segunda-feira, 12 de março de 2012

INFÂNCIA

Vestiu suas asas de livro
E lançou-se da última prateleira da biblioteca.
Percorreu reinos, guerras e beijos.
Sorriu, suspirou e sonhou.
Discutiu e foi convencida.
Mudou a ideia de muitos
E fez outros tantos perderem o tino.
Ao soar o sinal
Levantou-se percorrendo, mecanicamente,
O longo e úmido corredor.
A professora já a aguardava na porta da sala.
Não compreendia o porquê, mas
Mais uma vez teria que ser submetida
A inacreditável
Aula de matemática!

18 comentários:

Carla Ceres disse...

rsrs É a história da minha infância, Gisa. Muito bonito! Beijos!

Rô... disse...

oi Gisa,

sabe que as vezes entro nessas grandes livrarias e também me perco da realidade,
entro e mergulho nos livros...

beijinhos

Mery disse...

É uma realidade, a maioria dos alunos não gostam das aulas de matemática, preferem ficar entre os livros, que é muito bom mesmo*...
Quando criança, Eu adorava ir `biblioteca da Escola e me perdia lá...
Beijo.

Mª LUISA ARNAIZ disse...

Me parece que en ciertas culturas como las nuestras lo que cuentas es una realidad. ¡Bravo por tu poema!

Rogério Pereira disse...

AULA DE MATEMÁTICA

As duas hipotenusas
se cruzaram
e segredaram
Patetas, os catetos
armados em espertos
se organizaram e formaram um quadrado
cercando as miúdas
essas hipótenusas
Uma hipotenusa
a mais estúpida
a que desce
ficou como assim parece
Apaixonada
A outra coitada
a que sobe
endoiou
Veio o mestre
e somou
Tudo ao quadrado

Naquelas aulas
ela, divertida, aprendeu
o teorema de Pitágoras
Nunca mais o esqueceu

iglesiasoviedo disse...

Libros fantasía, aventuras, estrellas, sueños, ficción, felicidad.
Matemáticas, realidad, responsabilidad, obligaciones.
Escoger, dilema, miedo a equivocarse, valentía.

Besos.

Silenciosamente ouvindo... disse...

Eu adoro livrarias...de sentir
o cheiro dos livros...
Matemática também não gosto...
Beijinhos
Irene

ANTONIO CAMPILLO disse...

La fantasía que conforma los sentidos y sentimientos claudica ante la realidad de lo estricto, lo marcado, lo programado.
¿Será lo adecuado? ¿Se forma o se deforma? ¿Se sabe o se memoriza? ¿Se siente o se agoniza?
Excelente realidad y fantasía.

Un fuerte abrazo, querida Gisa.

QUIM disse...

rs...eu detestava matemática...rs..bj querida uma boa semana..

Andradarte disse...

Nos intervalos do trabalho para almoço, li um romance numa livraria
que ficava perto...rsrsrs
Beijo

Maria Alice Cerqueira disse...

Querida amiga
Vim agradecer a sua presença amiga lá no meu cantinho magico coração,
gostaria lhe oferecer um selinho dos 500 seguidores como prova de minha gratidão.
Venho pedir a voce o seu votinho para a minha poesia,
Sentindo a Vida
que está concorrendo no Ostra da poesia Blog da Lindalva
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e conheça e vote na minha poesia.
Como votar
DIGITE O NOME DA POESIA E O LINK DO SEU BLOG
(é importante deixar o link para seu voto ser validado)
Desde já agradeço de todo o coração a seu apoio e votinho
Tenha um lindo dia
abraço amigo
Maria Alice

Mar Arável disse...

Nesta vida de números

que vivam as pessoas

Wellington disse...

Adorei seu blog =]
Estou a te seguir e te convido para conhecer o meu cantinho: http://belezaeatragedia.blogspot.com/

Segue lá tbm, bjos.. Até Mais!!

Cleide Salib disse...

oi que DEUS O ABENÇOE GOSTARIA MUITO Q SEGUI-SE O MEU BOLG IA SER UM HONRA TE-LO COMO MEU AMIGO http://minhakistoria.blogspot.com/

Natália Campos disse...

Ainda nem cresceu. Veja só como gosta de brincar com as palavras! Que bacana, Gisa. Me remeteu à minha infância também! Beijos :)

@ Escritora disse...

As melhores lembranças são as da infância...

Bjos

CHIICO MIGUEL disse...

A história da infância de todos nós. Infelizmente meu livro da infância - falo de poemas - está disperso no meio das amarguras da e das vitorias que nos temperam o ãnimo para prosseguir.
Bonito, o que você escreve, Gisela,amiga Gisa, você parece uma menina que vive e sonha, e ao sonhar escreve. Escreve tão simples e tão doce que nunca dá vonte de largar a leitura.
Parabéns, amoga doçura. Você minha amiga, faz a gente até criar gosto de viver.
abraço grandão
chico miguel

Elisa Cunha disse...

Sempre gostei de livros e sempre gostei de matemática (ela não é tão exata quanto parece)