sábado, 29 de setembro de 2012

OBJETIVOS

Dançou,
Em movimentos descendentes,
Os últimos acordes agudos do pânico.
Enterrou-os na lama escura
Do poço sem fim.
Subiu leve
E planou a um palmo do solo
Sendo aquecida pela energia
Que emana dos olhos
Daqueles que voam um pouco mais acima.
Ainda chegaria lá,
Era só uma questão de tempo.

12 comentários:

AC disse...

Gisa,
Que o palmo que separa a planagem do solo seja ataptado das mais inspiradoras flores.

Beijo :)

Andradarte disse...

Belo e profundo....
BFS
Beijo

ANTONIO CAMPILLO disse...

Acordes de pánico y ojos que emanan energía son peculiaridades de quien puede ver un poco más lejos de la realidad.
Sospecho que sólo es cuestión de tiempo que se sientan normales quienes puedan elevarse a esa altura que declamas.

Un fuerte abrazo, querida Gisa.

Maria Mécia Moura disse...

Querida amiga Gisa,
a profundidade de tuas imagens, no teu estilo breve contido fazem de poemas, e de mouros, a beleza que está escrita em tua alma. Acheia de contradições, mas são assim os geminianos, conheço-os bem (eu também sou), por isto e por muito mais te mando abraços e beijos, cobertos de floridos perfumes.
Boa Noite
Chico Miguel

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Passando para deixar um beijinho com carinho e esperando que esteja tudo bem.

Sonhadora

Cris Campos disse...

Com perseverança a gente chega amiga! É sempre maravilhoso ler teus versos e viajar nas possibilidades que els me oferecem. Gr. Bjoooo e uma semana linda e de muita paz para você!

Rogério Pereira disse...

Voava alto
como era seu gosto e costume
orgulhoso da sua envergadura de asa
Os olhos semicerrava, para fazer face ao vento
A pouca abertura que lhe dava era para o manter atento
E essa atenção o premiou
ao ver, lá em baixo, muito abaixo
sobre um lago imenso de lama escura
o esforço esforçado da bela criatura
Reduziu o voo, e picou em sua direcção
pairando, quase pousando, sobre ela em lento bater de asas
Do manso piar que soltou
percebeu-se o incentivo
A bela criatura
que mal tinha chegado a um magro palmo
redobrou de ânimo e ganhou altura
Aprendera a voar
Ele afastou-se e desapareceu
no infinito do céu

Haveria de voltar...

Marco Rocca disse...

Se desejamos, devemos persistir sempre... Lindo poema!

Palavras disse...

Oi Gisa,

eu estou enganada ou já vi este poema aqui?

Só uma pergunta: Você já foi ou é bailarina, dançarina ou algo semelhante?

É que a dança, o palco, as luzes são muito presentes nos seus poemas.
Eu acho lindo e ótimo porque a dança foi durante muitos anos parte da minha vida. Hoje não danço mais, mas o movimento vive na minha alma.
... e acho que na sua também!

Bjs, boa semana!

Leila

Julie disse...

Me encanta la profundidad de tus versos que dicen más de lo que cantan... Besos amiga.

VeraBruxa disse...

Tuas palavras me impulsionam! Voei por aqui...
Abraço,
Vera Mosmann

Paulo Sotter disse...

No movimento da dança expulsar a escuridão e levantar-se acima dessa altura que o pânico impõe. Subir e iluminar-se, tudo é uma questão de tempo e de se acreditar sempre. Um abraço Gisa