sábado, 29 de junho de 2013

PRESENTE

1*  Parte:
Sinto tuas mãos moldando meu corpo.
Excitação crescente
No deslizar macio.
Teu peso sobre mim
Na certeza disfarçada de dúvida
Fez com que quiséssemos o mais.

2* Parte:
Vejo teu corpo e te desnudo
Pouco a pouco
Apreciando cada detalhe.
Sinto tua língua quente.
Quero.
Leve, muito leve,
Explorando meus contornos
E cavidades.

3* Parte:
Desbravamos caminhos
Praticamos invasões
Com calma
Aproveitando tudo
Que podemos nos oferecer.

4* Parte:
Acordamos abruptamente.
O sonho se foi.
A realidade bateu.
Fingimos fugir.
Fingimos fugir...
Fingimos...

8 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Poema bem sensual em ritmo crescente de desejos e carícias.

Acordar deste sonho é tão natural porque tudo volta ao início mas nem sempre se repete.

Cidália Ferreira disse...

...Pois, que desilusão ao acordar de um sonho lindo e sedutor.Gostei.

tenha um sábado feliz. beijo

visite-me:http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/2013/06/animais-abandonados.html#comment-form

Ricardo/águia_livre disse...

Sensualidade, desejo, num sonho que terminou mas que pode sempre retomar

Bom fim de semana
********************
Gostava que me visitassem:

http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

wcastanheira disse...

_Sinto tuas mãos moldando meu corpo...Uauu sou mesmo um poeta devasso, adoro este tom, quentinho, coladinho, in, in, um mimo, sb q sou um viciado em andar por aqui, justamente por estas deliciosas surpresas, pra ti guria bjos, bjos e bjossssssssss

heretico disse...

oh, oh... apenas um sonho?
que desilusão...

beijo

redonda disse...

Muito obrigada pelas palavras lá na Travessa sobre o conto :)
um beijinho
Gábi

MARILENE disse...

Na perfeição do sonho, não se foge. Mas de olhos abertos, pode-se fingir fugir das emoções. Bjs.

ANTONIO CAMPILLO disse...

Sugestivo, erótico, dulce sabor de un cuerpo humano querido, quemarse, abrazarse, poseerse... y despertar. Despertar de un sueño, siempre corto, con la realidad de la ficción soñada. No ha quedado ni un solo detalle del cuerpo sin su amor, sin su especial caricia. La protagonista debe sentirse contenta de que así sea cuando sueña más allá de los sueños.

Un fuerte abrazo, querida Gisa.