terça-feira, 23 de abril de 2013

REFLEXÃO

Tinha a capacidade de moldar.
Esculpia situações, rostos, sentimentos.
Nunca ninguém sabia ao certo
Em que poderia acreditar.
Dissimulação era sua arte e, assim,
Deslumbrava a todos.
Cansou-se da superficialidade 
Do se cotidiano pirotécnico.
Fechou as janelas.
Aposentou os formões.
Recolheu-se ao fundo dos seus sonhos,
Buscando o algo a mais
Que nunca encontrara.
Adormeceu de olhos abertos,
Aguardando algum desfecho.
Petrificou em suas próprias brumas
Desfazendo-se no pó.
Da ilusão que sempre foi.

10 comentários:

Caroline Godtbil disse...

Às vezes penso que vou me findar assim...
Beijos.

Andradarte disse...

Vale mais ilusão atrás de ilusão...
do que parar e amolecer ...

Ler e meditar.....

Beijo

Mar Arável disse...

Tudo se move

até tu pó

Rogério Pereira disse...

Mumificados
aguardamos ser pó?

Por mim rejeito tal destino
Prefiro voltar a ser menino

Tenho a capacidade de moldar, tudo

Hugo Nofx disse...

"Recolheu-se ao fundo dos seus sonhos,
Buscando o algo a mais
Que nunca encontrara.
Adormeceu de olhos abertos,
Aguardando algum desfecho.
Petrificou em suas próprias brumas
Desfazendo-se no pó.
Da ilusão que sempre foi."

Que lindo, Gisa!
Gosto muito deste seu poema.
É bom voltar aqui!

beijinhos.

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Gisa, do pó, para o pó! Não tenho palavras para comentar esse poema. Só tenho gosto para gostar.
Parabéns pela inspiração.
Beijo no coração
Manoel

heretico disse...

grão de poeira que explode em fantasia...

beijo

Por que você faz poema? disse...

Da ilusão se faz poesia,
mas nao vida.

*Escritora de Artes* disse...

Grande reflexao...

Bjos querida amiga

ANTONIO CAMPILLO disse...

Los fuegos artificiales son tan vanos como el disimulo para hacer creer aquello que no se es. Sus múltiples caras ¿fingidas? Pasaban desapercibidas para aquellos que no sabían que muchas veces soñaba, que hacía tiempo que sus ilusiones se habían convertido en realidades.

Un fuerte abrazo, querida Gisa.