quarta-feira, 17 de julho de 2013

TRÁGICO

Olhou o sinal:
"Vermelho."
Distraiu-se com os passantes,
Cruzando a rua rapidamente.
"Atitude típica das grandes cidades...
Pressa, sempre..."
Sinal?
Vermelho.
Relaxava ouvindo a música.
O tempo não passava.
Estava atrasada já.
Com certeza!
Vermelho, vermelho!
"Inferno! Isso não muda? Emperrou!"
Tentou cantar a melodia.
Não conhecia a letra,
Mas improvisava.
Era boa nisto, improvisos.
Lembrou dele.
Dos beijos,
Do calor,
Da despedida,
Da porta se fechando...
A lágrima refletiu a luz verde do farol.
Seguiu em frente.
Era o melhor que tinha a fazer.
Não sentiu a colisão.
Morreu antes da ambulância chegar.

3 comentários:

Idolidia Glez disse...

Me gusta como escribes...te invito a que me visites y si te gusta te quedes.Un abrazo. :)

Cris Campos disse...

Antes se seguir talvez seja preciso a certeza, mesmo que não seja plena. Demais Gisa! Gr. Bj.!

ANTONIO CAMPILLO disse...

La frecuencia con la que se producen desafortunados sucesos como el que narras, Gisa, deben reabrir la polémica en torno a la esclavitud del tiempo moderno.

Un fuerte abrazo, querida Gisa.