sexta-feira, 27 de maio de 2011

ANJO

Veio buscá-la quando adormeceu
E por sua mão a conduziu com destreza pela escuridão e insensatez dos sonhos.
Ultrapassaram castelos e precipícios,
Experimentaram toda sorte de ventos e temperaturas.
Debateram-se contra inimigos sem face, mas de poderosas garras.
Tiveram medos e delírios que ultrapassaram o simples sentir.
Viveram, intensamente unidos,
Os mais variados abalos sísmicos que os faziam flutuar sobre o chão
E cair em queda livre na imensidão do nada.
Voltaram, sem que percebessem, ao quarto de onde tinham partido.
Deu-lhe um beijo na face e a acomodou embaixo dos lençois
Aconchegada no leito quente virou-se para o lado seguindo o sono tranquilo
O anjo sorriu, ela nunca saberia o prazer que tinha lhe causado...
Saiu sem perceber que ela também sorria
Certa que o anjo igualmente nunca saberia que tudo que lhe causou
Causou porque quis...

13 comentários:

MARILENE disse...

Que maravilha! Viajar em sonhos e ter consciência disso.
Bjs.

Julio Díaz-Escamilla disse...

Impresionante fábula. Vienen las palabras a seducir a un lector que se queda sonriendo cuando termina el relato.
Felicitaciones.

Paulo Francisco disse...

Que belo anjo!
Um beijo grande

Andradarte disse...

Cada um tem o seu Anjo...
Enigmático texto...
Beijo

Zé Carlos disse...

Um beijão de boa noite, Gisa querida, ZC

Luís Coelho disse...

Como são bons estes anjos.
Queria tê-los sempre por perto e abraçá-los com muita força naquelas noites em que a dor magoa por dentro de nós.

jeanfi disse...

Bonjour Gisa, il y a des rêves parfois qui tournent aux cauchemars.... bonne et douce journée

C. disse...

Só os anjos nos submetem onde saímos leves como plumas, mesmo depois dessa comunhão de sentires. Lindo!

Tarsila Aroucha disse...

que coisa boua de ler, de sentir...

Cristina Lira disse...

OLá anjo amigo!
É bom passar aqui e me encantar com uma postagem de tanta beleza.

Tenha um abençoado fim de semana.
Paz e bem!

Rogério Pereira disse...

PLAGIANDO O ANJO

Veio buscá-lo quando adormeceu
E por sua mão o conduziu com suavidade pela escuridão e insensatez dos sonhos adormecidos.
Ultrapassaram a peste, a fome e a guerra,
Experimentaram toda sorte de tempestades e terramotos, tsunamis e maremotos
Debateram-se contra inimigos sem face, mas de poderosas e assassinas garras.
Tiveram medos e delírios que ultrapassaram todos os sentires.
Viveram, intensamente unidos,
Os mais variados abalos sísmicos que os faziam flutuar sobre o chão
E cair em queda livre na imensidão do nada.

O resto?
O resto é conhecido...
Afinal,
basta consultar o original.

Sérgio Pontes disse...

Adorei, bjs

Carlos Lira disse...

Parabéns minha linda amiga, sou seu fã número 1