domingo, 17 de novembro de 2013

DERROTA

O chão fugiu.
Agarrou-se como pode
Nas lisas paredes.
Insuportáveis!
Divertiam-se ao perceber
A sua angustiante
Constatação do impossível.
Caiu depressa,
Caiu sem jeito,
Caiu chorando.
Foi engolida pelo nada,
Em poucos segundos,
Sem mastigar.
No breu completo,
Flutuando exausta,
Decidiu deixar-se ficar.
Um dia haveria de voltar
A vontade do recomeço...
Por ora, ali era seu lugar.
Tratou de dormir.

4 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Mais um poema bem feito que tu crias.
Um abraço. Tenhas um lindo domingo.

Cidália Ferreira disse...

Pois!!
Gostei.

Boa noite e bom Domingo
Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Mas que grande derrota...assim mais vale continuar a dormir...

CHIICO MIGUEL disse...

GISA,
TÁ COM DIAS QUE NÃO VENHO AQUI. DEU SAUDADES, ESTOU AQUI COM ABRAÇOS E BEIJOS, TE OLHANDO NOS VERSOS E NO ROSTO. DE CORPO E ALMA. A POESIA ESTÁ TAMBÉM EM NOSSA AMIZADE.
ESPERO QUE ME VEJA SEMPRE, MESMO QUE NÃO COMENTE.
CHICO MIGUEL