quinta-feira, 14 de junho de 2012

LÁPIS

O lápis impulsionava a mão inerte.
A necessidade de se expressar 
Era maior que as bobas leis de física 
Que teimavam em o reconhecer
Como um objeto,
Totalmente,
Inanimado.

6 comentários:

Mª LUISA ARNAIZ disse...

Me ha recordado las distintas formas de percepción entre Oriente y Occidente.
Un beso.

Leonardo B. disse...

[esse lápis

que se faz tinta da mão,
esse lápis antigo, carvão.]

um imenso abraço, Gisa

Leonardo B.

Rita disse...

Que linda essa frase, falar sobre o lapis, que tanto ajuda as pessoas
Parabéns pelo post
Deixo um abraço carinhoso
Bjuss
Rita!!!

folha seca disse...

Gisa
Ainda hoje aqui durante o almoço falámos, sobre os instrumentos que usáva-mos na escola primária. Uma pedra de ardósia e um lápis do mesmo material. Indo mais atrás o que se escreveu com artefactos indiscritíveis.
A questão está, não nos meios com que se transmite o que se sente. Mas o importante é transmitir isso.

Um beijo querida amiga e um agredecimento muito especial por estar sempre presente.
Rodrigo

Rogério Pereira disse...

Reuniram todas as leis
da física
em concílio
para discutir
o que era aquilo
Depois de muito
trocarem impressões
mandaram vir um geólogo
para colhe mais opiniões
De pronto este
se pronunciou:

É de carvão a alma desse ser
e serve para desenhar e escrever

Na bancada, ao fundo
ouviu-se um ó profundo
dado por todas as crianças
deste mundo

ANTONIO CAMPILLO disse...

¡Ay, Ay, Ay...!, leyes tontas de Fisica. No, Gisa, simplemente percepción desajustada de las leyes de la Física.
Una mano inerte no está fisiológicamente muerta, se encuentra en reposo.
Un reposo para pensar, para meditar, para sentir.
Como una de las leyes de la inercia establece la dificultad de adquirir movimiento cuando un cuerpo se encuentra en reposo, la mano posee una inercia nula.
Lo difícil es que, superada la ley de la inercia, el movimiento sea errático y manche el papel con garabatos que no podemos llamar letras. Entonces, la Física le echa una mano a la creatividad y la anula.
Encantador poema.

Un fuerte abrazo, querida Gisa.