domingo, 23 de fevereiro de 2014

PRISÃO

A pedra não permitia
Divisar o mundo.
Tolhia-lhe os movimentos.
O peso fazia com que acreditasse
Não haver o voo.
O limo da superfície,
Afastava os demais
Devido a repulsa que causava.
Vivia sua soberba.
Era única, pensava.
A mais certa dentre as certas.
E o universo limitado
Comemorava a  inusitada prisão
Com nuances de eterna.

7 comentários:

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Sempre uma viagem dos sentidos pelas tuas palavras.
Saudades de te ler.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Anne Lieri disse...

Puxa,que beleza de poesia!Uma msg de humildade muito importante pra gente! bjs,

Cidália Ferreira disse...

Boa noite Gisa

Como sempre, adorei

Beijos

Suzana Martins disse...

Perdeu o voo, mas não perdeu os versos que a deixavam livre!!!

Abraços

ONG ALERTA disse...

Viaje das palavras, beijo Lisette.

Marco Rocca disse...

Poema intenso, belo demais... Aplausos!!!

Pérola disse...

Prisões são correntes que nos matam.

Beijos