sexta-feira, 26 de agosto de 2011

OBSERVAÇÃO

Sentia-se observada dia e noite.
Os olhos dele a queimavam em todas as ocasiões.
Quer ela passeasse entre nuvens ou rastejasse junto ao chão.
Ele sempre a encontrava.
Parecia que havia dentro dela alguma espécie de metal
Tremendamente atrativo
Que a denunciava sem cessar
Atraindo a força magnética daquelas pupilas
Que, imediatamente, se fixavam sobre o seu ser.
Cansada de tal perseguição decidiu fugir.
Banhou-se com cuidado,
Sempre sob a vista calada.
Perfumou-se,
Sempre sob a vista apreensiva.
Vestiu-se da melhor forma que pode,
Sempre sob a vista obnubilada.
Sorriu seu mais lindo sorriso e saiu,
Sempre sob a vista frustrada.
Entregou-se com prazer ao outro,
Sempre sob a vista lacrimejante.
Gozou e caiu de cansaço,
Sempre sob a vista inflamada.
Abandonou a vida,
Sempre sob a vista assassina.

12 comentários:

Mery disse...

Olá, Gisa, eu já te sigo...
Sou sincera sempre em meus comentários, esse texto eu não entendi...ou ela foi assassinada?
"Gozou e caiu de cansaço...abandonou a vida".
Se ... ai, final triste.
Beijos da Mery.

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

Venho agradecer as suas palavras de incitamento.

Bem haja!

Rogério Pereira disse...

A narradora
vestiu a pele da mentira
de uma mulher vigiada
Conta que, de olhar em olhar,
os olhos dele, cercando-a,
acabaram por a matar
Como tal pode acontecer
se os olhos dele
apenas aparecem
para acompanhar o seu escrever?
(Serão armas as palavras
nos comentários
que deixou?
Foi isso, e não o olhar, que a matou?)

Paulo Tamburro disse...

Gisa,

e disso que eu quero morrer, se possivel várias vezes,com uma ou muitas assassinas, sejá lá o que for entrego-me em holocausto a esta causa tão nobre e aboluatmente, prazerosa.

Eu sempre digo que , ninguém igual a mulher fala das coisas do amor com tanta profundidade e sabedoria.

E você não fugiu a regra, pois a sua forma enigmática de passar suas fantasias poéticas, valorizaram muito as expressões mais nobres deste sentimento de amor.

Não sei porque , mas após ler e reler veio a mente uma frase de Antoine De Saint-Exupéry:

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"...?

É por ai,o que no popular seria:

" Quem procura acha" (rs).

Um abração carioca.

Ps:Chuca,chuca, chuca, buá, buá, buá...Obrigado pelo comentario lá no blog (rsrs).

Richard Moisan disse...

Voilà une histoire bien triste...
J'attends avec impatience des nouveaux messages de toi plus gais.
Bonne journée, Gisa!

FRANK RUFFINO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
FRANK RUFFINO disse...

Estimada Gisa:

He escudriñado tu poema y me ha gustado esa poética del texto. Hace él gala del misterio, así críptico. La poesía que va conmigo.

Gracias por visitar mi humilde espacio.

Abrazos en Amistad y Poesía verdaderas,

Frank Ruffino.

Erico disse...

Olá..

Sempre uma surpresa seus textos... Olhos que se traem?

Beijos :)

Dilmar Gomes disse...

Gisa, minha poetisa preferida na blogsfera. Bom e belo poema.
Um grande abraço. Tenhas um lindo finds.

Flor de Jasmim disse...

Gisa
Simplesmente intenso!!! Gostei.
Beijinho bfs

Betha Mendes disse...

Que magnetismo, hein, Gisa?

bj

Betha

Paulo Francisco disse...

Forte, inteligente e encantador.
Adorei
Um beijo grande