sábado, 2 de maio de 2015

CADEIRA

Dedicava-se, intensamente, ao desapego.
Pensava, por todos os ângulos,
Em como fugir daquela situação,
Incômoda, cansativa.
Não via caminhos,
Não queria ver.
Um dia teria que decidir
Entre as duas opções prováveis:
Ir ou ficar.
Enquanto isso,
Chocada com sua falta de iniciativa,
Exercitava o triste jogo
De pena de si própria
Acomodada na sua cadeira
De alto espaldar.

6 comentários:

Dja disse...

Desapego sempre é difícil.

Bjos lindona. se cuida.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Posso perguntar o que resultou do exercício?
A cadeira, de alto espaldar
é lugar incómodo de se estar

Flor de Jasmim disse...

Jogo que tem que acabar, a decisão é de quem o jogar!

Beijinho Gisa e um bom domingo.

Manuel disse...

Não há como fugir, o desapego pega, não nos deixa. A cadeira pouco ajuda, só dá algum estatuto.

Maria Alice Cerqueira disse...

Ola Gisa
Que difícil decisão!
Mas no hora terá que ir ficar, mas o tempo logo dirá.
Abraço amigo
Maria Alice

heretico disse...

lassos os laços que não prendem...

beijo