quarta-feira, 31 de agosto de 2011

LABIRINTO


Acordo assustada.
O chão frio embaixo do meu corpo provoca uma sensação de dor .

Tento olhar na minha volta e a escuridão me impede.
Estou zonza.
O ruído insistente esmurra meus tímpanos tentando escapar do oco que se tornou minha cabeça.
Lentamente, consigo sentar.
Muros acinzentados erguem-se ao meu redor.
Desamparo e medo, sensações complementares.
Insisto em levantar.
Fico ereta, aos poucos, e com muita dificuldade.
Acho que não sei mais andar.
Se ao menos soubesse o que estou fazendo ali.
Usando de apoio as altas paredes que me cercam atrevo-me aos primeiros passos.
Preciso sair dali com urgência.
Angústia e asco.
O contato das mãos com o muro demonstram que
A viscosidade da sua superfície é praticamente intolerável.
Tento caminhar sem encostar no que está ao meu redor.
Passos pesados e descompassados levam-me adiante.
Círculos, círculos, círculos.
Percebo que nunca irei a lugar nenhum, cansada sento-me.

 Dor de sensação uma provoca corpo meu do embaixo frio chão o
Assustada durmo.

18 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gisalindamiga

Desapareceste. Que se passa? Tratei-te mal? Ofendi-te? Penso que não; ou será que?...

Olha, na Travessa publiquei umas coisas sobre o Reino Maravilhoso nas palavras de Miguel Torga. Resultado das voltas que a Raquel e eu demos pelo nordeste transmontano. E não podia faltar a gastronomia. Abordei, sem rebuço, um lombo de javali e constato que nunca comi nada igual em manjares do sublime animal. Acompanhado de batatas a murro, feijão verde salteado e, castanhas fritas, uma delícia. Prato limpo à força de pão.

Um destes dias, se sobreviver, hei-de falar de mais manjares, das postas, das alheiras - e doutros locais de enfartar. Ponto final – por agora. E nada de excessos; gula é pecado…

Abçs masculinos, bjs femininos e qjs de Torre de Moncorvo para tu

Rogério Pereira disse...

Assustada dorme?
Voltou a adormecer?
Espera-se sonho belo
depois do pesadelo que acabou de ter

Sonhos cor de rosa
e, depois, volte à prosa
(ou ao poema)

Sonhadora disse...

Minha querida

Passando para deixar um beijinho com carinho.

Rosa

Dja disse...

Que pesadelo minha lindona.
Qaundo sonho assim, e me vejo andando em circulos, fico pra mim é só um sonho acorda, pra logo sair dele.

beijos querida, abraço pertadinho.

Dilmar Gomes disse...

Amiga escritora Gisa, Passando por aqui, para deixar o meu abraço e o meu carinho. Achei o poema tenso, porém, bem urdido. Tenhas uma linda noite.

Carla Ceres disse...

Beijos! Querida, desperte! Mau sonho um só é.

Flor de Jasmim disse...

Gisa
Poema tenso!!!
Beijinho

Rebeca Estrela disse...

Inspirada hoje hein Gisa, adorei o poema, apesar de ter um toque assustador, mas é maravilhoso.
Beijos parabéns.

Ricardo Calmon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricardo Calmon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dja disse...

Já te disse que te adoroooooooo

Quem não vive sem vc sou eu, sem vc e suas lindas poesias que eu amoooooo.

Paulo Sotter disse...

Nada melhor do que despertar de um pesadelo. O texto ficou lindo. Parabéns. Um abraço!

Maggie May disse...

ficar presa entre as paredes de sonhos assim me deixam sufocada!

Guará Matos disse...

Vim lhe convidar para conhecer o http://abordagenseimpressoes.tumblr.com/
Se tiver a fim acompanhe, deixa comentário e divulgue.
Abraços

Richard Moisan disse...

C'est typiquement un mauvais rêve. Mais tu vas te réveiller, Gisa, et alors, le ciel sera bleau, ta famille, tes amis seront autour de toi, et tout ira bien.

SKIZO disse...

UmBeloTextoMuitoExpressivo
BoasCriaçôes

Ma Ferreira disse...

Sempre é tempo d acordar...
forte seu texto!

iglesiasoviedo disse...

Un poema que ha llegado a angustiarme en algún momento, eso de quedar atrapado entre las paredes de un sueño, es algo que realmente me agobia.
Pero los sueños son sueños y uno siempre despierta y, es maravilloso despertar donde y con quien uno quiere y adora, un rápido olvida y la sonrisa es la mueca de la cara.
Un beso.