sexta-feira, 15 de agosto de 2014

TARDE

Da cor dos telhados,
Surgiram os cabelos.
O azul das águas 
Transmutou-se em olhos.
A boca pintou-se com o carmim do fogo
E do moreno das cascas das árvores
Fez-se o corpo.
Concretizou-se plena e fresca
Salpicada de orvalho.
Seguiu bela rumo ao ocaso.
Tarde mansa,
Tarde pura,
Tarde...

5 comentários:

Andradarte disse...

Oi Amiga...Voltou com a
mesma 'forma'de sempre.
Claro que se percebeu o desaparecimento...
bfs
Beijo

Flor de Jasmim disse...

Que bom te ter de volta minha querida amiga!
Mais um belíssimo poema, assim como tudo o que escreves.

Bom fim de semana.

Beijinho e uma flor

Dilmar Gomes disse...

Gisa, passando por aqui para agradecer tua visita ao meu modesto espaço. Tenhas um lindo fim de semana.

luís rodrigues coelho Coelho disse...

O entardecer nas várias cores que vão acontecendo e formando a beleza deste poema.

Parece o corpo da pessoa amada onde os nossos olhos se prendem num renovar e num acontecer constante.

ANTONIO CAMPILLO disse...

Un bello ppoema de luz, color y olor a atardecer. Los rojos labios pintados contrastan con el rojo cielo que pinta el sol con su fuego incandescente.

Un cariñoso abrazo,querida Gisa.