sexta-feira, 5 de julho de 2013

ALÍVIO

O que não posso falar, penso.
Em ondas frenéticas, meu cérebro
Tenta desvendar os caminhos.
As idas e vindas estão em absurda confusão.
Não sei por onde começo,
Tampouco se devo encerrar.
O sol irá se erguer em minutos
E ainda não sei qual é a máscara mais apropriada
Para enfrentar o dia.
Quero chorar, mas as lágrimas não se importam mais comigo.
Quero morrer, mas a morte desistiu de mim há muito.
Quero fugir, mas não tenho mais forças.
Deito em silêncio e aguardo o nada me consumir devagar
Irei embora sem nunca ter chegado.
Tudo seguirá o infernal cotidiano
Que finalmente se cansou da minha figura.
Alívio.

9 comentários:

Cris Campos disse...

Gisa,

Eu aqui na madrugada lendo o teu poema que forte e verdadeiro pra muitos.. Adorei minha linda! Gr. Bj.!

José María Souza Costa disse...

Olá.
Amei vim ler o seu poema.
Estou lhe deixando um...
CONVITE
Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
Força, Paz, Amizade e Alegria
Para você, um abraço do Brasil.
www.josemariacosta.com


Ricardo/águia_livre disse...

Simplesmente poema ou tristeza interior infinita?

Vamos lá a arribar que a vida é linda de se viver

Fique feliz
******************
Querendo visitem-me

http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

Cidália Ferreira disse...

Muito triste..mas lindo

Revejo-me neste texto
Mas a vida é tão mais importante.. E linda
Beijinho

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

ANTONIO CAMPILLO disse...

Lo cotidiano ahoga. Se deben enmascarar todos los sentimientos para poder coger nuevamente el camino de lo reiterativo, Gisa. Claro, lo que no se puede hacer es consentir que el poder de lo repetitivo sea capaz de no dejarnos dormir, ni vivir, ni sentir. Es un mal que ayuda a poder sentirse integrado en una sociedad aleccionada para lo mismo que debemos realizar todos: trabajo y costumbres impropias de nuestra mente. Por ello, es la primera en sentir el rechazo. A tu grito agónico de ayuda la respuesta es el silencio. Silencio compartido con quienes no podemos salir de las vías trazadas por nuestro cotidiano quehacer, como el tren no puede salir de las suyas y debe llegar a su destino, a pesar de desear cambiar de dirección.

Un fuerte abrazo, querida Gisa.

Flor de Jasmim disse...

Triste, mas com uma beleza muito própria.

bom fim de semana minha querida amiga

beijinho e uma flor

Marco Rocca disse...

A vida talvez seja isto, uma eterna dúvida em saber-se... Lindo amiga, parabéns!

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Será alivio aquilo que não podemos dizer guardá-lo em silêncio...
Será alívio esconder de nós a dor...?

Bonito estes pensamentos.

Rubén Opazo disse...

Este maravilloso poema me hizo seguir su Blog.
Saludo Cordial