez uma teia.
Esticou-a sobre
Os dois penhascos
Amarrando-a
Nos grandes blocos de gelo.
Deitou-se
Na improvisada rede
Para esperar o verão.
Até lá, ia aproveitando
A brisa da primavera
Que já se iniciava,
Insinuante,
Nas últimas tardes de inverno.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DESEJOS

Quero
Um sol de fios de ovos,
Uma lua de mashmellow,
Uma onda de merengue,
Árvores de chocolate,
Confeitadas com folhas
Açucaradas.
Quero
Um jardim de brigadeiros
E cocadinhas,
Uma estrada de balas coloridas
E estrelas de pingos doces.
Quero perder 4 quilos logo
Para sair deste maldito regime!
Desculpa aos homens, mas
Só as mulheres podem entender isso...

:)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ZELO

Conhecia os passos.
Admirava o silêncio da chegada
E a maneira,
De como quem não quer nada,
Que ia se alojar,
Sempre,
Ao fundo da cena,
Depois da última luz.
Dali cuidava-a com zelo.
Ela, protegida,
Encantava a todos
Na arriscada
Acrobacia.

domingo, 13 de outubro de 2013

Fica intranquila!
Nunca vais saber
O quão profundo foi.
Assim, sigo apreciando,
Sorrindo com desdém
E alguma provocação,
Em meio a um saboroso
Prazer mórbido,
De ver
Sufocares, pouco a pouco,
Nas brumas da dúvida.

sábado, 12 de outubro de 2013

VITRINE

Vejo teu rastro,
Não me enganas.
Passas em silêncio, olhando.
Nunca faltas, eu sei.
Posso te sentir próximo,
Muito próximo.
Como se nada soubesse,
Sigo mostrando-me na vitrine.
Um dia voltas a entrar na loja.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

AVISO

Éramos dois.
Distantes tão próximos...
Falávamos a mesma língua,
Entre percalços e fluidez.
Passeávamos entre letras e imagens
De mãos dadas.
Cúmplices,
Conhecíamos os detalhes invisíveis
Um do outro.
Desprezávamos os corriqueiros,
Vistos e comentados
Por todos aqueles que julgavam
Tudo saber...
Coitados!
Amávamo-nos nas entrelinhas
Debaixo dos narizes cegos de empáfia.
E, em mensagens subliminares,
Brincávamos de senso comum...
Éramos dois, somos dois, seremos dois,
Não se enganem!
Depois não digam que não avisei.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

DIA

O dia em que eu te ver
O mar irá petrificar
O sol não vai se esconder
E a lua quererá participar.

Estrelas, aos nossos cabelos,
Pontilharão de brilhos fugazes
E borboletas coloridas 
Nos vestirão com requintes, amáveis...

Bailaremos a valsa 
Do encantamento eterno
Dedilhada nas cítaras
Dos amigos grilos, tão ternos...

O dia em que eu te ver
Seremos finalmente completos
Encerraremos as buscas vãs e
Seguiremos unidos, repletos...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

GERÚNDIOS

Colares coloridos
Para brilhar.
Roupas claras
Para refletir.
Sapatos baixos
Para dançar.
Rosto lavado
Para sorrir.
Assim vou ando,
Assim vou endo,
Assim vou indo...
Feliz!

domingo, 6 de outubro de 2013

TRÊS ANOS



Este mês o blog comemora
TRÊS ANOS!

Três anos lendo,
Três anos escrevendo e
Três anos vivendo!

São 10.137 comentários
De 721 amigos
Em 833 postagens!

MUITO OBRIGADA
MEUS QUERIDOS!

Obrigada pela atenção, carinho
E incentivo
Ao longo desta caminhada!
Adoro todos e cada um de vocês!

Um grande beijo

GISA

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

DÚVIDAS?

O que vivemos?
Que nome poderemos dar a nós?
Por que seguimos?
Buscamos algo?
Objetivos, temos?
Sei lá!
Só sei que somos felizes!
Para que complicar com
Perguntas comezinhas?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

CONVERSA

Este não quero mais!
Devolve o meu rosto de antes!
Procura dentre os teus reflexos
Mais antigos.
Deves ter guardado em algum lugar.
Busca! É uma ordem!
Não me deixes com esta imagem
Rota, envelhecida,
Não condizente com meu interior.
Não existe equivalência, entende?
Traz de volta os olhos curiosos,
A boca do amplo sorriso,
Os cabelos iluminados...
Permite que a mágica aconteça,
Permite...
Sei que podes,
Pode ser devagar, tudo bem.
Ficarei na tua frente de olhos fechados.
Quando estiveres pronto, espelho,
Avisa-me,
Sou paciente.
Afinal, não me resta outra alternativa...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

INDIFERENÇA

Do último eco
Se fez o silêncio
Frio e quebradiço.
Caminhávamos
Com pés de lã,
Para opostas direções
Querendo,
Freneticamente,
Desatar o apertado nó
Que nos impedia
Impassível e
Indiferente a todo
Esforço
Por nós
Realizado.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

domingo, 29 de setembro de 2013

ROUPA DE DOMINGO: JOSE MANUEL IGLESIAS RIVEIRO

Meu grande e especial amigo
JOSÉ MANUEL IGLESIAS RIVEIRO
e sua arte em forma de fotografia.
Gracias Jose!
Un beso.
Gisa
                                            http://iglesiasoviedo.blogspot.com/
                              http://picasaweb.google.com/josemanuel.iglesiasriveiro/

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ESPELHOS

Na sala dos múltiplos espelhos
Perdeu-se.
Imagens em confusão a escondiam.
"Refúgio melhor não existe!" - pensou.
Nunca mais iria se preocupar
Com as aparências...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

ARMADILHA

Ao primeiro olhar
Capturou-o.
Sorriu ao constatar
Que dali não mais sairia.
Considerava divertido
Assistir o seu desespero
Em tentar escapar.
Era paciente.
Não iria se manifestar.
Decidiu ser melhor a espera.
Queria que percebesse
Por si só,
A engenhosa armadilha
Que havia preparado
Com tanto zelo
Para ele,
Somente para ele.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

PODER

Porque não vens,
Te espero.
Porque não queres,
Te desejo.
Porque não desconfias,
Te descubro.
Porque não imaginas,
Te crio.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

SINA

Sentia o tufão
Abrir-lhe rasgos no peito
Enquanto respirava.
Não tinha muito tempo agora.
Correu para a pedra mais alta
E lançou-se aos ventos
Que vinham chegando.
Rapidamente incorporam-se
A sua volta seguindo seu comando.
Saiu, mais uma vez
Para cumprir
Sua cármica sina.
Varreu o solo 
Sem maiores traumas,
Até a mais completa
Destruição.

domingo, 22 de setembro de 2013

ATO

Entre as quatro paredes,
Transforma-te.
Fisionomia seca
Objetiva o que queres.
Braços envolvem,
Mãos buscam.
Entrego-me ao teu comando.
Conduzes o ato
Magistralmente.
Palavras nulas
Respiração crescente,
Tornam o comum
Em raro.
Delicio-me no silêncio da cena
Com a admiração e respeito
Dos que sabem
Apreciar a beleza bruta
Dos momentos únicos

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

INSENSATAS

Definitivamente bêbada,
Gostava de escolher imagens
Que poderia passar.
Respirava fundo,
E era intelectual.
Desabotoava a blusa,
Transfoemava-se em mundana.
Lambia os lábios
Sentia-se sensual.
Tantas em uma.
Todas escondidas
No breu das pessoas sensatas
Aguardando o momento
De serem insensatamente
Verdadeiras.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

PERDIDA

Consciente de estar
Dentro do corpo,
Ainda assim o desconsiderava.
O espelho recusava-se 
A exibir sua imagem,
Tanto melhor!
Detestava ter que figurar
No vazio infinito dos reflexos.
Flutuava e rastejava,
Imperceptível aos olhos.
Gostava do anonimato.
Precisava lembrar
De nunca esquecer disso.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

LEMA

Tratava seu corpo
Como um altar profano.
Oferendas, muitas,
De todas as crenças,
Povoavam seu dia.
Não se importava com deuses,
Qualquer um era útil,
Desde que a levasse
Para o objetivo desejado,
O nirvana mais próximo.
Prazer garantido,
Ou seu dinheiro de volta!
Sempre foi o seu lema.

domingo, 15 de setembro de 2013

ROUPA DE DOMINGO: FRANCISCO MIGUEL DE MOURA

  AS MIL ESSÊNCIAS DO AMOR
 (Especial para o blogue de Gisa)   

                 Francisco Miguel de Moura*

Quantas essências há pra se aspirar
Depois da noite. Sinta sutilmente,
Pela glória e a graça de ser gente,
As belezas que o vento traz do mar.

Ponha o nariz adiante da janela,
Sinta a menina a rua atravessando,
Sinta mais, sinta a vida começando
Cheia de flores pelos passos dela.

São as aves cantando em cada vão,
São as flores cheirosas, são as palmas,
Fortalecendo as fibras onde estão

A saltarem pra vida como estrelas.
Veja as essências todas, tagarelas,
Como a enfeitarem nossas próprias almas.
_______
*Francisco Miguel de Moura, brasileiro de nascimento, porém poeta de um mundo, sem carimbo, sem escolas, somente com a palavra que sai borbotando do seu peito.


 Esse é o Chico, o meu Chico!
Um amigo como poucos!
Poeta de muitas prosas e deliciosos versos.
Uma pessoa pela qual tenho um imenso carinho e admiração.
Dono de três blogs maravilhosos:

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

PROSSEGUIR

A ausência de eco a incomodava.
Necessitava da resposta,
Do sorriso.
A aquiescência servia
Como a bomba propulsora
Do seu prosseguir.
Parada diante do penhasco
Esperava com toda atenção
O retorno do ar.
Já havia gritado há algum tempo.
Por que demorava tanto?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

PERCENTAGENS

Sou 100%.
5% de lágrimas,
5% de sensatez,
1% de prudência,
2% de dúvidas,
4% de ilusão,
3% de calma,
15% de expectativas,
25% de ansiedade,
20% de loucura,
20% confiança.
Isso basta?
Não.
Algo falta...
Quem sabe uma pitada
 De 150% de imaginação?

terça-feira, 10 de setembro de 2013

DELÍCIA!

Tinha fome dele.
Queria-o servido à francesa
Com toda a pompa e circuntância
Em baixela de prata
E talheres de ouro.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PARTIDA

Um dia, me dissestes que ias.
Malas prontas no chão te esperavam.
Partiste resoluto,
Não olhaste para trás.
Subiste na nuvem ao final da estrada.
Desapareceste no róseo ocaso
Por entre o torrente choro da tarde
Repleto de arcos-íris sombrios.

domingo, 8 de setembro de 2013

GREVE

É noite.
Os sonhos estão em greve
Por melhores sonos.
Assisto ao embate desperta.
Quero muito que o impasse
Se resolva.
Enquanto isso,
Só me resta aguardar o amanhecer...

sábado, 7 de setembro de 2013

CONSELHO

No dia em que te tive
Não era eu.
Nem percebeste...
Pressa na entrega
Dá nisso.
Tenta olhar melhor
Na próxima vez...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

CHARADA

Acordo sem ter dormido.
Brinco sem ter planejado.
Subo sem ter descido.
Tenho sem ter desejado.
Existo sem ter sido.
Curo sem ter machucado.
Quem sou?
Eu.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

EU

Sou latina.
Fervo.
Intensa,
Gosto de tudo que me dá
Prazer.
Não suporto o meio,
Me sufoca!
Gosto da aragem dos extremos,
Dos seus precipícios,
Desequilíbrios...
Frisson do sureal.
Detesto organização!
Confundir é meu lema.
Defendo minha realiade torta
Com dedo em riste
E mão na cintura!
Sentimentos em turbilhão,
Sou várias.
Uma para cada ocasião.
Se pensas me conhecer,
Te enganas.
Não sou inteligível...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

VISITA

Mais uma vez na Travessa...
Passa lá:

JOGO


Obrigada mais uma vez ao Henrique,
meu anfitrião em alto estilo.

Beijos a todos.

Gisa

domingo, 1 de setembro de 2013

ROUPA DE DOMINGO: ISABEL ISAACSSON

PARA SEMPRE?

Uma vez, me disseram que nada dura "para sempre". Confesso que fiquei triste no simples pensar sobre esta possibilidade. Porém, depois de analisar diversas situações do cotidiano, esta é uma frase errônea. Há sim, laços que duram para sempre! Um exemplo disso é amor que sentimos por um ente querido, pai, mãe, avô...que mesmo separados pelo tempo, a ternura e o carinho pela pessoa continua guardada em um lugarzinho especial do nosso coração. Eu acho, que quem disse que nada dura para sempre, não sabia...Há amores que atravessam distâncias tão grandes que nem podemos imaginar! O meu sonho, é viver um amor, que não dure para sempre, e sim para toda a eternidade! Vida após vida! Não, sei se isto vai acontecer, porém sei, que já tenho laços com esta mesma intensidade, e isto é reconfortante! Mas, será possível criarmos este laço com alguém, uma pessoa, um ser especial, que nos mova dia a dia somente pela sua presença?! Eu ainda não sei...mas já vi vários exemplos disso! E não é só em filme, não! Já quebrei a cara e me decepcionei mil vezes, mas sei que quando chegar o meu menino especial, ele não vai me avisar que está chegando...e por isto será tão especial, porque foi uma surpresa! Bem, aonde eu estava mesmo?! Me perdi em meio aos meus devaneios! Ah, sim! Que nada dura para sempre...você já sabe a minha opinião, agora me conte você! O que você acha?! Deu para refletir?! Espero que sim, beijos e até a próxima!
BELLA

Muito bem, hoje trago a vocês um texto da Isabel,
uma menina de 17 anos, meiga e cheia de sonhos,
que por acaso é minha filha!
Ela possui um blog de variedades junto com sua irmã
gêmea Valéria
Passem por lá, vale a pena conferir.
Obrigada pela presença sempre tão constante de todos!
Beijos da
GISA

sábado, 31 de agosto de 2013

SUPERAÇÃO

O concreto rompeu.
Desfez-se qual casca,
Aos pedaços pelo entorno.
A figura translúcida surgiu
Do centro.
"Livre", pensou.
Voltou a flutuar
Como se nada nunca tivesse havido.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ENTRADA

Levanto a fina película
Que recobre o quadro.
Adentro na cena 
Entre um piscar e outro.
Integro-me ao contexto,
Colorindo-me com os tons
Desmaiados há muito.
Assumo uma posição intermediária,
Nem tanto no foco,
Nem tanto na sombra.
Com o olhar fixo,
Convenço todos
Do meu novo papel.
Relaxo e sorrio enigmática.
Agora que entrei na história
Esbanjarei estilo...

terça-feira, 27 de agosto de 2013

ENGODO

Decidimos encerrar.
Tudo acertado,
Mãos apertadas,
Acordo selado.
Quadro perfeito...
Para os outros,
Somente para os outros,
É claro!
;)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

RECOMEÇOS

Viu a porta fechar.
A janela escureceu
 Com a cortina.
A música terminou
Deixando em suspenso
O último acorde.
O tempo encerrou.
Pronto.
Agora estava sob seu comando.
Livre voou rompendo
A névoa do desconhecido.
Recomeços são difíceis...
Mas não mais para ela,
Sabia disso.

sábado, 24 de agosto de 2013

ROUPA DE DOMINGO: AC


AS VOLTAS DO PÃO, COM AMOR

Envolvo-me com a farinha, a água, o fermento e o sal. O acto de amassar é cerimonioso, muito longe da aparente simplicidade, herdeiro que é de memórias profundas, plenas de significado: o esforço da sementeira, da ceifa, da moenda, etapas de um ciclo transportador de todas as esperanças, com risos, temores e cautelas.  

O acto de amassar não dispensa o fato das memórias. A pouco e pouco a massa rende-se à cadência cerimonial dos gestos, abrindo portas ao cimentar da dedicação e da perseverança. Cada gesto transporta a herança de mil gestos anteriores, ancestralidade feita sabedoria nas voltas do tempo.

Levedar é dar lugar à manifestação de alegria das carícias. E a massa, crente nas intenções, deixa-se moldar antes de entrar no forno, decisiva viagem sem retorno.

O amor, o sempiterno amor, carece das voltas do pão. Precisa ser feito, constantemente refeito, por vezes reinventado, mas sempre com delicada cerimónia.

O amor e o pão, feitos com entrega, serão sempre eterna bênção.




PARA-RAIOS DE DESASSOSSEGOS


A seara ondulava, obedecendo aos caprichos do vento, salpicada aqui e ali com o vermelho das papoilas. A colheita prometia fartura, e já se adivinhava o chiar do velho moinho de água, entretanto recuperado, a debitar a farinha de todos os contentamentos.



A quinta, desde que chegaram, parecia outra. As paredes da velha casa, devidamente reparadas, sustentavam agora um sólido telhado. Não era a casa de ninguém, que o conceito de propriedade estava bem definido, era a casa de todos. Ali reuniam, ali funcionava a escola, ali estavam todos os livros que trouxeram. De dinheiro não se via rasto, todos sabiam que não era nessa base que deviam construir o seu futuro. Nas reuniões procuravam esbater as diferenças, e às vezes a discussão era acalorada. Mas acabavam sempre por se entender, pois todos respiravam o sentido de partilha. O dia a dia ensinara-os, mais que a teoria, que tudo era relativo, estavam mais interessados em encontrar pontos de encontro, por mais ínfimos, que em provocar tempestades. Conviviam bem com as diferenças.


Em volta novas edificações foram surgindo. Pedra não faltava por ali, e alguns descobriram, pela primeira vez, um particular deleite na construção das paredes de xisto. Talvez fosse a ideia arreigada de estarem a começar algo, talvez fosse a ideia do cultivar do espírito de partilha. Ou ambas em simultâneo. O certo é que, a pouco e pouco, os redutos foram surgindo. Para fazer o pão, para dormir, para guardar alfaias e colheitas.

Tiago e Diana eram diferentes, a inquietação vivia neles como quem respirava. Ela acabara por partir, não resistindo às sugestões do para lá do sol-posto, mas ele ficara. Não fazia nada de especial. Ajudava a semear, mas não mondava, não moía. E falava pouco. Quando o fazia falava de angústias, de equilíbrios, de dores de alma. Estando sempre presente, o seu olhar perdia-se algures. Mas encontrava-se no voo dos pássaros. Era capaz de subir e descer montes só para acompanhar o voo de um melro, prender-se naqueles movimentos que o fascinavam. Também o contacto com as crianças o tornava mais atento, mais doce, os olhos chegavam mesmo a sorrir. Todos respeitavam aquela figura inquieta, desassossegada, sabiam que era a fronteira da sua parca segurança. Não fazendo, fazia muito, era o seu cata-vento. A sua presença lembrava-os dos limites daquele ermo, que a cadência das coisas vai muito para lá de nós. E aquele sentir, quase de forma inconsciente, irmanava-os na vontade de fazer algo por eles próprios.  


Hoje, muito honrada estou com a presença deste
Querido amigo por aqui!
O AC foi um dos primeiros contatos que tive
Neste mundo da blogosfera,
Uma pessoa a quem realmente admiro
E gosto demais!
Seu cuidado blog
A todos conquista 
Vale muito conferir.

Obrigada AC por este privilégio de te ter
Por aqui!
E em dose dupla!
Como podes ver sou muito indecisa...



Um bj da
Gisa

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

ESPELHO

Não tenho vergonha.
Sou impulsiva.
Faço o que eu quero,
Quando quero
Com quem quero
E como quero.
Respeito os limites dos outros,
Sempre.
Mas e comigo?
Ora, comigo sou totalmente desprovida
De qualquer barreira.
Não compreendo um não absoluto,
Ponderado, ainda vá lá,
Posso até a aceitar.
Acatar são outros quinhentos...
Desperto paixões
E ódios.
Indiferenças?
Nunca!
O meio-termo
Simplesmente
Me
DE-TES-TA!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

NÓS

Quando nos vemos,
Somos capazes de sentir
Todo aquele turbilhão silencioso
De gozos espontâneos e prazeres fugazes
Que sabemos, como ninguém,
Viver e calar.
Vamos do dez ao mil na fração de segundos
Em que nossas áureas se tocam
Em meio a mais absurda multidão
Despreocupadamente andante
No insosso cotidiano.
Temos segredos incofessáveis
Ao liquidificador.
Risos de palavras,
Escrito de olhares,
Cheiros de oportunidades,
Que sabemos aproveitar
Com a discrição exigida.
Formamos uma única atmosfera.
E, ainda que distantes,
Somos um,
Somos todos,
Somos alguns,
Somos nós.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

MÃE BOBA PARTE II

POIS É,
MÃE BOBA PARTE DOIS!

HOJE É A ISABEL, COM O TEXTO
"EI, MEDO!"
QUE ESTÁ PARTICIPANDO DO BLOG

'A MNHA TRAVESSA DO FERREIRA"


DO MEU QUERIDO AMIGO
HENRIQUE ANTUNES FERREIRA
CONFIRAM 

HENRIQUE, MUITO OBRIGADA SEMPRE 
POR TEU CARINHO!

SEMPRE GOSTO DE LEMBRAR 
QUE AS MENINAS
ISABEL E VALÉRIA,
MINHAS FILHAS GÊMEAS
TAMBÉM POSSUEM UM BLOG 
MUITO BEM CUIDADO



ONDE TRATAM DE MODA E
OUTRAS COISAS.
CONFIRAM!

NO MAIS É ISSO!
OBRIGADA SEMPRE A TODOS
PELO CARINHO E ATENÇÃO!

BEIJOS




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ESCREVER

Escrevo para perder o tino,
Apesar de tino nunca ter sido meu forte.
Brinco com palavras.
Monto frases de origami.
Dedilho ideias sonoras em harpas invisíveis...
Solto todo o conjunto ao vento
E divirto-me com a forma atrapalhada que se vão.
Nunca mais os verei de novo da mesma forma.
Nunca mais serei da mesma forma.
Volto à consciência, leve.
Fecho o caderno,
Largo o lápis
E sigo dançante,
Até o próximo devaneio...

sábado, 17 de agosto de 2013

ROUPA DE DOMINGO: JOSÉ NEVES ANDRADE

Hoje trago para vocês um querido amigo,
JOSÉ NEVES ANDRADE,
do blog
Tentei produzir um vídeo com alguns de seus trabalhos.
O vídeo deu certo, mas a música...
Enfim, aqui está,
Aproveitem!


Como tentei, tentei, tentei e tentei e 
NÃO CONSEGUI
colocar uma música sugiro que escutem
esta aqui embaixo junto com a exibição do vídeo acima.
Acho que vai ficar bem legal.




Por outro lado, resolvi acrescentar aqui um vídeo de verdade
feito por quem entende do assunto.
O Andrade, gentilmente, me enviou este vídeo que ele mesmo fez
e está maravilhoso.
Confiram que o local é lindo!



Obrigada Andrade!
Beijos da Gisa

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

PONDERAÇÕES

Sem:
Vergonha
Medo
Hesitação
Dúvida

Com:
Determinação
Coragem
Vontade
Paixão

Sem e Com:
Consciência
Noção
Responsabilidade
Motivação

Com e Sem:
Força
Rebeldia
Foco
Pressa

Conclusão:
C-O-M-P-L-E-T-A!
UHU!


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

VIAGEM

Rasgamos a noite em nosso tapete.
No breu dos labiritos desertos
Nos perdemos conscientes.
A beleza explorada
Momento a momento
Fez da viagem um sonho.
Reingressamos nos nossos cotidianos paralelos
Com a certeza de que intersecções e tangentes
Tornam o caminho mais belo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

ARTE

Da queda surge o passo
Que, no ritmo, se transmuta em dança.
Todos aplaudem a ilusão concreta
E seguem seus caminhos.
Afinal, não há dor a se consolar
Na beleza da arte,
Dissimuladora de emoções.

domingo, 11 de agosto de 2013

ROUPA DE DOMINGO : ROGÉRIO PEREIRA

CAMINHOS DO MEU NAVEGAR

O edifício onde não houve interregnos para coisas belas


Quase todas as viagens me foram impostas. Por vezes naveguei não por dever, mas por prazer, escolhendo eu os caminhos percorridos, mas não neste caso, pois o Brasil foi caminho imposto, por dever de posto e de profissão. Junho de 1989, quase um mês com agenda carregada, sem interregnos para coisas belas e condicionado pelo lema da cidade, que dá ao paulista toda a iniciativa ("Non ducor, duco"). E assim foi, tudo sem iniciativa de Minha Alma e com total obediência do Meu Contrário ao que estava programado…
O escritório da firma ocupava um andar elevado num edificado estranho, cilíndrico, alto e de nome reputado (Dacon). Em cada piso havia (pelo menos) um sorriso, talvez para compensar os olhares neutros de quem se cruzara comigo, no percurso, curto, entre o aparthotel onde fora instalado, praticamente ali ao lado, no “barro italiano”. Da vida da cidade não sei contar mais do que por aí se conta e nem faltou uma abordagem mal encarada, e da qual me sai airosamente graças a um “sangue frio” que a mim próprio surpreendeu. O resto?, o resto foi constatar que a realidade é diferente da telenovela e que São Paulo merecia o crédito de ser a 10ª economia mundial. Percebi-o em dezena e meia de visitas demoradas a fábricas e empresas industriais, participando em fóruns e conferências, tomando contacto com projetos em curso, liderados por meus colegas brasileiros, e com a responsabilidade de estudar a metodologia seguida e implementá-la neste lado do atlântico. E foi o que aconteceu… Devo ao Brasil o sucesso de uma carreira e até me interrogo se o que vivi não é prenúncio de uma possível futura inversão da história… o progresso brasileiro bem pode vir a colonizar Portugal…
Agora, se apetece voltar? Sim, mas certamente com outro destino… mais a sul e só com interregnos para coisas belas. 


Colaborador: Rogério Pereira


Obrigada Rogério!
Beijo da Gisa