Fiz que não vi.
O sorriso interior da molecagem
Aqueceu minhas vaidades.
Passei reto.
Meu ego debruçou-se para trás.
Não queria perder uma única reação.
Senti o calor me queimar
Quando o vento me trouxe o cheiro
Do teu corpo,
Tão próximo.
Foi com desdém premeditado,
Que te olhei, te encantei e te prendi para sempre.
Fiz acreditares que a conquista foi tua.
Jamais saberás o quanto ansiei e planejei este momento.
Venci!
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
DÚVIDAS 4
Seguindo a trilha que surgia sob seus pés,
Ela avistou a bela porta, alta e torneada.
Lembrou-se da chave,
Cada vez mais aquecida,
Que trazia junto ao peito,
Apertando-a entre as mãos.
À medida que andava,
Diminuía de tamanho,
Assim como a porta a sua frente.
Ao chegar diante de seu objetivo tão buscado,
Percebeu, com surpresa,
Que este estava contido em algo maior,
Parecia um corpo sentado no chão
Com um olhar atônito.
Não deu importância,
Queria experimentar a chave.
Testou-a na fechadura.
Abriu.
Entrou sem pedir licença
Mal percebendo que esta
Se fechara para sempre
Atrás dela.
Ele acordou e não encontrou mais a porta.
Deveria ter sido um sonho, pensou.
Ergueu-se e partiu com um calor
Doce e acolhedor dentro do peito.
Não sabia porque,
Mas desde este dia
Nunca mais se sentiria só.
Ela avistou a bela porta, alta e torneada.
Lembrou-se da chave,
Cada vez mais aquecida,
Que trazia junto ao peito,
Apertando-a entre as mãos.
À medida que andava,
Diminuía de tamanho,
Assim como a porta a sua frente.
Ao chegar diante de seu objetivo tão buscado,
Percebeu, com surpresa,
Que este estava contido em algo maior,
Parecia um corpo sentado no chão
Com um olhar atônito.
Não deu importância,
Queria experimentar a chave.
Testou-a na fechadura.
Abriu.
Entrou sem pedir licença
Mal percebendo que esta
Se fechara para sempre
Atrás dela.
Ele acordou e não encontrou mais a porta.
Deveria ter sido um sonho, pensou.
Ergueu-se e partiu com um calor
Doce e acolhedor dentro do peito.
Não sabia porque,
Mas desde este dia
Nunca mais se sentiria só.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
DÚVIDAS 3
Amanheceu diferente.
Ela observava,
Com atenção,
O curioso caminho
Que se formava sob seus pés
À medida que andava.
A cada passo percebia
A intrigante chave,
Que levava sempre no pescoço,
Aquecer.
Ele, ao contrário, não conseguia se mover.
A porta, desenhada no vazio,
Parecia exercer uma atração incomum sobre seu corpo.
Toda vez que tentava se afastar
Retornava ao ponto de partida junto à soleira,
Que de um momento para o outro,
Começou a brilhar.
Ela observava,
Com atenção,
O curioso caminho
Que se formava sob seus pés
À medida que andava.
A cada passo percebia
A intrigante chave,
Que levava sempre no pescoço,
Aquecer.
Ele, ao contrário, não conseguia se mover.
A porta, desenhada no vazio,
Parecia exercer uma atração incomum sobre seu corpo.
Toda vez que tentava se afastar
Retornava ao ponto de partida junto à soleira,
Que de um momento para o outro,
Começou a brilhar.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
DÚVIDAS 2
Aquela porta o intrigava.
Havia um tempo que a havia desenhado
No espaço em branco.
Era alta, bela e torneada.
Aonde levaria afinal?
Já tentara abri-la de todos os modos.
Nada.
Onde estaria a chave?
Agora estava muito tarde,
Melhor dormir.
Amanhã seguiria na busca.
Havia um tempo que a havia desenhado
No espaço em branco.
Era alta, bela e torneada.
Aonde levaria afinal?
Já tentara abri-la de todos os modos.
Nada.
Onde estaria a chave?
Agora estava muito tarde,
Melhor dormir.
Amanhã seguiria na busca.
domingo, 2 de setembro de 2012
DÚVIDAS
Desenhou no espaço em branco.
Uma chave torneada.
Não sabia ao certo
Para que serviria.
Pegou-a com
Diversas dúvidas
Que tentavam
demovê-la da ideia.
Pendurou no pescoço
Na fina corrente que
Sempre trazia junto ao peito
E seguiu.
Um dia saberia porque teria agido assim.
Um dia...
Uma chave torneada.
Não sabia ao certo
Para que serviria.
Pegou-a com
Diversas dúvidas
Que tentavam
demovê-la da ideia.
Pendurou no pescoço
Na fina corrente que
Sempre trazia junto ao peito
E seguiu.
Um dia saberia porque teria agido assim.
Um dia...
sábado, 1 de setembro de 2012
FATO
Unhas, vermelhas.
Boca, vermelha.
Saltos altos, vermelhos.
Vestido, vermelho.
Lingerie, vermelha.
Bolsa, vermelha.
Peito vermelho, aberto.
Sangue vermelho, escorrendo.
Coração cinza,
Parado.
Vulto negro,
Fugindo.
Luz branca,
Partindo.
Boca, vermelha.
Saltos altos, vermelhos.
Vestido, vermelho.
Lingerie, vermelha.
Bolsa, vermelha.
Peito vermelho, aberto.
Sangue vermelho, escorrendo.
Coração cinza,
Parado.
Vulto negro,
Fugindo.
Luz branca,
Partindo.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
SUSTO
Mais rápido do que o comum,
O céu foi tomado por nuvens vermelhas.
Na mesma pressa, a chuva azul,
Com seus raios verdes e roxos,
Começou a colorir a paisagem.
Procurou esconder-se imediatamente.
O vento lilás já começava a ser visto no horizonte.
Em instantes ela chegaria,
Carregada pelo tufão amarelo
Só para o encontrar.
Adorava surpreendê-la.
Ela ficava, realmente, irresistível
No seu ar de espanto rosado!
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
600!
Hoje pensei em algo diferente, afinal este é o meu post de n. 600 em quase dois anos de blog. Quero falar de mim, sem metáforas ou poesias. Sou uma pessoa que adora escrever, bom isso parece óbvio!
Escrevo todos os dias, um pouco antes de publicar. Gostaria de ser uma pessoa mais organizada, sei lá, manter um arquivo, planejar os posts, ler e reler... Mas não. Sou impulsiva, gosto de tudo imediato e saia assim ou saia assado, acabo gostando e já foi! Publiquei.
É com uma certa ansiedade que aguardo o resultado: os comentários! Adoro tudo o que me dizem, adoro o carinho que expressam, adoro os diálogos que minhas palavras travam com as de vocês! Adoro muito tudo isso e sobretudo a todos os queridos amigos que conquistei e que me conquistaram neste período.
Quando iniciei o blog não tinha muita noção do mundo que se surgiria na tela do computador. Um universo de amizades verdadeiras, incentivos mútuos, muito respeito e carinho.
Adoro percorrer seus blogs também. Gosto desta troca de ideias e de energias e sempre saio feliz com que encontro.
Bem meus queridos acho que já me estendi demais. Vou indo, deixando um enorme beijo no coração de cada um de vocês e um MUITO OBRIGADA por todo este apoio e amizade.
Mais beijos!
GISA
Escrevo todos os dias, um pouco antes de publicar. Gostaria de ser uma pessoa mais organizada, sei lá, manter um arquivo, planejar os posts, ler e reler... Mas não. Sou impulsiva, gosto de tudo imediato e saia assim ou saia assado, acabo gostando e já foi! Publiquei.
É com uma certa ansiedade que aguardo o resultado: os comentários! Adoro tudo o que me dizem, adoro o carinho que expressam, adoro os diálogos que minhas palavras travam com as de vocês! Adoro muito tudo isso e sobretudo a todos os queridos amigos que conquistei e que me conquistaram neste período.
Quando iniciei o blog não tinha muita noção do mundo que se surgiria na tela do computador. Um universo de amizades verdadeiras, incentivos mútuos, muito respeito e carinho.
Adoro percorrer seus blogs também. Gosto desta troca de ideias e de energias e sempre saio feliz com que encontro.
Bem meus queridos acho que já me estendi demais. Vou indo, deixando um enorme beijo no coração de cada um de vocês e um MUITO OBRIGADA por todo este apoio e amizade.
Mais beijos!
GISA
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
BRINCADEIRINHA
Podes?
Tens que poder.
Queres?
Tens que querer.
Voas?
Tens que voar.
Então vem,
Vem me alcançar.
Tens que poder.
Queres?
Tens que querer.
Voas?
Tens que voar.
Então vem,
Vem me alcançar.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
VOLTA
Meus pensamentos
Foram com a chuva.
Evaporaram com o sol.
E, em forma de nuvens,
Voaram com os ventos
Até te encontrarem.
Desaguaram em forma
De gotas cintilantes
Sobre os teus cabelos,
Descendo em um longo beijo
Por teus olhos,
Aquecendo as lembranças,
Ainda vivas de mim,
No teu corpo distante.
Foram com a chuva.
Evaporaram com o sol.
E, em forma de nuvens,
Voaram com os ventos
Até te encontrarem.
Desaguaram em forma
De gotas cintilantes
Sobre os teus cabelos,
Descendo em um longo beijo
Por teus olhos,
Aquecendo as lembranças,
Ainda vivas de mim,
No teu corpo distante.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
SETE
Possuo um segredo
Guardado a sete chaves.
Coberto por sete véus
Das sete cores do arco-íris
Não é um bicho de sete cabeças,
Mas envolve alguns dos sete pecados
E algumas das sete virtudes humanas..
Ao som das sete notas musicais,
Soadas pelas sete trombetas do Apocalipse,
Posso levar você aos sete portões do inferno,
Nos sete anos dos espelhos quebrados, ou
Podemos voar sete léguas
Pelos sete céus estendidos ao longo
Dos sete mares,
Nunca dantes navegados,
Somente para visitar
Os sete planetas sagrados.
O prazo de escolha são os sete dias da semana.
Decida-se.
Antes de tudo porém,
Devo perguntar o principal:
Você tem sete vidas?
Guardado a sete chaves.
Coberto por sete véus
Das sete cores do arco-íris
Não é um bicho de sete cabeças,
Mas envolve alguns dos sete pecados
E algumas das sete virtudes humanas..
Ao som das sete notas musicais,
Soadas pelas sete trombetas do Apocalipse,
Posso levar você aos sete portões do inferno,
Nos sete anos dos espelhos quebrados, ou
Podemos voar sete léguas
Pelos sete céus estendidos ao longo
Dos sete mares,
Nunca dantes navegados,
Somente para visitar
Os sete planetas sagrados.
O prazo de escolha são os sete dias da semana.
Decida-se.
Antes de tudo porém,
Devo perguntar o principal:
Você tem sete vidas?
domingo, 26 de agosto de 2012
FIM
Sinto.
Quebrou.
O elo de cristal,
Indestrutível,
Não suportou
O peso do tempo,
Das culpas,
Das mágoas...
Desfez-se em milhões
De cacos sem brilho,
Libertando o sonho.
Este, leve,
Foi embora sem olhar para trás,
Encantado com as novas luzes
Que vislumbrava no horizonte.
Quebrou.
O elo de cristal,
Indestrutível,
Não suportou
O peso do tempo,
Das culpas,
Das mágoas...
Desfez-se em milhões
De cacos sem brilho,
Libertando o sonho.
Este, leve,
Foi embora sem olhar para trás,
Encantado com as novas luzes
Que vislumbrava no horizonte.
sábado, 25 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
RECOMPENSA
Cansada da neve, ergueu-se.
Com o corpo em chamas
E os olhos de um verde profundo,
Cruzou as alamedas de pinheiros
Cobertos do gelo branco
Devolvendo-lhes a vitalidade
Dos tons originais.
Percorreu os campos
Animando as flores a surgir,
Curiosas, pelo agradável calor.
Abraçou-se ao vento
Esquentando a atmosfera.
Incentivo necessário para que os seres viventes
Saíssem de suas tocas
E espreguiçassem-se para o novo começo.
Dando a missão por encerrada,
Subiu ao sol.
Sua tarefa havia sido executada com sucesso,
Agora queria sua recompensa.
O astro logo compreendeu.
Envolvendo-a por completo
Em um ardente beijo
E tórridas carícias
Apoderou-se dela com toda intensidade.
Era dado início a mais um
Estimulante e excitante,
Amor de verão.
Com o corpo em chamas
E os olhos de um verde profundo,
Cruzou as alamedas de pinheiros
Cobertos do gelo branco
Devolvendo-lhes a vitalidade
Dos tons originais.
Percorreu os campos
Animando as flores a surgir,
Curiosas, pelo agradável calor.
Abraçou-se ao vento
Esquentando a atmosfera.
Incentivo necessário para que os seres viventes
Saíssem de suas tocas
E espreguiçassem-se para o novo começo.
Dando a missão por encerrada,
Subiu ao sol.
Sua tarefa havia sido executada com sucesso,
Agora queria sua recompensa.
O astro logo compreendeu.
Envolvendo-a por completo
Em um ardente beijo
E tórridas carícias
Apoderou-se dela com toda intensidade.
Era dado início a mais um
Estimulante e excitante,
Amor de verão.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
NORMALIDADE
De essência volátil,
Fugia da concretude do corpo
Para o mundo paralelo.
Surgia onde e para quem desejasse.
Desaparecia ao sabor das mudanças abruptas
Das ideias fúteis.
Levava encantamento e beleza
Para telas sem vida.
Ofertava magia aos olhos incrédulos.
Divertia-se com o negativo e positivo
Das imagens opostas
Confundindo quem a tentava perseguir.
Perdia-se nas cores do calidoscópio do tempo,
Para voltar renovada em brilho furta-cor.
Ao fim do devaneio,
Regressava ao reduto abandonado.
Vestia a pele opaca e sem graça
E submetia-se a mais um dia
Da ritualística da vida insossa
Dos que se diziam
Normais.
Fugia da concretude do corpo
Para o mundo paralelo.
Surgia onde e para quem desejasse.
Desaparecia ao sabor das mudanças abruptas
Das ideias fúteis.
Levava encantamento e beleza
Para telas sem vida.
Ofertava magia aos olhos incrédulos.
Divertia-se com o negativo e positivo
Das imagens opostas
Confundindo quem a tentava perseguir.
Perdia-se nas cores do calidoscópio do tempo,
Para voltar renovada em brilho furta-cor.
Ao fim do devaneio,
Regressava ao reduto abandonado.
Vestia a pele opaca e sem graça
E submetia-se a mais um dia
Da ritualística da vida insossa
Dos que se diziam
Normais.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
MONUMENTO
Chamou-lhe atenção
As esculturas encravadas na pedra.
Homens, mulheres,
Eram tão fortes.
Resolveu perder parte do seu
Escasso tempo para observá-las.
Os contornos, as expressões, a grandeza.
Tudo a comovia.
Aproximou-se pouco a pouco.
Deslizou seus dedos pela asperezas dos rostos.
Encostou seu corpo nos corpos frios, inanimados.
Quedou-se inerte pelo magnetismo encontrado.
Sem se importar,
Sentiu perder as articulações
Enquanto era envolvida pelo mineral rapidamente.
Agregada à obra entendia
Que havia encontrado, finalmente, sua razão de viver.
A partir daquele momento
Teria a tarefa de apenas
Encantar o mundo, sem que necessitasse
Nada mais em troca.
As esculturas encravadas na pedra.
Homens, mulheres,
Eram tão fortes.
Resolveu perder parte do seu
Escasso tempo para observá-las.
Os contornos, as expressões, a grandeza.
Tudo a comovia.
Aproximou-se pouco a pouco.
Deslizou seus dedos pela asperezas dos rostos.
Encostou seu corpo nos corpos frios, inanimados.
Quedou-se inerte pelo magnetismo encontrado.
Sem se importar,
Sentiu perder as articulações
Enquanto era envolvida pelo mineral rapidamente.
Agregada à obra entendia
Que havia encontrado, finalmente, sua razão de viver.
A partir daquele momento
Teria a tarefa de apenas
Encantar o mundo, sem que necessitasse
Nada mais em troca.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
POMAR
Corriam entre pés de laranjas e limões.
Procuravam unir suas imagens infantis,
Dispersas no cítrico ambiente,
Às figuras, falsamente sisudas,
Da maioridade.
Iam de mãos unidas,
Livres que qualquer regra,
Que não fosse contemplada
No único objetivo:
Ser muito, mas muito
Feliz.
Procuravam unir suas imagens infantis,
Dispersas no cítrico ambiente,
Às figuras, falsamente sisudas,
Da maioridade.
Iam de mãos unidas,
Livres que qualquer regra,
Que não fosse contemplada
No único objetivo:
Ser muito, mas muito
Feliz.
domingo, 19 de agosto de 2012
CASAL
Debrucei-me sobre o mapa
Para determinar com exatidão
A longitude ideal
Das nossas linhas do horizonte,
Sendo para mim, a leste
E para ti, a oeste.
Encontrei o caminho perfeito
Anotei os graus e te enviei
Através do vento,
Que, gentilmente,
Ofereceu-se como portador.
Anotei também o dia e a hora
Para a façanha.
Aguardei o momento com ansiedade.
Na data determinada
Escolhi o vestido de nuvens rosa,
Colhido no pôr do sol.
Decidi pelo perfume de sonhos
E fui-me esperançosa.
Pisei firme no fio do horizonte acordado.
Andava sorrindo, leve e feliz.
Quase cai quando te avistei vindo.
Meus passos ficaram mais rápidos
E meu coração mais brando.
O brilho dos olhos nos atraíam com segurança
E em pouco tempo estávamos em um longo abraço,
Unidos e confiantes.
De mãos dadas seguimos o percurso
Sob a aprovação do céu, do sol e da lua
Que sorriam e abençoavam o surgimento
Do novo casal.
Para determinar com exatidão
A longitude ideal
Das nossas linhas do horizonte,
Sendo para mim, a leste
E para ti, a oeste.
Encontrei o caminho perfeito
Anotei os graus e te enviei
Através do vento,
Que, gentilmente,
Ofereceu-se como portador.
Anotei também o dia e a hora
Para a façanha.
Aguardei o momento com ansiedade.
Na data determinada
Escolhi o vestido de nuvens rosa,
Colhido no pôr do sol.
Decidi pelo perfume de sonhos
E fui-me esperançosa.
Pisei firme no fio do horizonte acordado.
Andava sorrindo, leve e feliz.
Quase cai quando te avistei vindo.
Meus passos ficaram mais rápidos
E meu coração mais brando.
O brilho dos olhos nos atraíam com segurança
E em pouco tempo estávamos em um longo abraço,
Unidos e confiantes.
De mãos dadas seguimos o percurso
Sob a aprovação do céu, do sol e da lua
Que sorriam e abençoavam o surgimento
Do novo casal.
sábado, 18 de agosto de 2012
PREVENIDA
Gosto de mimos.
Quando os recebo
Uso um pouco
E guardo o restante.
Nunca se sabe
Quando irá
Se precisar...
Quando os recebo
Uso um pouco
E guardo o restante.
Nunca se sabe
Quando irá
Se precisar...
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
REPRESENTAÇÃO
Hoje quero ser simples.
Falar sem dizer.
Ouvir o silêncio.
Ver os contornos do nada.
Apalpar o invisível.
Beijar a ideia.
Deitar e gemer de prazer
Com o holograma
Que criei para te representar.
Falar sem dizer.
Ouvir o silêncio.
Ver os contornos do nada.
Apalpar o invisível.
Beijar a ideia.
Deitar e gemer de prazer
Com o holograma
Que criei para te representar.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
CONFORTO
No movimento das ruas
Buscava incessantemente.
Ora encontrava os olhos,
A boca, o andar.
Ora visualizava os cabelos,
O sorriso, o porte.
Nunca conjugados em uma mesma visão,
Mas, naquele momento,
Já lhe era suficiente.
Voltou para casa com a confortável certeza de que,
Apesar da abrupta partida,
Não o teria perdido para sempre.
Buscava incessantemente.
Ora encontrava os olhos,
A boca, o andar.
Ora visualizava os cabelos,
O sorriso, o porte.
Nunca conjugados em uma mesma visão,
Mas, naquele momento,
Já lhe era suficiente.
Voltou para casa com a confortável certeza de que,
Apesar da abrupta partida,
Não o teria perdido para sempre.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
VIVER
Dançava o som dos sorrisos.
Cantava a música dos olhares.
Andava o brilho das energias.
Rodopiava o prazer dos corpos.
Vivia a beleza dos instantes
Que passam
Para nunca mais regressar.
Cantava a música dos olhares.
Andava o brilho das energias.
Rodopiava o prazer dos corpos.
Vivia a beleza dos instantes
Que passam
Para nunca mais regressar.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
TESOURO
Altas paredes a cercavam.
Passava horas imaginando
O que haveria do lado de fora.
Um dia,
Deitou-se no chão
E sem sono,
Olhou para cima.
Fixou o olhar nas múltiplas estrelas.
Percebeu, com encanto,
Que se transformavam pequenos espelhos.
Toda noite passou a ter uma nova distração.
Identificava o mar, pássaros, rochas.
Vibrou ao encontrar a porta
Que havia sido cerrada
Há tanto tempo.
Estudou bem a localização.
Na luz do dia seguinte,
Esmerou-se em tentar reconstruí-la
Do se lado interno das paredes.
De posse de um giz colorido,
Desenhou-a com capricho
No seu exato lugar.
Reuniu todas as expectativas
Daqueles que passam anos no cárcere
E entre lágrimas de alívio
Abriu a porta.
Foi-se sem fechá-la.
Não resistiria olhar para trás
E ver tudo que havia deixado.
Agora tinha que se concentrar no tempo novo,
Em novos caminhos.
Já havia dedicado muito de si
Às antigas lembranças.
Elas entenderiam sua atitude,
Assim esperava...
Passava horas imaginando
O que haveria do lado de fora.
Um dia,
Deitou-se no chão
E sem sono,
Olhou para cima.
Fixou o olhar nas múltiplas estrelas.
Percebeu, com encanto,
Que se transformavam pequenos espelhos.
Toda noite passou a ter uma nova distração.
Identificava o mar, pássaros, rochas.
Vibrou ao encontrar a porta
Que havia sido cerrada
Há tanto tempo.
Estudou bem a localização.
Na luz do dia seguinte,
Esmerou-se em tentar reconstruí-la
Do se lado interno das paredes.
De posse de um giz colorido,
Desenhou-a com capricho
No seu exato lugar.
Reuniu todas as expectativas
Daqueles que passam anos no cárcere
E entre lágrimas de alívio
Abriu a porta.
Foi-se sem fechá-la.
Não resistiria olhar para trás
E ver tudo que havia deixado.
Agora tinha que se concentrar no tempo novo,
Em novos caminhos.
Já havia dedicado muito de si
Às antigas lembranças.
Elas entenderiam sua atitude,
Assim esperava...
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
PAIXÃO
Tinha curiosidades.
Decidiu vencer o medo.
Fechou os olhos
Entregando-se ao fogo
Ao qual ele lhe convidara.
Queimou, ardeu, gemeu.
Viveu o mais intenso que pode
O desconhecido devaneio.
Acordou dilacerada,
Um ar de cansaço,
Dores no corpo...
Banhou-se com esmero,
Vestiu-se com recato,
Saiu.
No peito levava a chama viva,
Incendiando-lhe as entranhas.
Cumpriria a rotina rapidamente.
Ansiava por retornar ao leito
Para dormir novamente.
Era claro.
Havia se apaixonado perdidamente
Pelo garboso
Pesadelo.
Decidiu vencer o medo.
Fechou os olhos
Entregando-se ao fogo
Ao qual ele lhe convidara.
Queimou, ardeu, gemeu.
Viveu o mais intenso que pode
O desconhecido devaneio.
Acordou dilacerada,
Um ar de cansaço,
Dores no corpo...
Banhou-se com esmero,
Vestiu-se com recato,
Saiu.
No peito levava a chama viva,
Incendiando-lhe as entranhas.
Cumpriria a rotina rapidamente.
Ansiava por retornar ao leito
Para dormir novamente.
Era claro.
Havia se apaixonado perdidamente
Pelo garboso
Pesadelo.
domingo, 12 de agosto de 2012
PARTE UM
Em meio as chamas surgiu.
Vinha de negro, sorrindo.
Seus olhos faiscavam
As últimas labaredas
Da primeira parte do sonho
Que prometia continuação.
Vinha de negro, sorrindo.
Seus olhos faiscavam
As últimas labaredas
Da primeira parte do sonho
Que prometia continuação.
sábado, 11 de agosto de 2012
AMIGAS
Queria conversar.
De um salto, apanhou a lua.
Aconchegou-a em seu regaço,
Para que ficasse confortável,
E iniciou a ladainha.
Contou-lhe dela e dele.
As inquietudes, os segredos, as bizarrices.
Encheu-lhe os ouvidos
Com todas belezas e mazelas
Que lhe vinham de pronto na alma.
Fofocaram como íntimas que eram,
Amigas devotadas.
Quase ao amanhecer,
A luminosa visita esclareceu-lhe
Que era chegada
A hora de partir.
Compreendeu.
De um salto, devolveu-a
Ao seu lugar de direito.
Sorriram-se e acenaram-se
Na promessa de uma nova visita
Na próxima noite.
De um salto, apanhou a lua.
Aconchegou-a em seu regaço,
Para que ficasse confortável,
E iniciou a ladainha.
Contou-lhe dela e dele.
As inquietudes, os segredos, as bizarrices.
Encheu-lhe os ouvidos
Com todas belezas e mazelas
Que lhe vinham de pronto na alma.
Fofocaram como íntimas que eram,
Amigas devotadas.
Quase ao amanhecer,
A luminosa visita esclareceu-lhe
Que era chegada
A hora de partir.
Compreendeu.
De um salto, devolveu-a
Ao seu lugar de direito.
Sorriram-se e acenaram-se
Na promessa de uma nova visita
Na próxima noite.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
BLEFE
Sou um blefe.
Embora da mesma cor,
Meus olhos são de botão
De tamanho e formato diferentes.
Meus cabelos, de lã desbotada.
Minha boca, bordada com cordão,
Tingido de vermelho.
O corpo foi feito de algodão encardido
De péssima qualidade.
O vestido, de chita ordinária.
Apostei todas as fichas.
Não pagaste para ver.
Ganhei.
Que pena...
Jamais saberás a verdade,
Ou não?
Embora da mesma cor,
Meus olhos são de botão
De tamanho e formato diferentes.
Meus cabelos, de lã desbotada.
Minha boca, bordada com cordão,
Tingido de vermelho.
O corpo foi feito de algodão encardido
De péssima qualidade.
O vestido, de chita ordinária.
Apostei todas as fichas.
Não pagaste para ver.
Ganhei.
Que pena...
Jamais saberás a verdade,
Ou não?
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
FACE
Roubastes minha face
Devolve!
Meus olhos choram por mim
Eu sei.
Minha boca clama meu retorno.
Posso ouvir.
Meu nariz quer de volta meu cheiro.
Não me enganes.
Roubastes minha face
Devolve!
Só assim poderei sorrir para ti
Novamente.
Devolve!
Meus olhos choram por mim
Eu sei.
Minha boca clama meu retorno.
Posso ouvir.
Meu nariz quer de volta meu cheiro.
Não me enganes.
Roubastes minha face
Devolve!
Só assim poderei sorrir para ti
Novamente.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
PRECISA-SE
Precisa-se
Boca cálida, na temperatura exata para aquecer e arrepiar, alternada e sucessivamente.
Língua atrevida, que conheça todos os caminhos conhecidos e aqueles a serem descobertos com vagar, muito vagar.
Dentes firmes, que saibam morder, mordiscar, roçar e qualquer outro verbo compatível com a função de deleitar.
Mãos curiosas, prontas a deslizar em todos os sentidos e meandros, atentas às expressões que pretende despertar.
Braços envolventes, tipo polvo, daqueles que não permitem qualquer tipo de fuga tampouco qualquer pensamento neste sentido, nem mesmo de longe.
Pernas que prendem, torcem, contorcem, subam e desçam impedindo ou possibilitando novos e antigos movimentos.
Corpo que aconchegue e torne-se macio para acarinhar ou forte para desafiar.
Precisa-se, quer-se, deseja-se, anseia-se que se você preenche todos os requisitos acima enumerados entre na tela logo, neste exato momento mesmo.
Nã me faça esperar nem mais um instante. Vem agora. Não irás te arrepender. Como? Ah, isso eu te garanto!
Boca cálida, na temperatura exata para aquecer e arrepiar, alternada e sucessivamente.
Língua atrevida, que conheça todos os caminhos conhecidos e aqueles a serem descobertos com vagar, muito vagar.
Dentes firmes, que saibam morder, mordiscar, roçar e qualquer outro verbo compatível com a função de deleitar.
Mãos curiosas, prontas a deslizar em todos os sentidos e meandros, atentas às expressões que pretende despertar.
Braços envolventes, tipo polvo, daqueles que não permitem qualquer tipo de fuga tampouco qualquer pensamento neste sentido, nem mesmo de longe.
Pernas que prendem, torcem, contorcem, subam e desçam impedindo ou possibilitando novos e antigos movimentos.
Corpo que aconchegue e torne-se macio para acarinhar ou forte para desafiar.
Precisa-se, quer-se, deseja-se, anseia-se que se você preenche todos os requisitos acima enumerados entre na tela logo, neste exato momento mesmo.
Nã me faça esperar nem mais um instante. Vem agora. Não irás te arrepender. Como? Ah, isso eu te garanto!
terça-feira, 7 de agosto de 2012
INSATISFEITA
O deslizar dos dedos pelos cabelos
A arrepiava.
Sentia o calor,
Revivia o toque.
Acreditava até
Poder detê-los.
Ansiava por beijar
Um a um
Só para provar
O gosto
Antes de consumi-los
Com o prazer
De finas iguarias.
A espera é que a atormentava.
Será que um dia se livraria
De tão submissa posição?
Odiava a prisão da moldura
Jamais se conformara
Com a sua fria posição
De uma simples
Imagem refletida
Naquele frio
Espelho.
A arrepiava.
Sentia o calor,
Revivia o toque.
Acreditava até
Poder detê-los.
Ansiava por beijar
Um a um
Só para provar
O gosto
Antes de consumi-los
Com o prazer
De finas iguarias.
A espera é que a atormentava.
Será que um dia se livraria
De tão submissa posição?
Odiava a prisão da moldura
Jamais se conformara
Com a sua fria posição
De uma simples
Imagem refletida
Naquele frio
Espelho.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
PROMESSA
Sonhei contigo.
Só hoje.
Estavas lindo.
Estavas necessário.
Estavas próximo.
Não,
Não te zangues.
Sonhei contigo.
Só hoje.
Nunca mais irá se repetir.
Prometo.
Só hoje.
Estavas lindo.
Estavas necessário.
Estavas próximo.
Não,
Não te zangues.
Sonhei contigo.
Só hoje.
Nunca mais irá se repetir.
Prometo.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
SOMBRINHA (reedição)
Traço uma linha reta a partir da minha janela.
Pego a sombrinha colorida e experimento com o pé.
Firme.
Equilibro-me e entrego-me ao vento.
O percurso é longo, mas a sensação de segurança que dá a sombrinha... é sem igual!
Até que demorou bastante tempo antes do meu corpo encontrar o chão de concreto da avenida...
Ah! E ainda levei, como lembrança,
Uma linda paisagem em movimento.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
CÔNCAVO (reedição)
Entrou
Sem
Pressa
Nem
Pudor
Despiu-se
Das
Roupas
E da
Alma
Mirou-se no
Espelho
Côncavo
A sua
Frente
Percebeu
Com um
Arrepio
Todo o
Prazer
Que se lhe
Oferecia
Naquela
Estranha
Imagem
Invertida
De si mesma
Entregou-se
Com vagar
Ao mais
Inusitado
69...
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
BAILARINA (reedição)
Linda redoma bailarina! Como ficas bela com esta luz... Teus cabelos ficam mais sedosos, tua pele parece uma porcelana, tuas roupas brilham com a purpurina que tinge o ambiente. Mas o que há de errado bailarina? A música da caixinha não te agrada? Ela foi feita para dançares, encomendada para o teu deleite. Não sabes, bailarina, o quanto me custa todo este teu conforto. Vivo pagando contas que não acabam sempre para te ver cada vez mais feliz. Por que choras, bailarina? O que te faz falta, meu bem? Por que me olhas assim, bailarina? Não te compreendo... Tens tudo que queres para ser feliz e por que não és? Não bailarina, não sejas ingrata minha querida, não faças isso bailarina! Coloca o braço no lugar, como vais mostrar gestos, tão graciosos, sem braços? Alto lá, bailarina, não tires tuas pernas, como irás saltar de novo? Pára, bailarina como vais rasgar teu peito e liberar teu coração que levou tanto tempo e me deu tanto trabalho para aprisionar aí?!
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