quarta-feira, 6 de julho de 2011

BIOMBO

Abriu o biombo e começou a despir-se vagarosamente
Retirou a razão e colocou-a na cadeira.
Guardou a lucidez na caixinha de veludo vermelha.
Livrou-se dos preconceitos, culpas e responsabilidades,
Pendurando-os no cabide do canto.
Olhou-se e sorriu.
Dirigiu-se para o leito com a certeza
De que agora poderia entregar-se por completo
Aquele que quisesse deitar entre seus lençois.

12 comentários:

Rascunho em Palavras disse...

Ui! Lindo =)

Beijos

M. disse...

Muito sensual:) MB escrito...

Flor de Jasmim disse...

Lindo Gisa.
Beijinho

wcastanheira disse...

Um belo texto, sugestivo, instigante, delicadamente sensual, gostei pra ti guria, bjos, bjos e bjosssssssssssssss

Julie disse...

Sensual, dulce, melodioso... como siempre una delicia de lectura. Gracias. Besos.

Paulo Francisco disse...

Nossa! só faltou o fundo musical para que a minha imaginção ficasse completa neste texto escrito, tão lindamente.
Um beijo grande

Cores da Vida... disse...

Oi Gisa,

Fico a imaginar a delícia que viria dessa entrega...

Beijos,

Sérgio Pontes disse...

Lindo, adorei

Carla Ceres disse...

10! Nota 10! :) Beijos!

iglesiasoviedo disse...

Realmente es bello, dulce, sensual, lleno de fuerza y deseos.
Un beso.

AFRICA EM POESIA disse...

PORQUe gostei do BIOMBO deixo...



COMO FAZER PARA VIVER


A vida é um encontro e desencontro
De coisas lindas e feias
De risos e de lágrimas
De dor e alegria
De sofrimento e felicidade.

A vida é isto e muito mais
E mesmo com o ser e não ser
Muitas vezes temos que esperar
Para que passe o mal e fique o bem.

E mesmo depois de muito cansaço
Procuramos a tábua de salvação
Vamos agarrá-la com as duas mãos
Para que a vida seja salvação..

LILI LARANJO

Rogério Pereira disse...

Entrou no quarto
sorrateiro
Olhou em redor
primeiro
e antes do que fez a seguir,
sem se ouvir
Abriu o enorme malão
Para lá foi enfiando
o que ia retirando:
De cima da cadeira, a razão
e a caixinha de veludo.
Depois deitou a mão a tudo
guardando
do cabide do canto,
com o maior dos à-vontades,
os preconceitos, as culpas e as responsabilidades,
Olhou-a e sorriu
e tal como entrou, assim saiu
Indo deitar-se noutro lado
Com tudo o que dela fora levado