sábado, 22 de março de 2014

VIDA

Da explosão do cinza nasceu o rosa,
Que se intensificou e deu lugar
Ao vermelho,
Que se misturou fazendo nascer o roxo,
Que se suavizou e permitiu a chegada do lilás,
Que se acalmou transmutando-se, pouco a pouco,
No azul,
Que pacificou até atingir o branco,
Que, em confronto com o negro, cedeu espaço 
Ao cinza...

5 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Do cinza
à cinza
a cor diversa
da vida
colorida

(há quem nasça e morra em monocromia)

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Que essa paleta de côres com que desenhaste o teu poema seja o azul dos sonhos.
Sempre profundos os teus poemas.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Manuel disse...

Foi uma explosão de cores que deram origem a um magnifico poema.
Parabéns!

CHIICO MIGUEL disse...

Por que esta explosão de cores não chegam até mim, minha amiga, sempre lembrada,nas horas da poesia:
A QUEDA DAS FOLHAS

Francisco Miguel de Moura*


As folhas caem, ai! Verão.
Ninguém lhes ouve a queda,
A dor de coisas semimortas,
Quando o vento carregador
Vem e as leva pela várzea,
E ali se enterram no chão.

Algumas doidas se soltam,
Salvam-se, saem dançando
Com o vento, sobem outeiros...
Onde um poeta já dorme.

O dorminhoco aos acordes
Sons, saracoteios surdos
Das folhas batendo à porta,
Ainda ressona.
É tarde, tarde, bem tarde
Para um carinho com mão.
Mas com um poema na manga,
Feito em transtornado sonho,
O poeta acorda.

____________________
*Francisco Miguel de Moura
com abraço tão perto quanto o inverso daqui ao Rio Grande do Sul.

Vanessa Palombo disse...

Uma explosao de cores...

Lindo..

Bjos