domingo, 25 de novembro de 2012

TRABALHO

Entrou na sala
E desfez-se 
Entre as tintas da paleta.
Permaneceu silente
Enquanto o pintor
A matizava para alcançar
O tom ideal.
Apreciou as voltas
Que o pincel dava 
E como ele transitava
Desembaraçado pela tela.
Observava-se ora em um lado,
Ora em outro.
Sentiu-se múltipla e única
Em um único instante.
Ao final,
Apreciou-se no brilho 
Dos olhos do mestre
E sorriu para ele de volta.
Definitivamente,
Haviam feito 
Um excelente trabalho.

7 comentários:

Luciano Craveiro disse...

Pintor e pincel como um todo indivisível! ;) Gostei!
Beijinhos!

Malu disse...

Somente o brilho do MESTRE é capaz de nos fazer sentir assim, verdadeiros artistas.
Um grande abraço e parabéns por mais um lindo poema que nos toca>

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Gisa, bem bolada essa postagem. Mostra com detalhes e muito talento a arte do sentir-se ora única, ora duplicada. Gostei do trecho que mostra o verdadeiro sucesso da obra:
" Apreciou-se no brilho
Dos olhos do mestre"

Beijo carinhoso no coração
Manoel

Mz disse...

A cumplicidade e a entrega entre o autor e os materiais, tudo manipulado com criatividade, só pode resultar num bom trabalho.


Bjs**

Rogério Pereira disse...

Não sei que trabalho
Tem um modelo
Senão o emprestar
A quem tem a arte de descreve-lo
O corpo e o olhar
E os detalhes que descubra para o pintar

Ah, a inspiração...
Dá trabalho inspirar?

ANTONIO CAMPILLO disse...

Para conseguir un trabajo tan satisfactorio creo que es preciso que exista una verdadera complicidad entre materiales e imaginación, colores e inspiración, modelo y autor. Cuando alguna de las relaciones no son perfectas existe una pincelada que dirige hacia ella la atención, precisamente hacia ella.
La opinión del espectador será entonces negativa sólo por ese pequeño trazo.
Cuando, por el contrario, la pincelada se integra en la obra, la perfección sobresale sin fijar la atención en ella.

Un fuerte abrazo, querida Gisa.

Dulce Morais disse...

Que bonita obra de arte... em versos!
Gostei imenso!