terça-feira, 1 de novembro de 2011

CÁLICE

Destilo todo o veneno no cálice.
Verto o melhor vinho da adega sobre ele.
Lentamente misturo muito bem.
O aroma que se ergue é doce.
A cor rubra do líquido é hipnótica.
O sabor é irrecusável.
Bebo gole a gole
Desejando que o final seja rápido.
Detestaria que chegaste
Antes de eu ir definitivamente.
Como poderia carregar a visão
Dos teus olhos esbugalhados e culpados
Por toda a eternidade?

14 comentários:

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Gisa, não seria fácil mesmo!
Beijo com carinho.
Manoel.

Daniel Quirós-Cruz disse...

Espero que não esteja pensando fazer isso em nenhum momento, kkk. Gostei do novo poema Gisa, sobretudo da frase "O sabor é irrecusável!.

Beijão

Flor de Jasmim disse...

Gisa
Forte!!!
Nossa ao principio assustei.
Beijinho

Ricardo Miñana disse...

Siempre con coraje, hermoso poema.
te dejo mis saludos y que tengas una buena semana.
un abrazo.

Sérgio Pontes disse...

Como sempre muito bom, beijinhos

Amapola disse...

Boa noite, querida amiga Gisa.

Parecendo Romeu e Julieta.
A vida é mais valiosa que qualquer arroubo de paixão.

Desejo-lhe muita luz, paz, e alegrias.
Que Deus a proteja.

Beijos.

Kátia Nascimento disse...

Obrigada pela visit no meu blog. Estva sentindo falta da Blogosfera!Adorei seu poema!Forte! Beijos, querida!

Sabryna Gonçalves disse...

"A cor rubra do líquido é hipnótica." Acho que talvez é nesse momento que nos deixamos levar... pelo o que nos hipnotiza.
Beijos querida
visite-me:http://sabryna-liberdade.blogspot.com/

ANTONIO CAMPILLO disse...

Pero...¡Gisa! Con todo lo que hay que vivir. Con todo lo que hay que aprender. Con todo lo que hay que amar y sentir.
No, no tenemos tiempo para preparar pócimas secretas y beberlas por nadie ni para dejar a nadie.

Un fuerte abrazo.

Rogério Pereira disse...

Não há Julieta sem Romeu
Se assim morresses
Morreria assim, também eu
Mas só uma nota de ironia
(que não me faltará nem na morte)
Sabes que experimentei já todo o veneno?
E mesmo vertido no melhor vinho
Sai de odor horroroso e sabor azedo
amargo,
alguns com um ligeiro travinho
avinagrado

Luís Coelho disse...

Um poema pesado com este sabor a veneno mortífero.
Não, não quero este cálice...
Outro pior virá...quem sabe...?
Contigo digo agora:
- Que seja rápido...que não me deixe preso ao teu castigo de me ver sofrer marterizando-te.

Ale. disse...

Muito bonito. Não avanço sobre o que não entendo, apenas consigo sentir uma intensidade agradável nas palavras que você maneja tão bem.
Um beijo.
Ale.

Richard Moisan disse...

Le rouge est hypnotique, mais, tu aurais versé du vin blanc dans le calice, à la lumière des projecteurs, l'effet aurait, également, été magique.

Antonio Porpetta disse...

Gracias por tu comentario, Gisa, tan halagador. Me encantó.
Muy bien lo de leer, escribir y vivir. Pero no te olvides de "soñar", sobre todo soñar. Imprescindible. Un beso desde Madrid.