domingo, 20 de fevereiro de 2011

FOGOS DE ARTIFÍCIO

A luz apagou-se e começou a procura
Mãos percorriam o nada em busca do toque
Sorrisos invisíveis e palavras deglutidas,
Tentavam esconder as pistas
Calores em evidência tornavam-se densas pontes de energia
Véus luminosos dos olhares emaranhavam-se nos corpos,
Que nus, aproximavam-se a cada passo
Encontraram-se ofegantes em meio a
Feixes de eus explodindo,
Como fogos de artifício

sábado, 19 de fevereiro de 2011

NEGÓCIOS

Seduza-me.
Quero ver até onde vai a tua capacidade de encanto
Mas cuidado.
Se não conseguires
Devorarei a tua alma
Encantadoramente frustrada
Para todo sempre.
Negócio fechado?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

EGOCÊNTRICA

Olho para baixo e posso vê-los
Um, dois, três, quatro, cinco
São azuis e baixotes
Todos correm na mesma direção, em fila indiana
Não vão a lugar nenhum
Ocupam-se de correr, em círculos,
Já estão até com labirintite os pobres!
Mas por onde correm?
Oras! Óbvio!
Em torno do meu umbigo!


(Agradeço à Lully - http://discoslivrosnadamais.blogspot.com/ - por me apresentá-los. Habitam o meu corpo há tanto e eu nunca havia percebido. Agora que eu sei que existem, vou  cuidar muito bem deles para que nunca me abandonem, pois compreendi que são eles os responsáveis por fazer com que o sol nasça só para mim todos os dias e que os pássaros cantem apenas para o meu deleite pessoal. Convenhamos amigos, tinha que ter um forte motivo para que o mundo girasse no meu entorno, não é mesmo?!)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ROLETA

Façam suas apostas!
A sorte está lançada!
A roleta gira dengosa enquanto a bolinha desempenha o seu movimento contrário.
Tão opostas, mas acabam alcançando algum ponto em comum de repouso,
Resta saber se este foi o escolhido.
Sorte e desgraça em um piscar de olhos.
Perdas e ganhos momentâneos.
Lá vamos nós de novo!
Façam suas apostas!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FANTASMA

Pobre fantasma!
Sentado no sofá da sala com seus sapatos novos sendo empoeirados pela vassoura que insistia em varrer o tapete.
Suprema humilhação...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CAOS

Tento colocar minhas ideias em ordem
Numero-as ao acaso
Coloco-as em fila
Exijo que façam silêncio
Olho cada uma no rosto,
No fundo dos olhos.
Descubro, atônita, a minha incapacidade diante delas.
Deixo os braços caírem
E, com um suspiro de resignação,
Rendo-me ao caos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

BRINCADEIRA

Gosto de brincar com palavras e emoções.
Brincar?
Reformulando...
Gosto da provocação de emoções a partir das palavras.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

ARQUIVOS

Três oportunidades na vida. Três momentos diferentes. Três pensamentos.
 Passado, presente e futuro.
 Os enfoques brincam na furta-cor dos reflexos do ambiente.
Sensações diferentes? Sempre.
O encantamento é saboreado, flui dia a dia, ano a ano, idade a idade.
A curiosidade sempre se refaz para logo ser esquecida.
 Latente, espera a próxima oportunidade. Haverá próxima oportunidade?
 Dúvida totalmente irrelevante.
O caminho corre embaixo dos pés que trôpegos tentam se concentrar na marcha diária, mecânica e metalizada.
As imagens, de tão rápidas, são apenas catalogadas para uma melhor análise no posterior que nunca virá.
A salvo permanecem em seus arquivos cheios de teias, virtuais ou reais,aguardando o nada previsível.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

DECEPÇÃO

 
Peguei a pá e cavei um profundo buraco.
Cobri suas paredes com cimento
Moldei seus contornos ao longo de meses
Ficou pronto.
Estipulei regras rígidas.
Todas as determinações foram cuidadosamente repassadas
Entendestes o teu papel
Ficastes pronto.
Entrei no buraco na hora esperada.
Fechastes a tampa e a lacrastes, conforme as ordens
Fechastes teus ouvidos aos meus gritos e apelos.
Fiquei inerte.
Como podias ser tão obediente?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

JOGO

Histórias totalmente diversas. Períodos de tempos distantes. Personagens que só poderiam se encontrar com um leve cumprimento de olhos enquanto se cruzavam pelos corredores. A luminosidade era pouca e a música, muito alta. Mentes etilicamente alteradas. Olhares lânguidos deram-se as mãos por tempo demasiado. Fogo de um lado, indiferença do outro. Tempo passando, pessoas passando, olhares passando, pensamento tornando-se fixo. Concreto, argamassa e inabalável construção de armadilhas que visavam apenas capturar a atenção. Intento realizado com sucesso. Iniciou-se o incêndio do lado que restava. Tempo passando, pessoas passando, olhares tornando-se curiosos. Conversas frequentes. Explosão de palavras ditas e não ditas. Dúvidas e revelações em doses homeopáticas. Crescimento de desejos. Planos concretos. Objetivos diversos, bem definidos e conhecidos por ambas as partes. Idas e vindas. Mais dúvidas. Apostas. Fogo. Auge. Água. Cinza. Dor. Saudade.
Arrependimento?
Por quê?
Tudo foi meticulosamente cumprido dentro das duas expectativas.
Ritual findo.
E nunca devemos esquecer que
Jogo é jogo.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

NOVA

Pegou a tela nua e nua pintou o corpo ao acaso
Deitou-se sobre o fundo alvo.
Rolou nas mais variadas direções
Imprimiu com precisão todo seu colorido.
Movimentos rápidos e lentos,
Desenharam o que lhe restava de alma.
Vestiu-se com o resultado.
Ergueu a cabeça e sorriu.
Agora estava, realmente, pronta para continuar.
Pegou carona no primeiro vento e virou à esquerda.
Sua gargalhada ficou rodopiando no eco por alguns instantes mais.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

PRETÉRITO IMPERFEITO

Havia uma trilha sonora
Havia um cenário
Havia dois protagonistas
Havia uma cena de amor
Havia, apenas havia
Havia?
Odeio a imperfeição desse pretérito!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CINZA

Estou oca, vazia de ideias e ideais.
Preciso alçar voo novamente,
Esconder-me no espelho,
Afundar na areia quente da praia,
Caminhar sobre a linha do horizonte.
Quero brincar na folha
Branca, azul, amarela, furta-cor
Fazendo-lhe cócegas com meu lápis
E terminar ardendo
Na labareda mais alaranjada que eu encontrar
Quero ser cinza
Para ter o poder do recomeço.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

REBELDIA

Desaforadas as lembranças que correm pela sala tentando se fazerem perceber.
Audaciosas as lembranças que imaginam que ainda são importantes de serem vistas.
Loucas as lembranças que desafiam a realidade do presente como se ainda fizessem parte dele.
Doces as lembranças que nos fazem sorrir com a sua irresignação.

sábado, 29 de janeiro de 2011

PROCURA

O vidro se fechou
Fostes desaparecendo ponto a ponto da minha linha de visão.
O ciclo havia se encerrado.
Coitadas das lembranças e sensações...
Não foram avisadas do final da história
Agora vagam cegas
Condenadas a insensatez da procura
Buscando as almas
Que lhes foram, abruptamente, sonegadas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CONTATO

Não consigo mais ter clareza nas lembranças
Teu rosto já está encoberto pela névoa do tempo
Muito pouco recordo do teu sorriso
Mas tuas mãos ainda queimam em mim,
Por sorte,
O contato do fogo nunca se acaba.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

PROPAGANDA

Sou teimosa, falante, não desprezo uma boa gargalhada e sei ouvir muito pouco.
Gosto que prevaleça minha opinião, mas concordo em discutir e, se tiver que mudar de ideia, mudo.
Sei ser amiga, companheira, mas também aprecio momentos só meus pelos quais brigo com unhas e dentes para que assim permaneçam
Imaginativa e sonhadora detesto realidade, odeio cotidiano e não suporto manter meus pés no chão.
Choro quando tenho que chorar, mas depressão leva, no máximo, cinco minutos, sempre sigo em frente.
Entre praia e cidade fico com a cidade. Adoro o concreto e me deprime a natureza envolvida na cena de uma bucólica casinha do campo, com pássaros cantando e vacas mugindo.
Da tempestade adoro o cheiro, os raios e os trovões. Vento forte e nuvens que correm pelo ceu também me seduzem.
Da noite, fico com as de lua cheia e estreladas, mas não descarto as outras fases da lua, ela realmente mexe muito comigo.
Gosto do sol forte e do frio intenso, o primeiro com piscina e champagne e o segundo com lareira e vinho tinto.
O contato físico me encanta, seja ele em forma de dança, seja ele em forma de amor.
Sou muito boa em uma cama e em uma cozinha, mas não me mandem arrumar e limpar uma casa, viro bicho. Tudo bem, modéstia não é o meu forte.
Sou uma mãe excepcional.
A leitura é uma das minhas mais caras paixões e o estudo, um vício do qual acho que nunca vou me recuperar, o que eu detesto mesmo é trabalhar, mas fazer o quê?! Mal necessário, assim, trabalho, e muito.
Não sou cara, tampouco barata. Aprecio fazer compras (Advertência: Este item já foi completamente controlado pelo psiquiatra, assim, sou comedida com despesas, ou ao menos tento).
Caso você se interesse, sou aquela sentada na prateleira sorrindo entre o ursinho de pelúcia e o boneco de chapeu engraçado.
Entre e compre.
Mas pense bem, a loja não aceita devoluções...

domingo, 23 de janeiro de 2011

APARIÇÃO

Barulhos de caixas caindo, objetos chutados e passos rápidos
Ergue-se a cortina.
Surge uma cena plácida. Algumas pessoas sentadas tomando chá. Rostos sem expressão. Roupas sóbrias. Conversavam em voz baixa sem, aparentemente, perceber os sons que iam aumentando no ambiente.
De um canto escuro surge, em meio a um estardalhaço, uma figura desalinhada, vibrante, mas empoeirada, como se tivesse sido feito prisioneira há muito e somente agora conseguisse se libertar.
Ninguém olha. Seguem os diálogos comedidos.
A nova figura corre por todo palco. Sobe nos móveis e os derruba. Desorganiza os cabelos das senhoras sentadas, cospe nos ternos impecáveis dos senhores discretos.
Ninguém olha. Seguem os diálogos comedidos.
Impressionada com o descaso, a nova personagem põe-se a cantar, em alto e bom tom. Dá gargalhadas, grita...
Ninguém olha. Seguem os diálogos comedidos.
Vira cambalhotas e solta urros de “Estou livre agora! Eu voltei! Nunca mais irão me acondicionar nas malditas caixas empilhadas na prateleira do sótão! Catalogadas por datas e assuntos! Enganei os guardiães e estou aqui! Encarem-me! Falem comigo!”
Ninguém olha. Seguem os diálogos comedidos.
A espantosa aparição silencia, deixa os braços caírem, corre o sorriso do rosto, vai aos poucos derretendo, frustrada pela falta de atenção e, resignando-se com sua sina de lembrança, deixa-se aprisionar lentamente desistindo, naquele momento, de tentar mudar o curso dos caminhos, que nascem sob seus pés e vão aos poucos a emaranhando e amordaçando, recolhendo-a para o túmulo do passado de onde não poderia ter fugido.
Ninguém olha. Seguem os diálogos comedidos.
Cai o pano.

sábado, 22 de janeiro de 2011

PASSEIO

Gostava de passear em ruas lotadas.
Caminhava, vagarosamente, no meio da multidão
Adorava o poder que o contato com os desconhecidos lhe causava
Não sabia nomes, tampouco rostos
Diluía-se na paisagem do concreto
Sumia, anonimamente, nos bueiros
Onde permanecia, quieta,
Com medo que a Natureza lhe descobrisse.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

BEIJO

Quando saístes não fechastes a porta
Não dissestes me esquece
Não sorristes
Não chorastes
Quando saístes apenas me destes um beijo
Que aprisionei em meus lábios
Na esperança de que,
Um dia,
Retornes para buscá-lo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CELA

As paredes de gelo impedem que eu escape
Estou exposta.
Pessoas vêm,
Observam,
Uns rápida e outros com mais vagar,
Mas todos vão embora.
Fico solitária a mercê do sol forte
Que foge entre as nuvens
Na teimosia de somente derreter a cela
Quando melhor lhe aprouver
Desde que seja
L
e
n
t
a
m
e
n
t
e.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PRISÃO

Carrego-te tatuado na minha garganta
Minhas pupilas não conseguem esquecer o sabor das tuas íris
Teus cabelos ainda estão entre meus dedos
O suor que pingou do teu corpo
Alojou-se nas crateras que ele mesmo se encarregou de abrir na minha pele.
Tua língua ainda passeia por todos os caminhos do meu corpo,
Sem pressa.
Teus dentes,
Ah teus dentes, encarregam-se de me aprisionar junto a tua lembrança.

PROCESSO

As palavras dançam,
Querem ultrapassar as inocentes folhas brancas,
Que, assutadas, tudo toleram.
Árduo processo de materialização!

sábado, 15 de janeiro de 2011

FANTASMA

Um prédio, vários pavimentos, muitos corredores, infinitas salas
Luzes que ora se acendem, ora se apagam
E, por muitas vezes, mantêm-se no lusco-fusco do fundo da retina.
Pessoas circulam em meio ao estardalhaço ou do silêncio conforme lhes convêm
Umas cegas, outras arrependidas por verem demais.
Nem todas se conhecem, mas todas participam de histórias
Relatos que nunca irão se cruzar, pois os andares são invioláveis,
Lacrados.
As tramas são diversas e os finais nem se vislumbram ainda.
Só existe um ponto em comum que circula por todos os ambientes,
Sorrateiramente pela escada de incêndio,
Caminho invisível aos demais,
Vivendo todas as histórias ao mesmo tempo,
Controlando, muitas vezes, o desenrolar de cada trama
Assumindo papeis e figurinos
No árduo desempenho de sua tarefa multifacetada...
A figura translúcida do meu fantasma.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

SERMÃO

Decepção... Tristeza...
O que seria grande tornou-se insignificante.
Por que deveria ser assim?
Era para ser assim.
Acorda da loucura e cospe o amargo da boca.
O despertar cega muito mais do que o adormecer,
Talvez por isso as lágrimas se façam necessárias...
Quero ir voar mas entendi o recado e planto-me cada vez mais no chão.
Aprende a ouvir as mensagens subliminares da mente.
Não te faças de louca por que não és surda, tampouco despreparada!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

CENA ÚNICA

Uma sala, muita cumplicidade.
Fios cintilantes, que saiam dos olhos,
Criavam um liame mágico
Envolvendo-os como se fosse um casulo,
Esconderijo ideal,
Inexpugnável pelo mundo exterior
Que restava adormecido
Por acreditar na monotonia da tarde chuvosa.
Contemplação e mudez
Bocas atônitas, unidas e mãos ávidas, rápidas
Corpos sobrepostos, emoldurados pelo tapete felpudo
Sussurros, suspiros e gritos abafados
Sorrisos, muitos sorrisos
Autônomos,
Não necessariamente ligados aos lábios.
Reflexos do prazer que vertia de dentro dos umbigos
Escorria pelas pernas
Causando arrepios às borboletas que habitavam os estômagos
Saciedade e despedida.
Cena única, encantamento eterno
Vedado reedições.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

EXPECTATIVA

Queria dizer-te tantas coisas, mas estas são de difícil compreensão até mesmo para mim.
Um dia ainda irei decifrar os hieroglifos da minha alma,
Será que podes esperar?

INVISÍVEL

Esperava há tanto tempo que nem tinha mais certeza do seu próprio querer. Acostumara-se com a ausência e com o desejo latente. Não conseguia mais discernir o tempo que existia entre o início e o momento atual. Os dias, as horas, os minutos, os segundos, as estações, dos anos emaranhavam-se nos seus cabelos, amordaçavam sua boca, paralisavam suas pernas... Mas aquela noite era especial, havia chegado o momento. Arrumou-se com cuidado, banhou-se e perfumou-se. Saiu de casa deixando a chave e batendo a porta com determinação. Encaminhou-se para o lago que, sob a luz do luar, abriu-lhe uma porta com uma escada que descia em espiral. Entrou convicta e desapareceu do mundo visível para encantar o invisível.

sábado, 8 de janeiro de 2011

QUERERES

Quero desenhar arabescos na tela que chamas de corpo com os fios dos meus cabelos.
Quero desfazer os teus contornos com os pingos do meu suor.
Quero , com o calor dos nossos desejos, amalgamar a minha silhueta a tua e brincar de surreal.
Quero tatuar meus dentes no teu peito na tentativa de furtar-te um pouco de ti mesmo.
Quero tua voz dentro de mim na ânsia de atender tuas vontades da melhor maneira que eu posso, ou, da pior maneira que desejares...
Quero o teu prazer para alimentar o meu êxtase,
Quero, quer, que,qu, qu, q,  ...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

COTIDIANO

Os pensamentos voam como bolhas e estouram com o contato com as paredes.
A sala é apertada e quatro pessoas fingem concentração dentro do universo reduzido do campo de visão alheio.
Nuvens negras de frustrações e problemas inconfessáveis passeiam de mãos dadas pelos corredores.
Como é confortável a infelicidade geral...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

INCANDESCENTE

Vem, estou te esperando
O fogo já consumiu tudo o que eu tinha por dentro
Estou oca na expectativa da tua chegada
A lava, que escorre das minhas entranhas,
Está te espreitando
Só esperando o momento certo para te derreter
Não fiques com medo
Afinal,
Não é todo dia que podemos nos dissolver
Misturados e incandescentes,
Na paisagem...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

FIM

Cansei. Assim não dá mais.
Enjoei de tanto esperar.
Eu já sabia que os tempos eram descompassados
E que teriam este fim.
Estava me enganando apenas...
Nunca aconteceu e jamais irá se concretizar.
Podes ficar com teu quebra-cabeças de conceitos e pressupostos
Deixa-me com meu caleidoscópio de prazeres.
Nunca alcançaríamos o meio termo
És um rascunho em preto e branco
E eu,
Uma arte final em colorido.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

VIAGENS

Ultrapasso os limites do aceitável.
E quem determina o que é o aceitável?
O senso comum.
Ah, se é comum,
Não me interessa...

domingo, 2 de janeiro de 2011

DESCONSTRUÇÃO

Tento esquecer o que nunca houve.
Apagar lacunas.
Ausências brancas e
Buracos negros ,
Onde o desconhecido é dotado de força magnética
Quero sair para respirar o ar rarefeito
Embora pouco, ainda é ar
Meus pés cada vez mais enterrados no lodo
Impedem que eu possa fugir.
Desconstruo-me lentamente.